Terça-feira
06/05/2025
Certas
coisas são tão importantes que precisam ser descobertas sozinhas. (Paulo
Coelho)
EVANGELHO DE HOJE
Jo 6,30-35
— O
Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João
—
Glória a vós, Senhor!
Depois
que Jesus saciara os cinco mil homens, seus discípulos o viram andando sobre o
mar. 22No dia seguinte, a multidão que tinha ficado do outro lado do mar
constatou que havia só uma barca e que Jesus não tinha subido para ela com os
discípulos, mas que eles tinham partido sozinhos.
23Entretanto,
tinham chegado outras barcas de Tiberíades, perto do lugar onde tinham comido o
pão depois de o Senhor ter dado graças. 24Quando a multidão viu que Jesus não
estava ali, nem os seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de
Jesus, em Cafarnaum.
25Quando
o encontraram no outro lado do mar, perguntaram-lhe: “Rabi, quando chegaste
aqui?” 26Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: estais me
procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes
satisfeitos. 27Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento
que permanece até a vida eterna, e que o Filho do homem vos dará. Pois este é
quem o Pai marcou com seu selo”. 28Então perguntaram: “Que devemos fazer para
realizar as obras de Deus?” 29Jesus respondeu: “A obra de Deus é que acrediteis
naquele que ele enviou”.
Palavra
da Salvação
Glória
a vós
Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Os milagres não eram a principal ação de Jesus. Ele fazia questão de
deixar claro isso, mas o apego ao visível obscurecia a graça invisível. O povo
de Cafarnaum, bem como da Judéia não havia entendido que a mensagem sobrepõe-se
ao tocável, e de fato não entenderiam visto que culminou com a ida de Jesus
para a cruz.
Esse apego ainda perdura até nossos dias e parece ser nosso. Parece ser
algo que precisamos constantemente para reafirmar nossas convicções de fé.
Poderíamos chamar isso de carência da nossa natureza humana?
“(…) Portanto, meus irmãos, nós temos uma obrigação, que é a de não
vivermos de acordo com a nossa natureza humana. Porque, se vocês viverem de
acordo com a natureza humana, vocês morrerão espiritualmente; mas, se pelo
Espírito de Deus vocês matarem as suas ações pecaminosas, vocês viverão
espiritualmente Pois aqueles que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos
de Deus”. (Romanos 8, 12-14)
Por vezes vi e teci comentários bem delineados sobre a falta de fé de
São Tomé quando condicionou sua crença a tocar nas cicatrizes de Jesus, mas por
vezes também somos assim. Partindo dessa afirmação notamos a dimensão que tem o
nosso testemunho de vida e oração. Somos reflexos do criador, mas nós BUSCAMOS
OS MILAGRES OU A PRESENÇA DE JESUS?
Todos conhecem ou já ouviram falar o contexto cristão da expressão “O
EXEMPLO ARRASTA”. Ela se aplica bem ao evangelho de hoje. Se nos apegamos aos
milagres extraordinários não conseguiremos convencer ninguém dos ordinários. Se
como liderança, coordenador, ministro, catequista, (…) me apego ao visível,
como convencerei as pessoas que caminhem sobre as águas?
Temos por acaso conhecimento ou conhecemos o trabalho feito pelas
intercessoras da RCC? Conhecemos algo da dinâmica desse ministério de serviço?
A grosso modo, elas (porque geralmente são mulheres) ficam de fora do que
acontece nos grandes encontros; revezam-se na presença do Senhor, seja Ele
eucarístico ou contemplativo na oração, durante horas e horas. Pouco as vemos,
pouco assistem dos encontros, mas não deixam de acreditar.
Uma irmã intercessora diz com muita simplicidade (ou seria sabedoria?)
que a presença de Jesus sentida já vale o encontro. Talvez seja essa a fonte da
fortaleza dessas senhoras. São difíceis de serem vistas tristes. A idade talvez
já se faça injusta, mas os joelhos ainda estão dispostos a tocar o chão por
quem precisa (…) será que era isso que Jesus quis dizer no evangelho de hoje?
“(…) Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome, e quem crê em
mim nunca mais terá sede”.
Alguém poderia perguntar: Mas eu conheço um monte de intercessoras que
vivem reclamando disso e daquilo! Mas é claro que reclamam, elas são humanas!
Sofrem com a idade, tem saudade, ficam doentes, (…) por que seriam diferentes?
O que enalteço é a forma devocional e respeitosa que se apresentam ao Senhor.
“A sua presença basta” ou como diriam os discípulos de Emaús: Fica conosco
Senhor!
Buscar o senhor apenas por interesse é voltar a viver do maná que caía
do céu. Amar o Senhor sobre todas as coisas não é por acaso que é o primeiro
mandamento. Nosso Deus é um ser amoroso e compassivo e como diria Isaias
“busquemos enquanto Ele se deixa encontrar”.
Santas intercessoras! Hoje uma ave Maria por vocês!
Um imenso abraço fraterno
MOMENTO DE REFLEXÃO
Não
é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações
afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o
conceito de amor.
O
que se busca, hoje, é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual
exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais
uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu
bem-estar.
A ideia
de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo,
está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da
premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para
nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de
despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona
suas características, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da
ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que
eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma ideia
prática de sobrevivência – e pouco romântica, por sinal.
A
palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de
necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não
preciso, o que é muito diferente.
Com
o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão
perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo
mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras.
O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é
príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O
homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando,
para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da
individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem
energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela
financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e
significado. Visa à aproximação de dois inteiros, e não a união de duas
metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua
individualidade.
Quanto
mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para
uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao
contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são
muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos
crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século
passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de
referência para avaliar ninguém.
Muitas
vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi
inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em
quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na
solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser
encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele
se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a
maneira de ser de cada um.
O
amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o
aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. Nem sempre é
suficiente ser perdoado por alguém: algumas vezes, você tem de aprender a
perdoar a si mesmo…
*
Flávio Gikovate é médico formado pela USP no ano de 1966. Desde 1967, trabalha
como psicoterapeuta, tendo atendido mais de 8000 pacientes. Dedica-se,
principalmente, às técnicas breves de psicoterapia.
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!
E
até que nos encontremos novamente,
que
Deus lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
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