Quinta-feira
08/05/2025
“Certos
pensamentos são como orações, há momentos em que, seja qual for a posição do
corpo, a alma está, sempre, de joelhos.” (Victor Hugo)
EVANGELHO DE HOJE
Jo 6,44-51
— O
Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João
—
Glória a vós, Senhor!
Só
poderão vir a mim aqueles que forem trazidos pelo Pai, que me enviou, e eu os
ressuscitarei no último dia. Nos Profetas está escrito: "Todos serão
ensinados por Deus." E todos os que ouvem o Pai e aprendem com ele vêm a
mim. Isso não quer dizer que alguém já tenha visto o Pai, a não ser aquele que
vem de Deus; ele já viu o Pai.
- Eu
afirmo a vocês que isto é verdade: quem crê tem a vida eterna. Eu sou o pão da
vida. Os antepassados de vocês comeram o maná no deserto, mas morreram. Aqui
está o pão que desce do céu; e quem comer desse pão nunca morrerá. Eu sou o pão
vivo que desceu do céu. Se alguém comer desse pão, viverá para sempre. E o pão
que eu darei para que o mundo tenha vida é a minha carne.
Palavra
da Salvação
Glória
a vós
Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Preciso fazer uma ponte com a reflexão de ontem:
“(…) Para que ninguém se perca é
preciso maior empenho e novas táticas, mas mesmo assim temos que entender e
conhecer bem as nossas limitações. Tamanha dedicação sempre estará condicionada
a vontade de quem se ‘perdeu’ em querer ‘se encontrar”.
Agora façamos uma conexão com esse versículo: “(…) ’Todos serão
ensinados por Deus’. E todos os que ouvem o Pai e aprendem com ele vêm a mim”.
É uma perspectiva interessante. Deus se manifesta a todos os seus
filhos, mas se revela através de Jesus. É Jesus que apresenta a salvação
àqueles que se deixaram tocar pelo pai, pois não é seu desejo que ninguém se
perca, mas trazendo a reflexão de ontem, é preciso que quem “se perdeu” também
se deixe encontrar, ser tocado, conduzido, (…).
Jesus vence a morte e de imediato apresenta a nova dinâmica de
evangelização aos seus discípulos; novos afazeres ligados a apresentação desse
reino as criaturas. Até antes da cruz, as pessoas corriam, se acotovelavam para
ver Jesus, e ao ressuscitar, Jesus vai ao encontro das pessoas, ordenando que
se faça o mesmo.
“(…) Ide, pois, fazer discípulos
entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito
Santo. Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que estou
convosco todos os dias, até o fim dos tempos”. (Mateus 28, 19-20)
Esse reino de Deus é dinâmico e não estático. Esse reino inicia quando
levantamos, mas não se despede ao no fim do dia quando dormimos; esse reino tem
sua primeira célula a família, dentro de casa, perto dos nossos e se estende a
comunidade, a igreja, a paróquia,… O reino não se resume no castelo, mas em todos
que vivem em torno dele, ou seja, nas pessoas. Portanto se conclui que nenhuma
pastoral ou movimento é mais importante que a comunidade, que a família, que o
coletivo.
É preciso ficar claro: Se deixar ser encaminhado por Deus começa por um
ato individual chamado de oração. É através dela que o pastor consegue
encontrar sua ovelha e é através dela também que reconhece a voz do seu pastor.
É por ela que o fraco se torna forte, o desanimado se levanta, é através dela
que se sente filho
“(…) Junto de vós, Senhor, me refugio. Não seja eu confundido para
sempre; por vossa justiça, livrai-me! Inclinai para mim vossos ouvidos,
apressai-vos em me libertar. Sede para mim uma rocha de refúgio, uma fortaleza
bem armada para me salvar. Pois só vós sois minha rocha e fortaleza: haveis de
me guiar e dirigir, por amor de vosso nome.“ (Salmo 30/31, 2-4)
Precisamos então re-ensinar as pessoas a rezar, a parar, a ouvir, a ter
contato com o divino. A modernidade do qual falamos durante essa semana gerou e
não para de gerar pessoas imediatistas. Uma geração “aperta um botão e liga”,
ninguém quer mais levantar para mudar o canal da TV e assim tem sido com a fé.
Querem um Deus maná, que atenda de imediato, mas que não exija compromisso
Nossas homilias, reflexões, pregações devem ir além do contexto
político, econômico,… Ela deve ser social, abrangente e pedagógica. Nenhum bom
professor se atreve a lecionar sem preparar a aula, ainda mais hoje com a
informação a um clique do mouse, pois se assim o fizer é capaz de ficar “sem graça”
ao ser corrigido por um aluno primário.
Nenhum movimento da igreja pode se rejeitar a ter o documento de
aparecida como livro de cabeceira; não pode fugir da missão de ir até as
pessoas, não pode parar e esperar que venham. Acreditar em Jesus é apresentá-lo
e não buscá-lo apenas por interesse.
Minha oração e minha prece por aqueles que lutam para apresentar o reino
de Deus aos que dormem nas calçadas, aos que passam frio, aos abandonados nos
asilos, aos que pagam seus erros nos presídios, aos doentes, aos que precisam
de conselho, oração e um ombro.
Um imenso abraço fraterno
MOMENTO DE REFLEXÃO
Filhos
são do mundo!
Devemos
criar os filhos para o mundo. Torná-los autônomos, libertos, até de nossas
ordens. A partir de certa idade, só valem conselhos. Especialistas
ensinaram-nos a acreditar que só esta postura torna adulto aquele bebê que um
dia levamos na barriga. E a maioria de nós pais acredita e tenta fazer isso. O
que não nos impede de sofrer quando fazem escolhas diferentes daquelas que
gostaríamos ou quando eles próprios sofrem pelas escolhas que recomendamos.
Então,
filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém
além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os
melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo! Ser pai ou mãe é
o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de
dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de
perder algo tão amado.
Perder?
Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo! Então, de quem são
nossos filhos? Eu acredito que são de Deus, mas com respeito aos ateus digamos
que são deles próprios, donos de suas vidas, porém, um tempo precisaram ser
dependentes dos pais para crescerem, biológica, sociológica, psicológica e
emocionalmente.
E o
meu sentimento, a minha dedicação, o meu investimento? Não deveriam retornar em
sorrisos, orgulho, netos e amparo na velhice? Pensar assim é entender os filhos
como nossos e eles, não se esqueçam, são do mundo!
Três
dias na cobertura da tragédia na pousada Sankay ( Angra dos Reis), olhos
grudados em fotos, tevê e internet, vozes chorosas de mães e tios ao telefone
me fizeram pensar nessa dor gigantesca que deve ser para um ser humano devolver
o que mais amou nessa vida, mas nunca foi seu! E, principalmente, me fez
entender que mais do que corajosos, nós, pais, somos loucos por correr o risco
de amar tanto sem garantias.
Volto
para casa ao fim do plantão, início de férias, mais tempo para os filhos, olho
meus pequenos pimpolhos e penso como seria bom se não fossem apenas empréstimo!
Mas é. Eles são do mundo. O problema é que meu coração já é deles.
Lenice
Viana- jornalista
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!
E
até que nos encontremos novamente,
que
Deus lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
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