Segunda-feira
12/05/2025
“Chegará
o dia em que os homens conhecerão o íntimo dos animais, e nesse dia, um crime
contra um animal será um crime contra a humanidade.” (Leonardo da Vinci)
EVANGELHO DE HOJE
Jo 10,1-10
— O
Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João
—
Glória a vós, Senhor!
Naquele
tempo, disse Jesus: 1"Em verdade, em verdade vos digo, quem não entra no
redil das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante.
2Quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. 3A esse o porteiro abre, e as ovelhas
escutam a sua voz; ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz para fora. 4E,
depois de fazer sair todas as que são suas, caminha à sua frente, e as ovelhas
o seguem, porque conhecem a sua voz. 5Mas não seguem um estranho, antes fogem
dele, porque não conhecem a voz dos estranhos".
6Jesus
contou-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que ele queria dizer.
7Então Jesus continuou: “Em verdade, em verdade vos digo, eu sou a porta das
ovelhas. 8Todos aqueles que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes, mas
as ovelhas não os escutaram. 9Eu sou a porta. Quem entrar por mim, será salvo;
entrará e sairá e encontrará pastagem. 10O ladrão só vem para roubar, matar e
destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.
Palavra
da Salvação
Glória
a vós
Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Deus é o grande pastor e Jesus a porta! Lembremos do evangelho da semana
passada: (…) SÓ PODERÃO VIR A MIM AQUELES QUE FOREM TRAZIDOS PELO PAI, que me
enviou, e eu os ressuscitarei no último dia. Nos Profetas está escrito: “Todos
serão ensinados por Deus.” E todos os que ouvem o Pai e aprendem com ele vêm a
mim.(João 6, 44-46)
Fazer essas idas e vindas na leitura dos evangelhos nos permite
contextualizar o que está acontecendo e de certa forma primar do entendimento,
em separado, de um determinado versículo em detrimento ao seu pré-texto, texto
e contexto.
Ele nos remete a intrigante solução de uma dúvida: A quem estamos
ouvindo?
Gostaria de trazer um exemplo da nossa realidade para fazermos uma
analogia da situação proposta. Convido-os comigo a imaginar… Imagine uma festa,
um evento, um show… Numa praia ou num lugar amplo, tipo daquelas festas de fim
de ano que acontecem em vários locais do Brasil.
Como bem sabemos, nem todos se encantam ou são fãs dos cantores que se
revezam no palco, portanto, fazem suas “panelinhas” em palcos alternativos um
pouco mais afastado do som central. Isso é bem comum em festas dentro de
bairros onde pessoas, por meio de sons bem potentes instalados em seus carros,
promovem ilhas de som, competindo com o evento central onde se concentram a
maioria das pessoas. Precisamos notar bem a situação… Os dois eventos estão
acontecendo simultaneamente e competem entre si, mas quem sairá vencedor?
Vivemos isso no que diz respeito à participação dos fieis na igreja. A
missa para muitos, principalmente os mais jovens, deixou de ser o “som central”
da semana, mas de certa forma isso não me preocupa, pois sempre fomos uma “ilha
de som alternativo”.
Sim! Jesus apresentava um viver alternativo aos olhos daquele tempo e
ainda do nosso. De certa forma competia com o viver pagão da maioria e com o
cárcere intelectual dos doutores da lei judaicos
É preciso viver nesse mundo, mas não ser desse mundo. A voz do pastor,
por mais que nesse mundo ainda soe como voz “alternativa” é a única que salva e
leva à porta. Viver no mundo carece de que vivamos em ilhas com o
“alternativo”, pois foi através dela que os judeus foram libertos do cárcere do
Egito. Um palco chamado oração.
“(…) Considerei a aflição do meu
povo no Egito, OUVI OS SEUS GEMIDOS e desci para livrá-los. Vem, pois, agora e
eu te enviarei ao Egito“. (Atos 7, 34)
Nem tudo que existe no mundo é ruim como apregoam alguns segmentos
extremistas, pois de certa forma fomos nós mesmos que os estragamos. Nem tudo
que “toca” no palco central deve nos prender. Não podemos ser reféns do que não
gostamos ou concordamos para estar na moda ou fazer parte da turma, pois por
muitas vezes que buscamos ser descolados e diferentes, estamos na verdade sendo
iguais a outros tantos. Sim! Ser diferente às vezes é ser igual a alguém,
portanto não nos torna diferente!
O jovem que ainda procura o engajamento social e em uma pastoral ou
movimento ainda soa como um “palco alternativo”
Lembremo-nos: Nem tudo me convém!
Obs.: Quando o show acaba, só o palco alternativo continua tocando.
Um imenso abraço fraterno
MOMENTO DE REFLEXÃO
Se
não tivesse havido o convite para aquele final de semana, ou aquele final de
semana não fosse do pai tudo seria diferente.
Se
não tivesse a família saído à noite naquele dia, ou se na volta, no carro, a menina tivesse
sentado em outro lugar.
E se
ela não tivesse reclamado de algo,
mencionado a mãe, tivesse dito que
queria voltar para casa.
E se
a madrasta não estivesse de anel ou não
tivesse desferido o tapa que feriu o
rosto da criança; e se não tivesse saído sangue da testa e ela não tivesse ficado
assustada.
Se o
lamento da menina não tivesse aumentado e
se isso não tivesse deixado a madrasta transtornada.
E se
o elevador que eles subiram com a criança
chorando não tivesse vazio, mas com um vizinho que pudesse com sua presença impor alguma razão.
E se
o pai, ao entrar no apartamento com a menina em
prantos, segundos antes de tê-la arremassado com força no chão, tivesse se detido por um instante na foto na
parede onde ela aparecia sorrindo,
brincando com os irmãos.
E se
a madrasta tivesse pensado nos próprios
filhos que eram irmãos da filha da outra e
não tivesse avançado com tanta raiva sobre ela, apertando-lhe a garganta, até que ela parasse de chorar.
E se
o pai diante da cena tivesse lembrado do dia em
que soube que ela iria nascer; e
depois, quando viu que ela se aquietava
nos seu braços; e depois quando ensinou-lhe os primeiros passos; e depois quando acostumou-se a ouvi-la o chamar de
papai.
Sendo
assim, nesse momento, por lampejo de
lucidez ou reverberação afetiva, ele
tivesse dito a si ou à mulher: NÃO.
Se,
naquele momento, um celular, a
campainha, a porta, o interfone, qualquer coisa, tivesse interferido.
Ou
se na menina tivesse sobrado alguma
força a ponto de poder fugir.
E se
ela não tivesse ficado desacordada e isso
não tivesse parecido ao pai e à madrasta que ela estava morta.
Se
então o pai não quisesse proteger a
mulher como a ninguém e não pegasse uma
tesoura e uma faca na cozinha.
E
se, uma vez no quarto dos filhos com
intenção de cortar a rede na janela, ao subir na cama de um deles, ele tivesse
quebrado o lastro com o peso do corpo e
prendido o pé.
Se
ao enfiá-la pela rede ainda sem tê-la solto, ele a tivesse escutado suspirando.
Ou
se ele, por um breve, mínimo, ínfimo momento que fosse, antes de soltar a perna dela, tivesse
olhado para cima e se perguntado o que,
afinal, estava fazendo.
Se
algum fato desses, se algum desses acontecimentos tivesse acontecido diferentemente do que
aconteceu, a menina estaria viva.
O
que importa na vida é a sorte e o amor.
Da
sorte terrível daquela menina o que se disse até aqui já basta.
E o
AMOR, naquela noite, estava distante.
José
Pedro Goulart
UM
ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ!
E
até que nos encontremos novamente,
que
Deus lhe guarde serenamente
na
palma de Suas mãos.
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