segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Terça-feira 07/11/2017

Terça-feira, 07 de novembro de 2017





“Eu não tenho muitas respostas. O que eu tenho é fé e uma vontade bonita, toda minha de viver em paz.”





EVANGELHO DE HOJE
Lc 14,15-24



— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!



Ao ouvir isso, um dos que estavam à mesa com Jesus, disse-lhe: "Feliz será aquele que comer no banquete do Reino de Deus".
16 Jesus respondeu: "Certo homem estava preparando um grande banquete e convidou muitas pessoas.
17 Na hora de começar, enviou seu servo para dizer aos que haviam sido convidados: 'Venham, pois tudo já está pronto'.
18 "Mas eles começaram, um por um, a apresentar desculpas. O primeiro disse: 'Acabei de comprar uma propriedade e preciso ir vê-la. Por favor, desculpe-me'.
19 "Outro disse: 'Acabei de comprar cinco juntas de bois e estou indo experimentá-las. Por favor, desculpe-me'.
20 "Ainda outro disse: 'Acabo de me casar, por isso não posso ir'.
21 "O servo voltou e relatou isso ao seu senhor. Então o dono da casa irou-se e ordenou ao seu servo: 'Vá rapidamente para as ruas e os becos da cidade e traga os pobres, os aleijados, os cegos e os mancos'.
22 "Disse o servo: 'O que o senhor ordenou foi feito, e ainda há lugar'.
23 "Então o senhor disse ao servo: 'Vá pelos caminhos e valados e obrigue-os a entrar, para que a minha casa fique cheia.
24 Eu digo a vocês: Nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete' ".



Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.







MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade



Bom dia!
Esse evangelho sempre me trás algo diferente todas as vezes que o leio. Dessa vez não teve como não associá-lo a uma canção do Padre Fábio de Melo que é interpretada por Ele mesmo e pela Adriana chamada Milagres. Vou tentar me fazer compreender.
Imagino o tempo do gênesis, lembro-me da fidelidade de Noé e do motivo do dilúvio. Sabemos sim que o livro do gênesis é repleto de tradições e da forma que o povo compreendia o mundo ao seu redor, mas o motivo do dilúvio, mesmo perdoado por Deus, sobreviveu à enchente:
“(…) O Senhor respirou um agradável odor, e disse em seu coração: ‘Doravante, não mais amaldiçoarei a terra por causa do homem porque os pensamentos do seu coração são maus desde a sua juventude, e não ferirei mais todos os seres vivos, como o fiz’“. (Gênesis 8, 21)
Deus sempre se mostrou amoroso, até mesmo no dilúvio. Em vários momentos da história do seu povo Ele mudou um desígnio ou o destino trágico pela fé de apenas um ou de um grupo de fieis. E assim foi com Noé.
Imagino construir uma arca de cerca de 130 metros, três andares, (…). Creio eu que na construção ele só pode contar com os seus. Tamanha obra dependeria de muitos braços fortes, mas como no evangelho do banquete, cada um a sua maneira e motivo, pôs-se a se desculpar. Esses “santos” homens e mulheres, que as vezes nos remetem a nós mesmos, cheios de atribuições, sem tempo, acabam não sendo convidados ao banquete sendo assim distribuído àqueles em que Jesus encontrar disposição.
O Senhor nunca pediu que tivéssemos que nos sobrecarregar de tarefas e assim abandonar aqueles que dependem de nós (família, trabalho, estudo), mas que optássemos pelo que AGORA Ele nos chama. Quantos eu conheço que “constroem arcas” todos os dias enquanto outros tantos só olham? Esposas ou esposos que “levam nas costas” seu casamento, a educação dos filhos, as finanças, (…) enquanto o (a) outro (a) apenas olha; comunidades que descarregam sobre poucos a atribuição de muitos… (hunf)
Mas há na minha opinião uma classe de “santos” que são terríveis. Aqueles cuja a  “santidade” de vida já lhes concedeu o céu. Deixo claro que esse equívoco não é exclusividade de católicos. São aqueles que não ajudam a comunidade, a igreja, (…) se enfiam em suas pastorais e movimentos e fogem de toda a responsabilidade sobre a igreja. São aqueles que vivem uma doutrina particular chamada “só olho pra frente”. Enchem Deus de pedidos, mas ao ser chamado para o banquete, correm.
Daí surgiu a lembrança da música que citei acima em especial um trecho que diz assim:
“(…) Quem faz da santidade uma vaidade possivelmente já esqueceu Que muitas prostitutas nos precedem na entrada do reino dos céus. Eu me recordo de Jesus do jeito como olhava os pecadores e me surpreendo ao vê-lo assim tão frágil lhes pedindo alguns favores”. (Milagres – Padre Fábio de Melo)
Não estou aqui a apontar ninguém, mas a perguntar: O que Deus hoje (AGORA) lhe chama a fazer?
Se temos coordenadores, políticos e representantes que temos é porque não nos dispusemos a assumir o chamado do banquete e por que também eles, bons ou ruins, aptos ou não, aceitaram a missão de construir a arca. Se desvirtuam ou desvirtuaram do caminho, como fizeram Salomão, Davi, (…), ai já são outros quinhentos, pois terão que se resolver com quem os convidou. É claro que não justifica, mas creio eu que pelo menos eles dispuseram. E nós?
Um imenso abraço fraterno.





COMPORTAMENTO



A arte de mimar
Por Revista Pazes



A arte de mimar é a linguagem que nasce do coração. Mimar uma criança é a coisa mais linda que podemos fazer como mães. Cada vez que encontramos uma criança que nunca foi mimada ou é maltratada, notamos que sofremos um pouco, já que gostaríamos de dar-lhe todos os mimos que lhe fazem falta nesse momento.

Na arte de mimar a coisa mais importante para aprender a diferenciar entre uma criança “mimada” e uma “consentida”. Nas linhas que se seguem, explicaremos a diferença entre os dois termos.

Convenhamos, se há uma frase que ouvimos mais do que gostaríamos é que seu filho está muito mimado. Também não falta um: como seu filho está “ consentido”!

Embora a pessoa nem use um mal tom, percebemos que há uma certa censura em sua declaração. Então pensamos com nós mesmos: estou exagerando? Por que me dizem isso toda vez que eu mimo o meu filho?


A maioria das pessoas esquece que há uma diferença sutil entre uma criança mimada e uma criança “consentida”. Na verdade, muitas vezes consideram ambos como sinônimo de maldade. A conotação negativa pode ser devido à falta de informações sobre isso, então queremos esclarecer o problema.

Uma mãe diz ser fofa quando é propensa a demonstrar carinho por seus filhos. Os beijos, os abraços, os elogios e as lindas palavras que ela dá são parte do seu modo de ser e educar.

“Tudo o que for dado às crianças, as crianças darão à sociedade.”
-Karl A. Menninger-

De acordo com o Dicionário da Real Academia Espanhola, um menino mimado, é aquele que recebe muitos mimos (demonstrações de afeto, concessões, bajulação, afins). Os mimos são uma demonstração de carinho. Dá-Se com cuidado e/ou delicadeza por afeto. Por exemplo, quando nós estimamos o nosso bebê e dar-lhe carinho, estamos mimando. Por quê? porque estamos dando-lhe carinho de uma forma delicada, terna.

Um menino “consentido” é aquele com quem os pais costumam ser complacente. A diferença é que o segundo tem um excesso de permissibilidade.

Uma criança “consentida” é aquela com quem os pais são geralmente indulgente. A diferença é que o segundo tem um excesso de permissibilidade por parte de seus pais, enquanto o primeiro, simplesmente recebe um monte de mimos.

Há crianças que são mimadas e “consentidas” ao mesmo tempo é por isso que elas acabam sendo malcriadas. Mas nem todos os casos são assim.



A arte de mimos

Nada é mais bonito do que cuidar de nossos pequeninos através da arte dos mimos realizados com sabedoria. Ser mãe amorosa, atenciosa e sensível é uma forma de promover o bem-estar psicológico e emocional de nossos filhos.

Uma boa mãe sabe como estabelecer as estratégias certas para evitar cruzar a linha o mimo em direção ao consentimento e malícia. Isso proporcionará amor, mas ao mesmo tempo evitará criar uma personalidade prejudicial para a criança. Além disso, uma criança que recebe nossos mimos será uma criança com uma capacidade afetiva mais receptiva e voluntária.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a criança que recebe carinho constante e manifestações de amor pode tornar-se mais forte e mais confiante do que aquela que não recebe carinho sob o lema de “sem frescuras, você será mais forte”.



Criação consciente: eu escolho mimar sem estragar-te

Na verdade, oferecer mimos para os nossos filhos, reverterá de forma positiva para eles? A resposta é SIM e, para entender, devemos fundamentar a resposta com base na teoria do anexo.

O conceito de attachment parenting (criação com apego) criado pelo pediatra William Sears semeou a semente deste movimento criação consciente que agora sabemos como “criação com apego”, “criação natural, respeitosa ou consciente”.

Uma criança que recebe mimos pode chegar a ser um indivíduo com uma maturidade emocional maior e desenvolver um apego seguro. Por sua vez, um apego seguro, favorece o desenvolvimento de uma personalidade segura e independente. Essa segurança, beneficia também a sua autoestima. Tanto os mimos, as carícias e as atenções são raízes que edificam em longo prazo de crianças com personalidades mais sólidas.

O slogan é: eu escolho mimá-lo sem estragá-lo. Eu te amo para que você se sinta amado e você aprende a valorizar aqueles que te amam.

Uma criança que recebe mimos, segurança, um carinho estável que não conhece chantagem ou toxicidade, nunca se tornará um tirano ou uma criança dependente. A criança que recebe mimos aprende o valor da linguagem afetiva e se sentirá livre e certamente responderá da mesma forma para aqueles que ama.

Liberdade

As mães que mimam seus filhos, o fazem porque assim o sentem. Sabem que cuidar é sinônimo exclusivo de tratar com carinho, de educar com carinho e consideração. Entendem também que a criação com respeito tem, por sua vez, um fim muito específico: orientar a partir do coração para os nossos filhos, para que dia a dia se sintam mais seguros, mais livres, até que chegue o momento em que sigam seus próprios caminhos.

Os mimos de fato não terão data de validade. Continuam a ser praticadas, ainda na idade adulta, lá onde continuar tentando os nossos filhos com o mais maravilhoso dos afetos. Ao fim e ao cabo, isso se trata de amar com sabedoria.


Texto originalmente publicado no site espanhol Eres Máma, traduzido e adaptado pela equipe da Revista Pazes.







MOMENTO DE REFLEXÃO


Qualquer que fosse seu alvo inicial, os tiros de morteiros caíram em um orfanato dirigido por um grupo missionário na pequena aldeia vietnamita. Os missionários e uma ou duas crianças morreram imediatamente e várias outras crianças ficaram feridas, incluindo uma menininha de uns oito anos de idade.
As pessoas da aldeia pediram ajuda médica de uma cidade vizinha que possuía contato por rádio com as forças americanas.
Finalmente, um médico e uma enfermeira da Marinha americana chegaram em um jipe apenas com sua maleta médica.
Determinaram que a menina era a que estava mais gravemente ferida. Sem uma ação rápida, ela morreria por causa do choque e da perda de sangue.
Uma transfusão era imprescindível e era necessário um doador com o mesmo tipo sangüíneo. Um teste rápido revelou que nenhum dos americanos possuía o tipo correto, mas vários dos órfãos que não haviam sido atingidos tinham.
O médico falava um pouco de vietnamita simplificado e a enfermeira possuía uma leve noção de francês aprendido no colégio. Usando essa combinação, juntos e com muita linguagem de sinais improvisada, eles tentaram explicar para a jovem e assustada platéia que, a não ser que pudessem repor uma parte do sangue perdido da menina, ela com certeza morreria.
Então, perguntaram se alguém estaria disposto a doar um pouco de sangue para ajudar. Seu pedido encontrou um silêncio estupefato.
Após longos momentos, uma mãozinha lenta e hesitantemente levantou-se, abaixou-se e levantou-se novamente.
- Oh, obrigada - disse a enfermeira em francês. - Qual é o seu nome?
- Heng - veio a resposta.
Heng foi rapidamente colocado em um catre, os braços limpos com álcool e uma agulha inserida em sua veia. Durante toda a penosa experiência, Heng permaneceu tenso e em silêncio.
Depois de algum tempo, ele soltou um soluço trêmulo, cobrindo rapidamente seu rosto com a mão livre.
- Está doendo, Heng? - perguntou o médico.
Heng balançou a cabeça, mas, após alguns instantes, outro soluço escapou e mais uma vez ele tentou esconder o choro. Novamente o médico perguntou se a agulha o estava machucando e novamente Heng balançou a cabeça.
Porém agora seus soluços ocasionais haviam dado lugar a um choro constante e silencioso, seus olhos apertados, o punho na boca para abafar seus soluços.
A equipe médica estava preocupada. Algo obviamente estava muito errado. Nesse momento, uma enfermeira vietnamita chegou para ajudar. Vendo o sofrimento do pequeno, ela falou rapidamente com ele em vietnamita, escutou sua resposta e respondeu-lhe com a voz reconfortante.

Após um instante, o paciente parou de chorar e olhou interrogativamente para a enfermeira vietnamita. Quando ela assentiu, um ar de grande alívio se espalhou pelo rosto do menino.
Olhando para cima, a enfermeira contou calmamente para os americanos:
- Ele achou que estava morrendo. Entendeu errado. Achou que vocês haviam pedido que ele desse todo o seu sangue para que a menina pudesse viver.
- Mas por que ele estaria disposto a fazer isso? - perguntou a enfermeira da Marinha.
A enfermeira vietnamita repetiu a pergunta para o menino, que respondeu simplesmente:
- Ela é minha amiga.


(John W. Mansur, extraído de The Missileer)




UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.






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