Sexta-feira,
30/05/2025
“Os
preguiçosos estão sempre falando do que tencionam fazer, do que hão de
realizar; aqueles que verdadeiramente fazem alguma coisa não tem tempo de falar
nem sequer do que fazem”.(Johann Wolfgang von Goethe)
EVANGELHO DE HOJE
Jo 16,20-23a
— O
Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João
—
Glória a vós, Senhor!
Pois
eu afirmo a vocês que isto é verdade: vocês vão chorar e ficar tristes, mas as
pessoas do mundo ficarão alegres. Vocês ficarão tristes, mas essa tristeza
virará alegria. Quando uma mulher está para dar à luz, ela fica triste porque
chegou a sua hora de sofrer. Mas, depois que a criança nasce, a mulher fica tão
alegre, que nem lembra mais do seu sofrimento. Assim acontece também com vocês:
agora estão tristes, mas eu os verei novamente. Aí vocês ficarão cheios de
alegria, e ninguém poderá tirar essa alegria de vocês.
-
Quando chegar aquele dia, vocês não me pedirão nada.
Palavra
da Salvação
Glória
a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Pe. Antônio Queiroz CSsR
Ninguém vos poderá tirar a vossa alegria.
Neste Evangelho, Jesus nos fala que a nossa tristeza, o nosso choro, é
provisório; o que será definitivo para nós é a alegria.
Essas palavras de Jesus se referem a dois planos: um imediato, que é,
após a tristeza dos discípulos diante da sua morte, e a alegria ao vê-lo
ressuscitado.
O outro plano vale também para nós: neste mundo temos lutas, tristezas e
até lágrimas pelo fato de sermos discípulos de Jesus. Mas depois, no céu, o dia
vai amanhecer e o sol vai brilhar para sempre. Não só no céu, pois a Comunidade
cristã é para nós uma pálida antecipação do céu. Assim, em meio às lutas e
perseguições, o cristão encontra um oásis. “Como é bom, como é agradável os
irmãos viverem juntos e se amarem!” (Sl 132,1).
A parábola da mulher dando à luz é muito apropriada. Mesmo antes de a
criança nascer, ela já sente, em meio à dor, uma alegria de fundo, fundada na
esperança de ver logo o filhinho ou filhinha e de ter dado ao mundo um novo ser
humano. Depois que a criança nasce, ela se esquece completamente da dor e da
angústia sofridas minutos antes.
De fato, nós cristãos temos de enfrentar muitas dificuldades,
especialmente quando se aproxima a morte: doenças, certo isolamento,
incapacidade de fazer o que gostaria... É a hora de nos lembrarmos da mulher em
dores de parto, olhar para frente e recuperar o ânimo e a alegria. É o grão de
trigo que morre para que possa produzir muito fruto.
“Naquele dia, não me perguntareis mais nada.” O Espírito Santo, que
acompanhou e iluminou Jesus desde o seu Batismo, está agora conosco. Antes de
Pentecostes, os discípulos tinham dificuldade em entender os ensinamentos de
Jesus. Mas depois tudo se mudou. E nós recebemos o Espírito Santo no batismo e
na crisma.
O antigo rito do batismo por imersão expressava bem essa realidade: a
pessoa era mergulhada na água, significando que morreu para o mundo pecador. E
logo era retirada, expressando o novo nascimento em Cristo pelo Espírito Santo.
Olhando a vida de muitos cristãos, descobrimos com tristeza que parece
que a água do batismo não penetrou e a pessoa continua vivendo segundo o homem
velho do mundo pecador. Que o cumprimento amoroso da vontade de Deus nos leve a
passar para uma vida nova, segundo e pela ação do Espírito Santo.
Na parábola da videira e os ramos, Jesus fala: “Todo ramo que dá fruto,
meu Pai o limpa, para que dê mais fruto ainda”. A planta “sente”, quando o
agricultor, com a sua tesoura, corta um dos seus galhos. Ela produz até uma
resina no corte, que simboliza as nossas lágrimas. Mas o importante são os
frutos que virão depois.
“Eu repreendo e educo os que eu amo” (Ap 3,19). Como é bom ser corrigido
por Deus! É a correção de um Pai amoroso.
“Meu filho, não desprezes a correção do Senhor, não te desanimes quando
ele te repreender, pois o Senhor corrige a quem ele ama e castiga a quem aceita
como filho” (Hb 12,5-6).
“Irmãos, considerai uma grande alegria quando tiverem de passar por
diversas provações, pois sabeis que a prova da fé produz em vós a constância, e
a constância leva a que vos torneis perfeitos e íntegros, sem falta ou
deficiência alguma” (Tg 1,2-4).
“Feliz aquele que suporta a provação, porque uma vez provado, receberá a
coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam. Ninguém, ao ser tentado,
deve dizer: É Deus que me tenta, pois Deus não pode ser tentado pelo mal e
tampouco tenta a alguém. Antes, cada qual é tentado por sua própria
concupiscência, que o arrasta e seduz. Em seguida a concupiscência concebe o
pecado e o dá à luz, e o pecado, uma vez maduro, gera a morte” (Tg 1,12-15).
“Felizes sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo,
disserem todo mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque é
grande a vossa recompensa nos céus” (Mt 5,11-12).
Havia, em um determinado lugar, uma família de ratos. Estava indo tudo
bem, até que apareceu por ali um gato. O gato estava fazendo o maior estrago.
De vez em quando pegava um rato e comia. Os ratos então se reuniram para
resolver o problema. Após muita discussão e várias opiniões, um ratinho deu uma
ideia: “Vamos amarrar um sino no pescoço do gato. Assim, quando ele se aproximar,
nós perceberemos e nos esconderemos”. Mas ninguém teve coragem de fazer o
serviço. Estão até hoje esperando o corajoso.
O Espírito Santo não só nos dá coragem, mas nos ilumina e orienta,
indicando como fazer o serviço de evitar cair nas garras do pecado.
Maria Santíssima, desde a sua concepção, foi uma mulher nova, conduzida
pela graça de Deus. Que ela nos ajude a sermos fortes na fé, alegres na
esperança e solícitos na caridade. Assim conseguiremos, nós também, pisar na
cabeça da serpente.
Ninguém vos poderá tirar a vossa alegria.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Havia
um homem muito rico, que possuía muitos bens, uma grande fazenda, muito gado e
vários empregados a seu serviço...
Tinha
ele um único filho, um único herdeiro, que ao contrário do pai não gostava de
trabalho nem de compromissos. O que ele mais gostava era fazer festas e estar
com seus amigos, e de ser bajulado por eles.
Seu
pai sempre o advertia que seus amigos só estavam ao seu lado enquanto ele
tivesse o que lhes oferecer, depois o abandonariam. Os insistentes conselhos de
seu pai lhe retiniam aos ouvidos, e logo se ausentava sem dar o mínimo de
atenção.
Um
dia, o velho pai já avançado em idade, disse aos seus empregados para
construírem um pequeno celeiro e, dentro dele, fez uma forca, e junto a ela uma
placa com os dizeres: “Para você nunca mais desprezar as palavras de seu
pai".
Mais
tarde chamou o filho e o levou até o celeiro e disse:- Meu filho, eu já estou
velho e quando eu partir, você tomará conta de tudo o que é meu, e sei qual
será o seu futuro. Você vai deixar a fazenda nas mãos dos empregados, vai
gastar todo o dinheiro com seus amigos, irá vender os animais, e os bens, para
se sustentar, e quando não tiver mais dinheiro, seus amigos vão se afastar de
você.
E
quando você não tiver mais nada, vai se arrepender amargamente de não ter me
dado ouvidos. É por isso que eu construí esta forca. sim, ela é para você, e
quero que me prometa que se acontecer o que eu disse, você se enforcará nela.
O
jovem riu, achou um absurdo, mas para não contrariar o pai prometeu, pensando
que jamais isso pudesse ocorrer. O tempo passou, porém, o pai morreu e seu
filho tomou conta de tudo. Mas exatamente como o pai previra, o jovem gastou
tudo, vendeu os bens, perdeu os amigos e a própria dignidade.
Desesperado
e aflito, começou a refletir sobre sua vida e viu que havia sido um filho tolo,
lembrou-se de seu pai e começou a chorar e dizer:-Ah, meu pai, se eu tivesse
ouvido os seus conselhos... Mas agora é tarde, tarde demais! Pesaroso, o jovem
levantou os olhos e longe avistou o pequeno celeiro, era a única coisa que lhe
restava.
A
passos lentos se dirigiu até lá. Entrando, viu a forca e a placa empoeirada, e
disse:-Eu nunca segui as palavras de meu pai, não pude alegrá-lo quando estava
vivo, mas pelo menos desta vez vou fazer a vontade dele, vou cumprir minha
promessa, não me resta mais nada.
Então
subiu nos degraus e colocou a corda no pescoço, dizendo:-Ah, se eu tivesse uma
nova chance- então pulou, sentiu por um instante a corda apertar sua garganta.
Mas o braço da forca era oco e quebrou-se facilmente. O rapaz caiu no chão, e
sobre ele caíram joias, esmeraldas, pérolas e diamantes.
A
forca estava cheia de pedras preciosas, e um bilhete que dizia: "Essa é
sua nova chance, eu te amo muito. Seu pai".
Essa
parábola nos ensina um pouco, e serve de alerta para todos nós. Portanto, não
vamos deixar de ouvir conselhos dos mais velhos e sábios, para só então
contarmos com uma segunda chance. Ela pode não existir!
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!
E
até que nos encontremos novamente,
que
Deus lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
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