Terça-feira, 07 de
novembro de 2017
“Eu não tenho
muitas respostas. O que eu tenho é fé e uma vontade bonita, toda minha de viver
em paz.”
EVANGELHO DE HOJE
Lc 14,15-24
— O Senhor esteja
convosco.
— Ele está no meio
de nós.
— PROCLAMAÇÃO do
Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a vós,
Senhor!
Ao ouvir isso, um
dos que estavam à mesa com Jesus, disse-lhe: "Feliz será aquele que comer
no banquete do Reino de Deus".
16 Jesus
respondeu: "Certo homem estava preparando um grande banquete e convidou
muitas pessoas.
17 Na hora de
começar, enviou seu servo para dizer aos que haviam sido convidados: 'Venham,
pois tudo já está pronto'.
18 "Mas eles
começaram, um por um, a apresentar desculpas. O primeiro disse: 'Acabei de
comprar uma propriedade e preciso ir vê-la. Por favor, desculpe-me'.
19 "Outro
disse: 'Acabei de comprar cinco juntas de bois e estou indo experimentá-las.
Por favor, desculpe-me'.
20 "Ainda
outro disse: 'Acabo de me casar, por isso não posso ir'.
21 "O servo
voltou e relatou isso ao seu senhor. Então o dono da casa irou-se e ordenou ao
seu servo: 'Vá rapidamente para as ruas e os becos da cidade e traga os pobres,
os aleijados, os cegos e os mancos'.
22 "Disse o
servo: 'O que o senhor ordenou foi feito, e ainda há lugar'.
23 "Então o
senhor disse ao servo: 'Vá pelos caminhos e valados e obrigue-os a entrar, para
que a minha casa fique cheia.
24 Eu digo a
vocês: Nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete' ".
Palavra da
Salvação
Glória a vós
Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Esse evangelho sempre me trás algo diferente todas as vezes que o leio.
Dessa vez não teve como não associá-lo a uma canção do Padre Fábio de Melo que
é interpretada por Ele mesmo e pela Adriana chamada Milagres. Vou tentar me
fazer compreender.
Imagino o tempo do gênesis, lembro-me da fidelidade de Noé e do motivo
do dilúvio. Sabemos sim que o livro do gênesis é repleto de tradições e da
forma que o povo compreendia o mundo ao seu redor, mas o motivo do dilúvio,
mesmo perdoado por Deus, sobreviveu à enchente:
“(…) O Senhor respirou um agradável odor, e disse em seu coração:
‘Doravante, não mais amaldiçoarei a terra por causa do homem porque os
pensamentos do seu coração são maus desde a sua juventude, e não ferirei mais
todos os seres vivos, como o fiz’“. (Gênesis 8, 21)
Deus sempre se mostrou amoroso, até mesmo no dilúvio. Em vários
momentos da história do seu povo Ele mudou um desígnio ou o destino trágico
pela fé de apenas um ou de um grupo de fieis. E assim foi com Noé.
Imagino construir uma arca de cerca de 130 metros, três andares, (…).
Creio eu que na construção ele só pode contar com os seus. Tamanha obra dependeria
de muitos braços fortes, mas como no evangelho do banquete, cada um a sua
maneira e motivo, pôs-se a se desculpar. Esses “santos” homens e mulheres, que
as vezes nos remetem a nós mesmos, cheios de atribuições, sem tempo, acabam não
sendo convidados ao banquete sendo assim distribuído àqueles em que Jesus
encontrar disposição.
O Senhor nunca pediu que tivéssemos que nos sobrecarregar de tarefas e
assim abandonar aqueles que dependem de nós (família, trabalho, estudo), mas
que optássemos pelo que AGORA Ele nos chama. Quantos eu conheço que “constroem
arcas” todos os dias enquanto outros tantos só olham? Esposas ou esposos que
“levam nas costas” seu casamento, a educação dos filhos, as finanças, (…)
enquanto o (a) outro (a) apenas olha; comunidades que descarregam sobre poucos
a atribuição de muitos… (hunf)
Mas há na minha opinião uma classe de “santos” que são terríveis.
Aqueles cuja a “santidade” de vida já
lhes concedeu o céu. Deixo claro que esse equívoco não é exclusividade de
católicos. São aqueles que não ajudam a comunidade, a igreja, (…) se enfiam em
suas pastorais e movimentos e fogem de toda a responsabilidade sobre a igreja.
São aqueles que vivem uma doutrina particular chamada “só olho pra frente”.
Enchem Deus de pedidos, mas ao ser chamado para o banquete, correm.
Daí surgiu a lembrança da música que citei acima em especial um trecho
que diz assim:
“(…) Quem faz da santidade uma vaidade possivelmente já esqueceu Que
muitas prostitutas nos precedem na entrada do reino dos céus. Eu me recordo de
Jesus do jeito como olhava os pecadores e me surpreendo ao vê-lo assim tão
frágil lhes pedindo alguns favores”. (Milagres – Padre Fábio de Melo)
Não estou aqui a apontar ninguém, mas a perguntar: O que Deus hoje
(AGORA) lhe chama a fazer?
Se temos coordenadores, políticos e representantes que temos é porque
não nos dispusemos a assumir o chamado do banquete e por que também eles, bons
ou ruins, aptos ou não, aceitaram a missão de construir a arca. Se desvirtuam
ou desvirtuaram do caminho, como fizeram Salomão, Davi, (…), ai já são outros
quinhentos, pois terão que se resolver com quem os convidou. É claro que não
justifica, mas creio eu que pelo menos eles dispuseram. E nós?
Um imenso abraço fraterno.
COMPORTAMENTO
A arte de mimar
Por Revista Pazes
A arte de mimar é a linguagem que
nasce do coração. Mimar uma criança é a coisa mais linda que podemos fazer como
mães. Cada vez que encontramos uma criança que nunca foi mimada ou é
maltratada, notamos que sofremos um pouco, já que gostaríamos de dar-lhe todos
os mimos que lhe fazem falta nesse momento.
Na arte de mimar a coisa mais
importante para aprender a diferenciar entre uma criança “mimada” e uma
“consentida”. Nas linhas que se seguem, explicaremos a diferença entre os dois
termos.
Convenhamos, se há uma frase que
ouvimos mais do que gostaríamos é que seu filho está muito mimado. Também não
falta um: como seu filho está “ consentido”!
Embora a pessoa nem use um mal tom,
percebemos que há uma certa censura em sua declaração. Então pensamos com nós
mesmos: estou exagerando? Por que me dizem isso toda vez que eu mimo o meu
filho?
A maioria das pessoas esquece que há
uma diferença sutil entre uma criança mimada e uma criança “consentida”. Na
verdade, muitas vezes consideram ambos como sinônimo de maldade. A conotação
negativa pode ser devido à falta de informações sobre isso, então queremos
esclarecer o problema.
Uma mãe diz ser fofa quando é
propensa a demonstrar carinho por seus filhos. Os beijos, os abraços, os
elogios e as lindas palavras que ela dá são parte do seu modo de ser e educar.
“Tudo o que for dado às crianças, as
crianças darão à sociedade.”
-Karl A. Menninger-
De acordo com o Dicionário da Real
Academia Espanhola, um menino mimado, é aquele que recebe muitos mimos (demonstrações
de afeto, concessões, bajulação, afins). Os mimos são uma demonstração de
carinho. Dá-Se com cuidado e/ou delicadeza por afeto. Por exemplo, quando nós
estimamos o nosso bebê e dar-lhe carinho, estamos mimando. Por quê? porque
estamos dando-lhe carinho de uma forma delicada, terna.
Um menino “consentido” é aquele com
quem os pais costumam ser complacente. A diferença é que o segundo tem um
excesso de permissibilidade.
Uma criança “consentida” é aquela
com quem os pais são geralmente indulgente. A diferença é que o segundo tem um
excesso de permissibilidade por parte de seus pais, enquanto o primeiro,
simplesmente recebe um monte de mimos.
Há crianças que são mimadas e
“consentidas” ao mesmo tempo é por isso que elas acabam sendo malcriadas. Mas
nem todos os casos são assim.
A arte de mimos
Nada é mais bonito do que cuidar de
nossos pequeninos através da arte dos mimos realizados com sabedoria. Ser mãe
amorosa, atenciosa e sensível é uma forma de promover o bem-estar psicológico e
emocional de nossos filhos.
Uma boa mãe sabe como estabelecer as
estratégias certas para evitar cruzar a linha o mimo em direção ao
consentimento e malícia. Isso proporcionará amor, mas ao mesmo tempo evitará
criar uma personalidade prejudicial para a criança. Além disso, uma criança que
recebe nossos mimos será uma criança com uma capacidade afetiva mais receptiva
e voluntária.
Ao contrário do que muitas pessoas
pensam, a criança que recebe carinho constante e manifestações de amor pode
tornar-se mais forte e mais confiante do que aquela que não recebe carinho sob
o lema de “sem frescuras, você será mais forte”.
Criação consciente: eu escolho mimar
sem estragar-te
Na verdade, oferecer mimos para os
nossos filhos, reverterá de forma positiva para eles? A resposta é SIM e, para
entender, devemos fundamentar a resposta com base na teoria do anexo.
O conceito de attachment parenting
(criação com apego) criado pelo pediatra William Sears semeou a semente deste
movimento criação consciente que agora sabemos como “criação com apego”,
“criação natural, respeitosa ou consciente”.
Uma criança que recebe mimos pode
chegar a ser um indivíduo com uma maturidade emocional maior e desenvolver um
apego seguro. Por sua vez, um apego seguro, favorece o desenvolvimento de uma
personalidade segura e independente. Essa segurança, beneficia também a sua
autoestima. Tanto os mimos, as carícias e as atenções são raízes que edificam
em longo prazo de crianças com personalidades mais sólidas.
O slogan é: eu escolho mimá-lo sem
estragá-lo. Eu te amo para que você se sinta amado e você aprende a valorizar
aqueles que te amam.
Uma criança que recebe mimos,
segurança, um carinho estável que não conhece chantagem ou toxicidade, nunca se
tornará um tirano ou uma criança dependente. A criança que recebe mimos aprende
o valor da linguagem afetiva e se sentirá livre e certamente responderá da
mesma forma para aqueles que ama.
Liberdade
As mães que mimam seus filhos, o
fazem porque assim o sentem. Sabem que cuidar é sinônimo exclusivo de tratar
com carinho, de educar com carinho e consideração. Entendem também que a
criação com respeito tem, por sua vez, um fim muito específico: orientar a
partir do coração para os nossos filhos, para que dia a dia se sintam mais
seguros, mais livres, até que chegue o momento em que sigam seus próprios
caminhos.
Os mimos de fato não terão data de
validade. Continuam a ser praticadas, ainda na idade adulta, lá onde continuar
tentando os nossos filhos com o mais maravilhoso dos afetos. Ao fim e ao cabo,
isso se trata de amar com sabedoria.
Texto originalmente
publicado no site espanhol Eres Máma, traduzido e adaptado pela equipe da
Revista Pazes.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Qualquer que fosse seu alvo inicial,
os tiros de morteiros caíram em um orfanato dirigido por um grupo missionário
na pequena aldeia vietnamita. Os missionários e uma ou duas crianças morreram
imediatamente e várias outras crianças ficaram feridas, incluindo uma menininha
de uns oito anos de idade.
As pessoas da aldeia pediram ajuda
médica de uma cidade vizinha que possuía contato por rádio com as forças
americanas.
Finalmente, um médico e uma
enfermeira da Marinha americana chegaram em um jipe apenas com sua maleta
médica.
Determinaram que a menina era a que
estava mais gravemente ferida. Sem uma ação rápida, ela morreria por causa do
choque e da perda de sangue.
Uma transfusão era imprescindível e
era necessário um doador com o mesmo tipo sangüíneo. Um teste rápido revelou
que nenhum dos americanos possuía o tipo correto, mas vários dos órfãos que não
haviam sido atingidos tinham.
O médico falava um pouco de
vietnamita simplificado e a enfermeira possuía uma leve noção de francês
aprendido no colégio. Usando essa combinação, juntos e com muita linguagem de
sinais improvisada, eles tentaram explicar para a jovem e assustada platéia
que, a não ser que pudessem repor uma parte do sangue perdido da menina, ela
com certeza morreria.
Então, perguntaram se alguém estaria
disposto a doar um pouco de sangue para ajudar. Seu pedido encontrou um
silêncio estupefato.
Após longos momentos, uma mãozinha
lenta e hesitantemente levantou-se, abaixou-se e levantou-se novamente.
- Oh, obrigada - disse a enfermeira
em francês. - Qual é o seu nome?
- Heng - veio a resposta.
Heng foi rapidamente colocado em um
catre, os braços limpos com álcool e uma agulha inserida em sua veia. Durante
toda a penosa experiência, Heng permaneceu tenso e em silêncio.
Depois de algum tempo, ele soltou um
soluço trêmulo, cobrindo rapidamente seu rosto com a mão livre.
- Está doendo, Heng? - perguntou o
médico.
Heng balançou a cabeça, mas, após
alguns instantes, outro soluço escapou e mais uma vez ele tentou esconder o
choro. Novamente o médico perguntou se a agulha o estava machucando e novamente
Heng balançou a cabeça.
Porém agora seus soluços ocasionais
haviam dado lugar a um choro constante e silencioso, seus olhos apertados, o
punho na boca para abafar seus soluços.
A equipe médica estava preocupada.
Algo obviamente estava muito errado. Nesse momento, uma enfermeira vietnamita
chegou para ajudar. Vendo o sofrimento do pequeno, ela falou rapidamente com
ele em vietnamita, escutou sua resposta e respondeu-lhe com a voz
reconfortante.
Após um instante, o paciente parou
de chorar e olhou interrogativamente para a enfermeira vietnamita. Quando ela
assentiu, um ar de grande alívio se espalhou pelo rosto do menino.
Olhando para cima, a enfermeira
contou calmamente para os americanos:
- Ele achou que estava morrendo.
Entendeu errado. Achou que vocês haviam pedido que ele desse todo o seu sangue
para que a menina pudesse viver.
- Mas por que ele estaria disposto a
fazer isso? - perguntou a enfermeira da Marinha.
A enfermeira vietnamita repetiu a
pergunta para o menino, que respondeu simplesmente:
- Ela é minha amiga.
(John W. Mansur,
extraído de The Missileer)
UM ABENÇOADO DIA
PRA VOCÊ...
E até que nos
encontremos novamente,
que Deus lhe
guarde serenamente
na palma de Suas
mãos.
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