sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Domingo 05/11/2017

Domingo, 05 de novembro de 2017




“Você precisa conquistar aquilo que o dinheiro não compra, do contrário será um miserável, ainda que seja um milionário.”





EVANGELHO DE HOJE
Mt 5,1-12a


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
— Glória a vós, Senhor!



Naquele tempo, ao ver a multidão, Jesus subiu ao monte. Sentou-se e os seus discípulos foram para junto dele. Jesus começou então a ensiná-los desta maneira: "Felizes os que têm coração de pobres, porque é deles o Reino dos céus! Felizes os que choram, porque Deus os consolará! Felizes os humildes, porque terão como herança a terra prometida! Felizes os que têm ânsia de cumprir a vontade de Deus, porque Deus lhes satisfará os anseios! Felizes os que tratam os outros com misericórdia, porque Deus os tratará com misericórdia também! Felizes os sinceros de coração, porque hão-de ver a Deus! Felizes os que procuram a paz entre os homens, porque Deus lhes chamará seus filhos! Felizes os que são perseguidos por cumprirem a vontade de Deus, porque é deles o Reino dos céus! Considerem-se felizes quando vos insultarem e perseguirem e vos caluniarem, por serem meus discípulos! Alegrem-se e encham-se de satisfação, porque é grande a recompensa que vos espera no céu.




Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.







MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Canção Nova



O chamado “Sermão da Montanha”, discurso inaugural do ministério público de Jesus, se estende até ao capítulo 7 do Evangelho de S. Mateus. É o primeiro dos cinco discursos que o evangelista distribui estrategicamente no seu livro. Neste domingo simplesmente ficamos nas bem-aventuranças.

O Evangelho deste domingo nos traz o Sermão da Montanha. Falar dele em poucas palavras é uma missão bem difícil para mim, já que eu olho para ele e vejo uma grande lição em cada versículo.

Sempre que o Sermão da Montanha é mostrado nos filmes, Jesus está andando pelo meio da multidão e falando bem alto. Quando lemos no Evangelho, descobrimos que não foi bem assim, como nos filmes. Na verdade, Jesus olhou para a multidão, subiu o monte em silêncio, e sentou. Os discípulos se aproximaram e sentaram perto d’Ele. Foi então que Jesus abriu a boca e começou a ensinar-lhes. Então se os discípulos estavam perto, não havia por que falar alto! Foi uma “aula particular” para os discípulos, e que deve ter sido bem mais extensa do que as poucas linhas que ficaram registradas no livro de Mateus.

“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.” Quem são os “pobres de Espírito”? E por que é deles o Reino dos Céus? Se alguém lhe perguntasse “de quem é o Reino dos Céus?” você responderia “dos pobres de espírito”? Não? Nem eu. Por isso precisei pesquisar outras traduções e estudar sobre o assunto para entender o que está escondido nesse versículo… Pobre em espírito é aquele que tem o espírito vazio de si próprio, a ponto de reconhecer sua pequenez e pedir humildemente que Deus ocupe esse vazio do seu espírito. Não importa se a pessoa é rica ou pobre de dinheiro, pois não é impossível para o pobre ser arrogante, nem para o rico ser humilde. O Reino dos Céus é destas pessoas porque são estas que se permitem ser preenchidas, no seu vazio, pelo próprio Deus. São estas pessoas que espalham as sementes do Reino dos Céus em forma de Amor.

“Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.” Já começo aqui lembrando que só se aflige quem se importa, quem se preocupa. Com que/quem você se importa? Quem está aflito de verdade, chora. Como Jesus chorou no Getsêmani. Você já chorou de arrependimento pelos seus erros? Pelas dificuldades que você teve (ou está tendo) que enfrentar? Acredite: elas foram ou estão sendo necessárias. Se Deus as permitiu, existe uma razão. Você pode até não entender hoje, mas confie em Deus: depois de uma grande aflição, sempre vem uma grande recompensa.

“Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.” O verdadeiro manso é aquele que, mesmo tendo a possibilidade e a escolha de aniquilar aqueles que se opõem a ele, escolhe a paciência. No entanto, o verdadeiro manso não é passivo e indiferente ao que é errado, mas defende a Verdade mesmo que isso lhe custe a vida. Nesse mundo cruel em que vivemos, o normal é que os mansos sejam “engolidos” pelos violentos. Mas na lógica de Jesus, quem vai “herdar a terra”, ou seja, quem vai permanecer no final de tudo, são os mansos. Por quê? Porque os violentos matam-se uns aos outros.

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.” Aqui está implícito algo interessante: que neste mundo a justiça é falha. Mas todos nós já ouvimos a expressão: “a justiça divina tarda, mas não falha”. Alguém lhe caluniou? Alguém lhe trapaceou? Alguém lhe condenou e castigou injustamente? Não se preocupe: mais cedo ou mais tarde, essa pessoa terá de acertar as contas com Deus. E, sem sombra de dúvidas, irá colher o que plantou.






VÍDEO DA SEMANA



Livres e vitoriosos no Senhor - Pe. Fábio de Melo





https://www.youtube.com/watch?v=MqRv2e20ljA&feature=em-subs_digest







MOMENTO DE REFLEXÃO


No canto de minha escrivaninha há um bilhete, amarelando lentamente e enrugado pelo tempo.
É um cartão mandado por minha mãe, contendo apenas quatro frases, mas com impacto suficiente para mudar minha vida para sempre.
Nele, ela elogia, sem restrições, minhas habilidades como escritora. Cada frase está cheia de amor, oferecendo exemplos específicos do que minha atividade significou para ela e meu pai.
A palavra "porém" nunca aparece no cartão. Entretanto, a palavra "e" está lá quase meia dúzia de vezes.
Sempre que o leio - o que acontece quase todos os dias lembro-me de perguntar a mim mesma se estou fazendo a mesma coisa por minhas filhas. Perguntei-me quantas vezes eu disse "mas" a elas e a mim mesma, afastando-nos da felicidade.
Odeio dizer que foi com mais frequência do que eu gostaria de admitir.
Ainda que nossa filha mais velha normalmente só tirasse dez em seu boletim, nunca houve um semestre em que pelo menos um dos professores não sugerisse que ela falava demais em sala de aula.
Eu sempre me esquecia de perguntar-lhes se ela estava melhorando quanto ao controle de seu comportamento, se seus comentários contribuíam para a discussão em andamento ou encorajavam um aluno mais calado a falar. Em vez disso, eu ia para casa e a cumprimentava:
"Parabéns! Seu pai e eu estamos muito orgulhosos de suas realizações, mas será que você poderia tentar baixar o tom em sala de aula?"
O mesmo era verdade para nossa filha mais nova. Como sua irmã, ela era uma criança adorável, inteligente, articulada e amigável. Ela também trata o chão de seu quarto e do banheiro como um armário, o que me levou a dizer, em mais de uma ocasião: "Sim, este projeto é ótimo, mas arrume o seu quarto!"
Percebi que outros pais fazem a mesma coisa: "Toda a nossa família estava junta no Natal, mas Kyle escapuliu cedo para brincar com seu novo jogo de computador", "O time de hóquei ganhou, mas Mike deveria ter feito aquele último gol", "Amy é a Rainha da Primavera, mas agora quer duzentos dólares para comprar um vestido e sapatos novos".
Mas, mas, mas.
Ao contrário, aprendi com minha mãe que, se você quer realmente que o amor flua para seus filhos, comece a pensar "e, e, e...".
Por exemplo: "Toda a nossa família estava junta no jantar de Natal, e Kyle conseguiu ficar craque em seu novo jogo de computador antes que a noite tivesse terminado", "O time de hóquei ganhou e Mike fez o melhor que pôde durante todo o jogo", "Amy é a Rainha da Primavera e ela vai estar linda!".
A verdade é que "mas" não nos faz sentir bem e "e" faz. E quando falamos de nossos filhos, sentir-se bem é o que temos que fazer. Quando se sentem bem a respeito de si mesmos e do que estão fazendo, fazem ainda mais, aumentando sua autoconfiança, seus critérios e as conexões harmoniosas com os outros. Quando tudo o que dizem, pensam ou fazem é qualificado ou desprezado de alguma maneira, sua felicidade azeda e sua raiva aumenta.
Isso não quer dizer que as crianças não precisam ou não irão corresponder às expectativas de seus pais. Precisam e vão, independente dessas expectativas serem boas ou ruins. Quando essas expectativas são consistentemente inteligentes e positivas e então são ensinadas, modeladas e expressas, coisas inacreditáveis acontecem:
"Vejo que você cometeu um erro. E sei que você é inteligente o bastante para descobrir o que fez errado e tomar uma decisão melhor da próxima vez." Ou: "Você está há horas trabalhando nesse projeto. Adoraria que o explicasse para mim." Ou: "Nós trabalhamos duro para ganhar dinheiro e sei que você pode nos ajudar a descobrir um jeito de pagar pelo que você quer."
Não basta dizer que amamos nossos filhos. Em uma época em que a frustração cresceu aterradoramente, não podemos mais nos dar ao luxo de limitar a expressão do amor.

Se quisermos diminuir o som da violência em nossa sociedade, teremos que aumentar o volume da atenção, do elogio, da orientação e da participação no que é correto para nossos filhos.
"Chega de mas!" é o toque de chamada para a felicidade. Também é um desafio, a oportunidade fresca diante de nós, todos os dias, de concentrarmos nossa atenção no que é bom e promissor a respeito de nossos filhos e de acreditarmos de todo o coração que eles, eventualmente, serão capazes de ver o mesmo em nós e nas pessoas com quem, no final, irão viver, trabalhar e servir.
E, se algum dia eu me esquecer, tenho o bilhete de minha mãe para lembrar-me.

(Robin L. Silverman)




UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.





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