Terça-feira,
20/05/2025
"Quando
deixamos nossa luz própria brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas
permissão para fazer o mesmo." [Nelson Mandela]
EVANGELHO DE HOJE
Jo 14,27-31a
— O
Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João
—
Glória a vós, Senhor!
Deixo
com vocês a paz. É a minha paz que eu lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo
a dá. Não fiquem aflitos, nem tenham medo. Vocês ouviram o que eu disse:
"Eu vou, mas voltarei para ficar com vocês." Se vocês me amassem, ficariam
alegres, sabendo que vou para o Pai, pois o Pai é mais poderoso do que eu. Digo
isso agora, antes que essas coisas aconteçam, para que, quando acontecerem,
vocês creiam. Não posso continuar a falar com vocês por muito tempo, pois está
chegando aquele que manda neste mundo. Ele não tem poder sobre mim; mas o mundo
precisa saber que eu amo o Pai e que, por isso, faço tudo o que ele manda.
Palavra
da Salvação
Glória
a vós
Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Escrevi essa reflexão ano passado, mas ainda está muito viva…
Esse é um dos trechos de despedida do Senhor durante e após a Santa
Ceia. Como podemos notar, é carregado de amor e recomendações fraternas aos
seus amigos
Jesus, em meio à emoção do momento, deixa uma mensagem positiva e
otimista mesmo alertando, em outros momentos, das dificuldades e transtornos
aos quais seriam submetidos. “(…) Deixo com vocês a paz. É a minha paz que eu
lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá. Não fiquem aflitos, nem tenham
medo”.
Mas o que é paz?
Paz como ausência de guerra;
Sempre associada ao militarismo, ao domínio do forte sobre o fraco, o
vencedor sobre o derrotado. Essa paz por vezes é a que procuramos nas disputas
de opinião, de poder, (…); é uma paz que existe um alegre e outro triste. É
muito comum em nosso meio racionalista e individualista de ser. É a paz que não
tem paz.
Essa é a paz do morro, da favela, da pessoa que vive cercada de muros
altos, câmeras e cercas elétricas. É uma paz de que não tem paz.
Paz como fruto da Justiça;
Essa paz é aquela em que não há vencedores e nem perdedores. Uma paz que
advém da coerência, da sobriedade, do amor ao próximo. É uma paz que não é
imposta e sim advento do respeito. Uma paz que não precisa de multas ou
castigos para que se cumpra. É a paz que Jesus pediu por meio do amor.
“(…) Dou-vos um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como eu vos
tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto todos
conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros“. (João 13,
34-35)
Paz em meio à guerra;
É talvez a paz do filme “A VIDA É BELA”, do “PIANISTA”. É a paz do casal
que se desentende, mas não deixa de se gostar, não perde o respeito, não perde
a razão… É a paz que permanece em meio à ingratidão dos filhos com os pais e
vice-versa; é a paz que supera as divergências em meio às catástrofes naturais
ou não; a paz que supera o egoísmo, o orgulho, a vaidade. É paz que ajuda
procurar vidas nos escombros da casa que desabou, da vida que ruiu pelas drogas
ou pelas escolhas desastrosas do nosso livre arbítrio…
Paz que ninguém consegue explicar;
É a paz que insiste em existir mesmo na morte; é a tranquilidade
persistente daquele que perdeu alguém e ainda vê a mão de Deus. É aquele que no
cárcere, no silêncio, amordaçado ainda sorri; é aquele que tem problemas, mas
não perde a esperança; é o paralitico que perde os movimentos, o doente
acamado, o acidentado que fica limitado a uma cama, mas que a mente ainda permanece
livre.
É a paz fruto da fé que não nos abandona. Uma paz que advém da
fortaleza!
“(…) Três vezes roguei ao Senhor
que o apartasse de mim. Mas ele me disse: Basta-te minha graça, porque é na
fraqueza que se revela totalmente a minha força. Portanto, prefiro gloriar-me
das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo. Eis por que
sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições,
no profundo desgosto sofrido por amor de Cristo. Porque quando me sinto fraco,
então é que sou forte“ (II Coríntios 12, 8-10)
Vivamos a paz!
Um imenso abraço fraterno
MOMENTO DE REFLEXÃO
Um
dia Meher Baba perguntou aos seus discípulos o seguinte:
-
Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
Os
homens pensaram por alguns momentos e um deles disse:
-
Porque perdemos a calma, por isso gritamos.
E
Baba perguntou então:
-
Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao teu lado? Não é possível
falar-lhe em voz baixa? Porque gritas a uma pessoa quando estas aborrecido?
Os
homens deram algumas respostas mas nenhuma delas satisfazia ao Baba.
Finalmente
ele explicou:
-
Quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para
cobrir esta distância precisam gritar para poder escutar-se. Quanto mais
aborrecidas estejam, mais forte terão que gritar para escutar-se um ao outro
através desta grande distância.
Em
seguida Baba perguntou:
- O
que sucede quando duas pessoas se enamoram? Elas não se gritam mas sim se falam
suavemente, porque? Seus corações estão muito perto. A distância entre elas é
pequena...
Baba
continuou...
-
Quando se enamoram acontece mais alguma coisa... Não falam, somente sussurram e
ficam mais perto ainda de seu amor. Finalmente não necessitam sequer sussurrar,
somente se olham e isto é tudo. Assim é quando duas pessoas que se amam estão
próximas.
Então
Baba disse:
-
Quando discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras
que os distanciem mais, chegará um dia em que a distância será tanta que não
mais encontrarão o caminho de volta.
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!
E
até que nos encontremos novamente,
que
Deus lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
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