Domingo, 05 de novembro
de 2017
“Você precisa
conquistar aquilo que o dinheiro não compra, do contrário será um miserável,
ainda que seja um milionário.”
EVANGELHO DE HOJE
Mt 5,1-12a
— O Senhor esteja
convosco.
— Ele está no meio
de nós.
— PROCLAMAÇÃO do
Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
— Glória a vós,
Senhor!
Naquele tempo, ao
ver a multidão, Jesus subiu ao monte. Sentou-se e os seus discípulos foram para
junto dele. Jesus começou então a ensiná-los desta maneira: "Felizes os
que têm coração de pobres, porque é deles o Reino dos céus! Felizes os que
choram, porque Deus os consolará! Felizes os humildes, porque terão como
herança a terra prometida! Felizes os que têm ânsia de cumprir a vontade de
Deus, porque Deus lhes satisfará os anseios! Felizes os que tratam os outros
com misericórdia, porque Deus os tratará com misericórdia também! Felizes os
sinceros de coração, porque hão-de ver a Deus! Felizes os que procuram a paz
entre os homens, porque Deus lhes chamará seus filhos! Felizes os que são
perseguidos por cumprirem a vontade de Deus, porque é deles o Reino dos céus!
Considerem-se felizes quando vos insultarem e perseguirem e vos caluniarem, por
serem meus discípulos! Alegrem-se e encham-se de satisfação, porque é grande a
recompensa que vos espera no céu.
Palavra da
Salvação
Glória a vós
Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Canção Nova
O chamado “Sermão da Montanha”, discurso inaugural do ministério
público de Jesus, se estende até ao capítulo 7 do Evangelho de S. Mateus. É o
primeiro dos cinco discursos que o evangelista distribui estrategicamente no
seu livro. Neste domingo simplesmente ficamos nas bem-aventuranças.
O Evangelho deste domingo nos traz o Sermão da Montanha. Falar dele em
poucas palavras é uma missão bem difícil para mim, já que eu olho para ele e
vejo uma grande lição em cada versículo.
Sempre que o Sermão da Montanha é mostrado nos filmes, Jesus está
andando pelo meio da multidão e falando bem alto. Quando lemos no Evangelho,
descobrimos que não foi bem assim, como nos filmes. Na verdade, Jesus olhou
para a multidão, subiu o monte em silêncio, e sentou. Os discípulos se
aproximaram e sentaram perto d’Ele. Foi então que Jesus abriu a boca e começou
a ensinar-lhes. Então se os discípulos estavam perto, não havia por que falar
alto! Foi uma “aula particular” para os discípulos, e que deve ter sido bem
mais extensa do que as poucas linhas que ficaram registradas no livro de
Mateus.
“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos
Céus.” Quem são os “pobres de Espírito”? E por que é deles o Reino dos Céus? Se
alguém lhe perguntasse “de quem é o Reino dos Céus?” você responderia “dos
pobres de espírito”? Não? Nem eu. Por isso precisei pesquisar outras traduções
e estudar sobre o assunto para entender o que está escondido nesse versículo…
Pobre em espírito é aquele que tem o espírito vazio de si próprio, a ponto de
reconhecer sua pequenez e pedir humildemente que Deus ocupe esse vazio do seu
espírito. Não importa se a pessoa é rica ou pobre de dinheiro, pois não é
impossível para o pobre ser arrogante, nem para o rico ser humilde. O Reino dos
Céus é destas pessoas porque são estas que se permitem ser preenchidas, no seu
vazio, pelo próprio Deus. São estas pessoas que espalham as sementes do Reino
dos Céus em forma de Amor.
“Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.” Já começo aqui
lembrando que só se aflige quem se importa, quem se preocupa. Com que/quem você
se importa? Quem está aflito de verdade, chora. Como Jesus chorou no Getsêmani.
Você já chorou de arrependimento pelos seus erros? Pelas dificuldades que você
teve (ou está tendo) que enfrentar? Acredite: elas foram ou estão sendo
necessárias. Se Deus as permitiu, existe uma razão. Você pode até não entender
hoje, mas confie em Deus: depois de uma grande aflição, sempre vem uma grande
recompensa.
“Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.” O verdadeiro
manso é aquele que, mesmo tendo a possibilidade e a escolha de aniquilar
aqueles que se opõem a ele, escolhe a paciência. No entanto, o verdadeiro manso
não é passivo e indiferente ao que é errado, mas defende a Verdade mesmo que
isso lhe custe a vida. Nesse mundo cruel em que vivemos, o normal é que os
mansos sejam “engolidos” pelos violentos. Mas na lógica de Jesus, quem vai
“herdar a terra”, ou seja, quem vai permanecer no final de tudo, são os mansos.
Por quê? Porque os violentos matam-se uns aos outros.
“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão
saciados.” Aqui está implícito algo interessante: que neste mundo a justiça é
falha. Mas todos nós já ouvimos a expressão: “a justiça divina tarda, mas não
falha”. Alguém lhe caluniou? Alguém lhe trapaceou? Alguém lhe condenou e
castigou injustamente? Não se preocupe: mais cedo ou mais tarde, essa pessoa
terá de acertar as contas com Deus. E, sem sombra de dúvidas, irá colher o que
plantou.
VÍDEO DA SEMANA
Livres e vitoriosos no
Senhor - Pe. Fábio de Melo
https://www.youtube.com/watch?v=MqRv2e20ljA&feature=em-subs_digest
MOMENTO DE REFLEXÃO
No canto de minha escrivaninha há um
bilhete, amarelando lentamente e enrugado pelo tempo.
É um cartão mandado por minha mãe,
contendo apenas quatro frases, mas com impacto suficiente para mudar minha vida
para sempre.
Nele, ela elogia, sem restrições,
minhas habilidades como escritora. Cada frase está cheia de amor, oferecendo
exemplos específicos do que minha atividade significou para ela e meu pai.
A palavra "porém" nunca
aparece no cartão. Entretanto, a palavra "e" está lá quase meia dúzia
de vezes.
Sempre que o leio - o que acontece
quase todos os dias lembro-me de perguntar a mim mesma se estou fazendo a mesma
coisa por minhas filhas. Perguntei-me quantas vezes eu disse "mas" a
elas e a mim mesma, afastando-nos da felicidade.
Odeio dizer que foi com mais
frequência do que eu gostaria de admitir.
Ainda que nossa filha mais velha
normalmente só tirasse dez em seu boletim, nunca houve um semestre em que pelo
menos um dos professores não sugerisse que ela falava demais em sala de aula.
Eu sempre me esquecia de
perguntar-lhes se ela estava melhorando quanto ao controle de seu
comportamento, se seus comentários contribuíam para a discussão em andamento ou
encorajavam um aluno mais calado a falar. Em vez disso, eu ia para casa e a
cumprimentava:
"Parabéns! Seu pai e eu estamos
muito orgulhosos de suas realizações, mas será que você poderia tentar baixar o
tom em sala de aula?"
O mesmo era verdade para nossa filha
mais nova. Como sua irmã, ela era uma criança adorável, inteligente, articulada
e amigável. Ela também trata o chão de seu quarto e do banheiro como um
armário, o que me levou a dizer, em mais de uma ocasião: "Sim, este projeto
é ótimo, mas arrume o seu quarto!"
Percebi que outros pais fazem a
mesma coisa: "Toda a nossa família estava junta no Natal, mas Kyle
escapuliu cedo para brincar com seu novo jogo de computador", "O time
de hóquei ganhou, mas Mike deveria ter feito aquele último gol", "Amy
é a Rainha da Primavera, mas agora quer duzentos dólares para comprar um
vestido e sapatos novos".
Mas, mas, mas.
Ao contrário, aprendi com minha mãe
que, se você quer realmente que o amor flua para seus filhos, comece a pensar
"e, e, e...".
Por exemplo: "Toda a nossa
família estava junta no jantar de Natal, e Kyle conseguiu ficar craque em seu
novo jogo de computador antes que a noite tivesse terminado", "O time
de hóquei ganhou e Mike fez o melhor que pôde durante todo o jogo",
"Amy é a Rainha da Primavera e ela vai estar linda!".
A verdade é que "mas" não
nos faz sentir bem e "e" faz. E quando falamos de nossos filhos,
sentir-se bem é o que temos que fazer. Quando se sentem bem a respeito de si
mesmos e do que estão fazendo, fazem ainda mais, aumentando sua autoconfiança,
seus critérios e as conexões harmoniosas com os outros. Quando tudo o que
dizem, pensam ou fazem é qualificado ou desprezado de alguma maneira, sua
felicidade azeda e sua raiva aumenta.
Isso não quer dizer que as crianças
não precisam ou não irão corresponder às expectativas de seus pais. Precisam e
vão, independente dessas expectativas serem boas ou ruins. Quando essas
expectativas são consistentemente inteligentes e positivas e então são
ensinadas, modeladas e expressas, coisas inacreditáveis acontecem:
"Vejo que você cometeu um erro.
E sei que você é inteligente o bastante para descobrir o que fez errado e tomar
uma decisão melhor da próxima vez." Ou: "Você está há horas
trabalhando nesse projeto. Adoraria que o explicasse para mim." Ou:
"Nós trabalhamos duro para ganhar dinheiro e sei que você pode nos ajudar
a descobrir um jeito de pagar pelo que você quer."
Não basta dizer que amamos nossos
filhos. Em uma época em que a frustração cresceu aterradoramente, não podemos
mais nos dar ao luxo de limitar a expressão do amor.
Se quisermos diminuir o som da
violência em nossa sociedade, teremos que aumentar o volume da atenção, do
elogio, da orientação e da participação no que é correto para nossos filhos.
"Chega de mas!" é o toque
de chamada para a felicidade. Também é um desafio, a oportunidade fresca diante
de nós, todos os dias, de concentrarmos nossa atenção no que é bom e promissor
a respeito de nossos filhos e de acreditarmos de todo o coração que eles,
eventualmente, serão capazes de ver o mesmo em nós e nas pessoas com quem, no
final, irão viver, trabalhar e servir.
E, se algum dia eu me esquecer,
tenho o bilhete de minha mãe para lembrar-me.
(Robin L. Silverman)
UM ABENÇOADO DIA
PRA VOCÊ...
E até que nos
encontremos novamente,
que Deus lhe
guarde serenamente
na palma de Suas
mãos.
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