quinta-feira, 1 de maio de 2025

DIÁRIO DE SEXTA-FEIRA 02/05/2025

 

Sexta-feira 02/05/2025

 

Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem se atreve... A vida é muita para ser insignificante." (Charles Chaplin)

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Jo 6,1-15

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João

— Glória a vós, Senhor!

 

Naquele tempo, 1Jesus foi para o outro lado do mar da Galiléia, também chamado de Tiberíades. 2Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. 3Jesus subiu ao monte e sentou-se aí, com seus discípulos. 4Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus.

5Levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?” 6Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. 7Filipe respondeu: “Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um”.

8Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: 9“Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isso para tanta gente?” 10Jesus disse: “Fazei sentar as pessoas”. Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens.

11Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. 12Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca!”

13Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. 14Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: “Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo”. 15Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte.

 

 

Palavra da Salvação

Glória a vós Senhor.               

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Pe. Antonio Queiroz

 

Distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam.

Este Evangelho narra a cena da multiplicação dos pães. O evangelista começa dizendo que uma grande multidão seguia Jesus, porque via os sinais que ele operava em favor dos doentes. Hoje continua havendo sinais, a favor dos doentes, a favor do casamento, da paz... Sinal, no Evangelho de S. João, é uma manifestação da presença de Deus através de um gesto humano.

 “Jesus subiu o monte e sentou-se... Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus.” O monte lembra o monte Sinai onde Deus deu os dez mandamentos para Moisés. Sentar-se é atitude própria do legislador. Jesus quer criar uma nova Lei e uma nova Páscoa, em que comer o alimento sagrado nos compromete com a partilha do alimento material.

 “Levantando os olhos...” Nós também precisamos levantar os olhos para ver as necessidades dos nossos irmãos e irmãs. Abrir a janela da nossa casa para ver o mundo lá fora, ver com o coração, e depois abrir a porta e sair para o meio do mundo, como fazia Jesus.

 “Jesus disse a Filipe: onde vamos comprar pão...? Disse isso para pô-lo à prova.” Foi para provar a fé do Apóstolo, pois se estamos junto com Deus tudo é possível, não existe problema sem solução. Mas Filipe não passou na prova: “Nem duzentas moedas...” Felizmente outro Apóstolo, André, ouviu a conversa e se saiu bem melhor que o colega: “Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes...” A prova era justamente esta: confiando em Deus, apresentar o pouco que temos, a fim de que Deus faça o resto. Deus sempre faz surpresas.

A humanidade se divide em dois grupos: os egoístas, que não confiam em Deus e por isso ajuntam bens o máximo que podem, e os solidários que confiam em Deus e partilham o pouco que possuem. Estes são felizes, aqueles não, apesar das riquezas que acumulam.

 “Fazei sentar as pessoas.” Multidão sentada evita tumulto, é mais fácil trabalhar, passar pelo meio e distribuir. Evita que os aproveitadores recebam mais que os outros. É o mesmo que dizer: organizai o povo. Povo unido e organizado nunca passa fome.

 “Jesus tomou os pães e deu graças... e fez o mesmo com os peixes.” Deus opera maravilhas, mas precisamos ter fé, confiar nele e orar!

 “Recolhei os pedaços que sobraram.” Evitar o desperdício. Não jogar alimento no lixo, sabendo que ao lado há pessoas que não têm! Este é um grande pecado da humanidade moderna.

 

“Quando notou que estavam querendo proclamá-lo rei, Jesus retirou-se.” Com o gesto ele disse: a glória é para Deus Pai, não para mim! Isso que eu fiz, vocês podem fazer, e mais ainda, se tiverem fé.

Quanta maravilha semelhante a essa multiplicação dos pães acontece hoje em dia, graças a cristãos que agem como o Apóstolo André! Cheios de fé e confiança, apresentam a Deus o pouquinho que têm ou que sabem, e acontece o milagre chamado pastoral da saúde, pastoral da criança, do idoso, da moradia, da terra... São alimentos que se multiplicam, sorrisos que se abrem, vidas que se renovam. Comunidades pequenas transformam bairros inteiros. O milagre está a disposição de todos, porque Deus foi, é e será sempre assim. Ele abençoa quem dá o primeiro passo. Às vezes esse primeiro passo consiste em convocar uma reunião, em procurar alguém e abrir o coração, expondo sua inquietação...

Certa vez, um homem teve um sonho. Sonhou que Deus estava criando a humanidade com asas. Mas em cada um, tanto homem como mulher, ele colocava uma asa só, de um lado, ficando o outro lado sem asa. O homem perguntou então para um anjo: “Por que Deus não coloca duas asas nos homens, como fez com as aves?” O anjo respondeu: “Porque os homens e as mulheres só podem voar se segurarem na mão de Deus”.

Então é isso aí: de um lado a asa, do outro segurando em Deus. Assim podemos voar, e muito alto. Podemos não só multiplicar pães, como fez Jesus, mas fazer muito mais.

Que Maria Santíssima nos ajude a imitar o Apóstolo André, a fim de que o Reino do seu Filho seja construído o mais rápido possível.

Distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam.

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Numa das empresas em que trabalhei, eu fazia parte de um grupo de treinadores voluntários. Éramos coordenados pelo chefe de treinamento, o professor Lima, e tínhamos até um lema: "Para poder ensinar, antes é preciso aprender" (copiado, se bem me recordo, de uma literatura do Senai). Um dia, nos reunimos para discutir a melhor forma de ministrar um curso para cerca de 200 funcionários. Estava claro que o método convencional, botar todo mundo numa sala,  não iria funcionar, já que o professor insistia na necessidade da interação, impraticável com um público daquele tamanho.

Como sempre acontece nessas reuniões, a imaginação voou longe do objetivo, até que, lá pelas tantas, uma colega propôs usarmos um trecho do Sermão da Montanha como tema do evento. E o professor, que até ali estava meio quieto, respondeu de primeira. Aliás, pensou alto: - Jesus era peripatético...Seguiu-se uma constrangida troca de olhares, mas, antes que o hiato pudesse ser quebrado por alguém com coragem para retrucar a afronta, dona Dirce, a secretária, interrompeu a reunião para dizer que o gerente de RH precisava falar urgentemente com o professor. E lá se foi ele, deixando a sala à vontade para conspirar.

Não sei vocês, mas eu achei esse comentário de extremo mau gosto, disse a Laura. Eu nem diria de mau gosto, Laura. Eu diria ofensivo mesmo, emendou o Jorge, para acrescentar que estava chocado, no que foi amparado por um silêncio geral. Talvez o professor não queira misturar religião com treinamento ponderou o Sales, que era o mais ponderado de todos. Mas eu até vejo uma razão para isso...Que é isso, Sales? Que razão? Bom, para mim, é óbvio que ele é ateu. Não diga! Digo. Quer dizer, é um direito dele. Mas daí a desrespeitar a religiosidade alheia...Cheios de fúria, malhamos o professor durante uns dez minutos e, quando já o estávamos sentenciando à fogueira eterna, ele retornou.

Mas nem percebeu a hostilidade. Já entrou falando: Então, como ia dizendo, podíamos montar várias salas separadas e colocar  umas 20 pessoas em cada uma. É verdade que cada treinador teria de repetir a mesma apresentação várias vezes, mas... Por que vocês estão me olhando desse jeito? Bom, falando em nome do grupo, professor, essa coisa aí de peripatético, veja bem... Certo! Foi daí que me veio a ideia. Jesus se locomovia para fazer pregações, como os filósofos também faziam, ao orientar seus discípulos. Mas Jesus foi o Mestre dos Mestres, portanto a sugestão de usar o Sermão da Montanha foi muito feliz.

Teríamos uma bela mensagem moral e o deslocamento físico... Mas que cara é essa?...Peripatético quer dizer "o que ensina caminhando". E nós ali, encolhidos de vergonha. Bastaria um de nós ter tido a humildade de confessar que desconhecia a palavra que o resto concordaria e tudo se resolveria com uma simples ida ao dicionário. Isto é, para poder ensinar, antes era preciso aprender. Finalmente, aprendemos. Duas coisas. A primeira é: o fato de todos estarem de acordo não transforma o falso em verdadeiro. E a segunda é que a sabedoria tende a provocar discórdia, mas a ignorância é quase sempre unânime.

Por Max Gehringer- Revista VOCÊ S/A

 

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!

 

E até que nos encontremos novamente,

que Deus lhe guarde serenamente

na palma de Suas mãos.

 

 

 

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