sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Sábado 18/11/2017

Sábado, 18 de Novembro de 2017


“É tão absurdo dizer que um homem não pode amar a mesma mulher toda a vida, quanto dizer que um violinista precisa de diversos violinos para tocar a mesma música.”


EVANGELHO DE HOJE
Mt 14,22-33



— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
— Glória a vós, Senhor!



Logo em seguida, Jesus insistiu com os discípulos para que entrassem no barco e fossem adiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia a multidão.
Tendo despedido a multidão, subiu sozinho a um monte para orar. Ao anoitecer, ele estava ali sozinho,
mas o barco já estava a considerável distância da terra, fustigado pelas ondas, porque o vento soprava contra ele.
Alta madrugada, Jesus dirigiu-se a eles, andando sobre o mar.
Quando o viram andando sobre o mar, ficaram aterrorizados e disseram: "É um fantasma! " E gritaram de medo.
Mas Jesus imediatamente lhes disse: "Coragem! Sou eu. Não tenham medo! "
"Senhor", disse Pedro, "se és tu, manda-me ir ao teu encontro por sobre as águas".
"Venha", respondeu ele. Então Pedro saiu do barco, andou sobre a água e foi na direção de Jesus.
Mas, quando reparou no vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: "Senhor, salva-me! "
Imediatamente Jesus estendeu a mão e o segurou. E disse: "Homem de pequena fé, porque você duvidou? "
Quando entraram no barco, o vento cessou.
Então os que estavam no barco o adoraram, dizendo: "Verdadeiramente tu és o Filho de Deus".


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Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.







MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Jailson Ferreira



Gostaria de comentar o Evangelho de hoje por partes. Não gostaria de perder a riqueza de detalhes e a ampla quantidade de pessoas que podem ser tocadas com algum desses pontos...
No início dessa passagem, Jesus diz para os discípulos irem à sua frente para o outro lado do mar, e vai orar sozinho na montanha. Dois pontos já despertam a atenção: 1) Será que os discípulos não se questionam como é que Jesus vai conseguir alcançá-los? Sobre isso, não temos muitos detalhes, mas uma coisa é certa: os discípulos de Jesus o obedeciam cegamente. 2) A necessidade que Jesus tinha de subir o monte, sozinho, para ter o seu momento de intimidade com o Pai. Desde o Antigo Testamento, todos os profetas tiveram o seu momento de intimidade com o Pai em montanhas, e sozinhos. Por que a montanha? Por que sozinho?
Eu tenho alguns amigos que, dentre outros esportes, escalam montanhas. Para quem nunca escalou, é difícil encontrar sentido numa aventura que aparentemente não traz um retorno palpável. Mas se você perguntar a alguém que escala montanhas, vai perceber que a vida dele(a) não seria a mesma se lhe fosse tirado esse prazer. Em uma aventura desse tipo, tudo tem sentido, desde a preparação, a subida, as paradas, a permanência no topo, a descida, e as lembranças... Jesus gostava de fazer tudo isso sozinho. Era o momento dEle, já que todos os outros momentos eram dedicados às outras pessoas... Isso não quer dizer algo pra você? Não quer dizer que você também precisa ter um tempo só pra você? Pra você fazer algo que lhe dê prazer, que lhe dê sentido à vida? Mas que fique bem claro: ter esse tempo só seu, implica dizer que você também deve reservar o tempo para cuidar dos seus, assim como Jesus fazia.
Na continuação do Evangelho, Jesus caminha sobre as águas em direção ao barco em que estão os discípulos. E o que chama atenção aqui é a revolta do mar, que é a mesma para os discípulos e para Jesus, mas quando Jesus entra no barco, o vento cessa. Quando Jesus segura Pedro pela mão, a coragem e a fé de Pedro voltam, e ele não afunda mais... Qual a lição que podemos tirar disso? Que quando Jesus entrar no nosso barco, ou quando Ele segurar a nossa mão, a revolta do mar da nossa vida vai cessar... e vai se fazer a calmaria.
Uma questão que me intriga nessa passagem é: Por que Pedro queria andar sobre as águas também? Não poderia ter ficado quieto, no canto dele? Como eu já disse em outras reflexões, Pedro é aquela pessoa que faz o que nós temos vontade de fazer, mas não temos coragem de tomar a iniciativa. Pedro era o tipo de pessoa que não perdia muito tempo pensando, agia logo! No fundo, no fundo, quem não gostaria ter a sensação de andar sobre as águas? No entanto, só o mais afoito experimentou! Pedro podia ter medo de muitas coisas, mas um medo ele não tinha: o medo de errar. E essa é um traço típico da personalidade de quem cresceu sendo incentivado pelos pais a tomar atitudes, mas sem super-proteção, e sem omissão. A maioria de nós, se estivéssemos naquela barca, não teríamos a coragem que Pedro teve... Mas podemos criar os nossos filhos para que eles tenham essa coragem e iniciativa! Incentive-os a superar seus medos, mas sempre esteja por perto, pois se ele começar a afundar nas águas, vai precisar da sua mão para reerguê-lo e encorajá-lo novamente.

jailsonfisio@hotmail.com





CASA, LAR E FAMÍLIA



Meu Pai Não Consegue Encarar-me de Frente.
15/01/2002 - Carlos Alberto de Castro.
Fui interno nove anos (dos sete aos dezesseis) em uma instituição de educação especial para cegos. Este internato ficava na capital (Salvador) e lá aceitava alunos de todas as cidades e até de alguns estados vizinhos.

O período anual de internato obedecia o calendário escolar. Durante as férias o interno regressava à residência.

Havia pais que moravam em Salvador e colocavam o filho no internato e só iam vê-lo na época de férias. Em minha época constatamos casos de dois internos que foram deixados no internato e saíram ao completar dezoito anos sem terem sido procurados pelos pais.

Há uma expectativa por parte dos pais que, ao gerar um filho, ele tenha todas as características de "um ser perfeito" e, quando isso não acontece, em uma quantidade considerável de casos, nos deparamos com duas opções: ou superproteção ou rejeição. No meu caso, foi de rejeição por parte do pai e uma certa superproteção por parte da mãe.

Aos sete anos, meu pai e minha mãe se separaram e eu fui para Salvador (acho que foi o melhor para mim: compreendi desde cedo que teria que me virar. Aí, o internato foi importante, pois com a convivência em grupo a rejeição por parte do meu pai não encontrou guarida.

Hoje paro e considero esta questão resolvida. Tenho duas filhas lindas e me sustento sendo perfeitamente integrado à sociedade que faço parte. O meu pai até hoje não consegue encarar-me de frente. Gostaria de fazer alguma coisa por ele. Tenho tentado mas ele se fecha em seu mundo (aliás no que tem todo direito).

Independente de um filho ter ou não uma deficiência, no Nordeste pelo menos, em grande parte dos casos, o pai com o pretexto que ao trabalhar fora está cumprindo com a sua função, se omite muito na educação dos filhos, bem como na assistência em casa (apoiando-se no cansaço).

O tema é extenso, escola e pais de pessoas com deficiência, educação especial ou inclusiva? Este é o "admirável mundo cego".

Abraços,

Carlos.






MOMENTO DE REFLEXÃO


Ontem observei uma enorme revoada de gansos batendo asas em direção ao sul, com um pôr-do-sol panorâmico que coloria todo o céu durante alguns momentos.
Vi-os enquanto me apoiava contra a estátua do leão em frente ao Instituto de Artes de Chicago, onde eu estava observando as pessoas que faziam compras de Natal andando apressadas pela Avenida Michigan.
Quando baixei o olhar, percebi que uma mendiga, parada a alguns metros de distância, também estivera observando os gansos. Nossos olhos se encontraram e nós sorrimos - reconhecendo silenciosamente o fato de que havíamos partilhado uma visão magnífica, um símbolo do misterioso esforço de sobrevivência.
Ouvi a senhora falar para si mesma enquanto se afastava desajeitadamente. Suas palavras, "Deus me estraga com mimos", eram espantosas.

Será que a senhora, essa pária das ruas, estaria brincando? Não. Acredito que a visão dos gansos tenha quebrado, mesmo que por um breve momento, a dura realidade de sua própria luta. Percebi mais tarde que momentos como aquele a mantinham viva: era a forma através da qual ela sobrevivia à indignidade das ruas. Seu sorriso era real.
A visão dos gansos era seu presente de Natal. Era a prova de que Deus existia. Era tudo o que ela precisava.
Eu a invejo.

(Fred Lloyd Cochran)




UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.




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