quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Sexta-feira 10/11/2017

Sexta-feira 10 de novembro de 2017





“A medida em que envelheço, presto menos atgenção ao que as pessoas dizem. Simplesmente observo o que elas fazem!”






EVANGELHO DE HOJE
Lc 16,1-8



— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!



Jesus disse aos seus discípulos: "O administrador de um homem rico foi acusado de estar desperdiçando os seus bens.
2 Então ele o chamou e lhe perguntou: 'Que é isso que estou ouvindo a seu respeito? Preste contas da sua administração, porque você não pode continuar sendo o administrador'.
3 "O administrador disse a si mesmo: 'Meu senhor está me despedindo. Que farei? Para cavar não tenho força e tenho vergonha de mendigar...
4 Já sei o que vou fazer para que, quando perder o meu emprego aqui, as pessoas me recebam em suas casas'.
5 "Então chamou cada um dos devedores do seu senhor. Perguntou ao primeiro: 'Quanto você deve ao meu senhor?'
6 'Cem potes de azeite', respondeu ele.
"O administrador lhe disse: 'Tome a sua conta, sente-se depressa e escreva cinquenta'.
7 "A seguir ele perguntou ao segundo: 'E você, quanto deve?' 'Cem tonéis de trigo', respondeu ele.
"Ele lhe disse: 'Tome a sua conta e escreva oitenta'.
8 "O senhor elogiou o administrador desonesto, porque agiu astutamente. Pois os filhos deste mundo são mais astutos no trato uns com os outros do que os filhos da luz.



Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.







MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz



Os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz.
Neste Evangelho, Jesus nos conta a parábola do administrador esperto. Ao ser repentinamente despedido da firma que administrava, ele ficou preocupado com o seu futuro e, antes de prestar contas ao patrão, fez uma maracutaia, diminuindo as dívidas de muitos devedores. Sua intenção era, depois, pedir a um desses devedores que, em troca, o recebesse em sua casa, já que ele não tinha onde morar.
Jesus colocou o administrador entre os “filhos deste mundo”, em contraste com os “filhos da luz”. Entretanto, ele nos apresentou a esperteza do administrador como modelo para nós, a fim de usarmos também de muita astúcia para conseguirmos transformar este mundo em Reino de Deus.
Nós cristãos, que não fazemos as falcatruas que as pessoas do mundo fazem, precisamos de muita esperteza, pois temos de cuidar da nossa sobrevivência e da nossa família, o que hoje não é fácil e envolve muito dinheiro.
Jesus usou várias vezes de astúcias semelhantes. Vou citar uma: “Os sumos sacerdotes perguntaram a Jesus: ‘Com que autoridade fazes essas coisas?’ Jesus disse: ‘Vou fazer-vos uma só pergunta. Respondei-me, que eu vos direi com que autoridade faço isso. O batismo de João era do céu ou dos homens?’ Eles discutiam entre si: ‘Se respondermos ‘Do céu’, ele dirá: ‘Por que então não acreditastes em João?’ Se respondermos: ‘Dos homens’, temos medo do povo que considera João um profeta’. Responderam então a Jesus: ‘Não sabemos’. Jesus lhes disse: ‘Pois eu também não vos digo com que autoridade faço essas coisas!” (Mc 11,27-33).
Também S. Paulo fez algo semelhante em Jerusalém, para se livrar da prisão: “Sabendo que uma parte dos presentes eram saduceus e a outra, fariseus, Paulo exclamou perante o Sinédrio: ‘Irmãos, eu sou fariseu e filho de fariseus. Estou sendo julgado por causa da nossa esperança na ressurreição dos mortos’. Apenas falou isso, armou-se um conflito entre fariseus e saduceus, e a assembléia se dividiu...” (At 23,6-7).
Nós precisamos usar de muita sagacidade para conseguir cumprir a nossa missão de cristãos e do Reino de Deus, vivendo neste mundo corrupto. Afinal, Deus nos capacitou para isso, dando-nos a inteligência e muitos dons, talentos e carismas. E o próprio Espírito Santo, que é a inteligência em pessoa, está conosco para nos inspirar e ajudar.
Temos, portanto, condições de sobra para dominar a terra, cumprindo a ordem de Deus nas primeiras páginas da Bíblia.
Outro meio que temos é a vida em Comunidade. Sempre temos um ombro para chorar, um irmão ou irmã ao lado para pedir ajuda.
Por maiores que sejam os problemas, nós, junto com Deus, temos condições de vencer. Afinal, Deus continua sendo o Senhor do mundo e o condutor de todos os acontecimentos. Não cai nem uma folha de uma árvore, sem que ele queira. Ele permite obstáculos, mas sempre deixa uma brecha para sairmos.
Certa vez, dois irmãozinhos, um menino e uma menina, ficaram com tosse e a mãe fez para eles uma gemada. Tomaram e a tosse passou.
No dia seguinte, novamente as crianças estavam com tosse. A mãe fez outra vez gemada.
No outro dia, os dois estavam tossindo que não para mais. A mãe percebeu a manha, e deu a eles, como remédio, café com sal, em vez de açúcar. Este remédio é melhor, disse ela.
Os dois não tiveram crise de tosse mais! Quando as pessoas vêm com o fubá, já estamos com o bolo pronto!
Depois de Jesus, quem melhor soube viver neste mundo foi Maria Santíssima. Para fazer o bem, ela se misturou em todos os ambientes humanos, mas sem pecar. Que ela nos ajude a ser bons e espertos administradores.
Os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz.







CULINÁRIA





BOLO DE AIPIM


Ingredientes


4         xícaras (chá) de leite de coco (1 litro)
4         ovos
1         kg de aipim cru, sem casca e cortado em cubos pequenos
1         lata de leite condensado (395 g)
4         colheres (sopa) de manteiga (60 g)
1         xícara (chá) de açúcar (200 g)
1         ½ xícara (chá) de coco ralado (100 g)


Calda

200    ml de água (¾ xícara de chá + 1 colher de sopa)
200    g de açúcar (1 xícara de chá)
10      g de manteiga sem sal (1 colher de sopa rasa)
20      g de xarope de glucose (½ colher de sopa)
1         gema peneirada
1         colher (café) de essência de baunilha


Modo de Preparo


Num liquidificador, coloque metade dos ingredientes, com exceção do coco ralado, e bata bem.
Transfira a massa para uma tigela e reserve. Coloque a outra metade, bata bem e misture na massa já batida. Junte 1 ½ xícara (chá) de coco ralado, misture e transfira para uma forma de fundo falso (25 cm de diâmetro X 7 cm de altura) forrada com papel manteiga.
Leve para assar em forno médio pré-aquecido a 180°C por cerca de 1 hora e 20 minutos ou até dourar. Deixe esfriar em temperatura ambiente. Desenforme e sirva com a calda.


Calda

Numa panela, coloque 200 ml de água, 200 g de açúcar, 10 g de manteiga sem sal, 20 g de xarope de glucose, 1 gema peneirada, 1 colher (café) de essência de baunilha, misture tudo. Leve ao fogo baixo e cozinhe até engrossar (+/- 10 minutos). Apague o fogo, deixe esfriar e sirva com o bolo de aipim.




PUDIM DE PÃO DA LADY DI


Ingredientes


45      g de uvas passas (1/3 xícara de chá)
2         colheres (sopa) de licor de amêndoas
manteiga sem sal amolecida
100    ml de leite (1/2 xícara de chá)
sementes de ½ vagem de baunilha (ou essência de baunilha)
manteiga para untar
2         fatias de pão de forma sem casca e cortadas em cubos pequenos
75      g de açúcar
30      g de amêndoas laminadas torradas
açúcar de confeiteiro
5         gemas
225    ml e creme de leite fresco (1 xícara de chá rasa)



Modo de Preparo

Hidrate numa tigela 45 g de uvas passas com 2 colheres (sopa) de licor de amêndoas, cubra com filme plástico e deixe de molho de um dia para o outro em temperatura ambiente.
Passe manteiga sem sal amolecida em 4 fatias de pão de forma sem casca e depois corte cada fatia ao meio, em diagonal, formando 4 triângulos. Reserve.
Numa tigela, bata 5 gemas com 75 g de açúcar e reserve.
Numa panela, coloque 225 ml de creme de leite fresco, 100 ml de leite, sementes de ½ vagem de baunilha e leve ao fogo até ferver. Apague o fogo e despeje o líquido sobre as gemas batidas com açúcar, mexendo sempre.
Unte um refratário com manteiga sem sal e coloque 2 fatias de pão de forma sem casca cortadas em cubos pequenos. Salpique as uvas passas hidratadas, forre com os triângulos de pão untados e despeje a mistura de ovos quente. Deixe repousando por 20 minutos.
Leve para assar em forno médio pré-aquecido a 160°C em banho-maria por 25 minutos. Retire do forno, polvilhe 15 g de açúcar e volte ao forno perto do dourador e deixe até o açúcar caramelizar (+/- 2 minutos).
Retire do forno, distribua 30 g de amêndoas laminadas torradas, polvilhe açúcar de confeiteiro e sirva em seguida.






MOMENTO DE REFLEXÃO



“As mulheres são como saquinhos de chá: não se sabe sua força até serem jogadas em água quente.” (Eleanor Roosevelt)
Em 1996, a maioria de nós, mulheres, está solidamente engajada em formar grupos de apoio e ajudar umas às outras da mesma forma que os homens têm feito há décadas - uma situação muito mais amigável para as mulheres do que era há cinquenta anos.
Sempre que fico complacente a esse respeito, penso em minha mãe - e imagino se eu teria sobrevivido ao que ela passou na época.
Por volta de 1946, quando minha mãe, Mary Silver, já estava casada com Walter Johnson por quase sete anos, ela era mãe de quatro crianças ativas e barulhentas.
Sei pouca coisa a respeito da vida dos meus pais nesta época, mas, tendo eu mesma criado duas crianças em alguns lugares remotos do país, posso imaginar como foi, especialmente para minha mãe. Com quatro crianças pequenas, um marido cujo senso de obrigação ia até trazer dinheiro para casa e cortar o gramado, sem vizinhos e praticamente nenhuma oportunidade de fazer amigos próprios, ela literalmente não tinha onde dar vazão às grandes pressões que deveriam se acumular dentro dela.
Por algum motivo, meu pai decidiu que ela estava "se perdendo". É um mistério para mim imaginar como ela poderia ter conseguido tempo e alguém para encontrar, quanto mais para "se perder", já que nós quatro estávamos constantemente no meio do caminho. Mas meu pai já decidira, e ponto final.
Numa manhã de um dia de primavera em 1946, minha mãe saiu de casa para comprar leite para o bebê. Quando voltou, meu pai estava na janela do andar de cima com um revólver. Ele disse:
- Mary, se você tentar entrar nesta casa, vou atirar nos seus filhos.
Foi assim que ele lhe disse que estava entrando com um pedido de divórcio.
Foi a última vez que minha mãe viu aquela casa. Foi forçada a ir embora apenas com a roupa do corpo e o dinheiro que tinha na bolsa - e uma garrafa de leite.
Hoje em dia, ela provavelmente teria opções: um abrigo local, um 0800 para o qual pudesse telefonar, um grupo de amigas que teria feito através de um emprego de meio expediente ou de tempo integral. Teria um talão de cheques e cartões de crédito no bolso. E poderia voltar, sem constrangimento, para sua família.
Porém, em 1946, ela não tinha nada disso. As pessoas casadas simplesmente não se divorciavam. Portanto, lá estava ela - completamente sozinha. Meu pai conseguiu até virar o pai dela contra ela. Agora, meu avô proibira minha avó de falar com sua filha quando ela mais precisava.
Em algum momento, antes de entrar com o processo no tribunal, meu pai a contatou e disse:
- Olhe, Mary, eu não quero realmente um divórcio. Só fiz isso para lhe ensinar uma lição.
Mas minha mãe podia ver que, por pior que fosse sua situação, era preferível a voltar para meu pai e deixar que ele nos criasse. Então respondeu:
- Nem pensar. Cheguei até aqui, não vou voltar atrás.
Para onde ela poderia ir? Não podia ir para casa. Não podia permanecer ali em Amherst: em primeiro lugar, porque sabia que ninguém a hospedaria; em segundo, porque, com o retorno dos recrutas, não haveria esperança de trabalho para ela; e, finalmente e mais importante, porque meu pai estava lá. Então embarcou em um ônibus para o único lugar que reservava uma chance para ela - a cidade de Nova York.
Minha mãe tinha uma vantagem: era letrada e tinha um diploma de Matemática, da Universidade Mt. Hollyoke. Porém, fizera o caminho habitual das mulheres nos anos 30 e 40: fora diretamente do segundo grau para a faculdade e daí para o casamento. Ela não fazia idéia de como arrumar um emprego e sustentar a si mesma.
A cidade de Nova York tinha várias coisas a seu favor: ficava a apenas 320 quilômetros; portanto, podia pagar a passagem de ônibus. E era uma cidade grande; portanto, tinha que haver um emprego escondido em algum lugar. Ela positivamente tinha que encontrar uma maneira de sustentar a nós quatro.
Assim que chegou a Nova York, localizou uma Associação Cristã de Moços, onde podia ficar por apenas um dólar e meio por noite. Havia uma loja perto, onde, por cerca de um dólar por dia, comia sanduíches de salada de ovo e café. Em seguida, começou a correr as ruas.
Durante vários dias, que se tornaram várias semanas, não encontrou nada: não havia empregos para diplomados em Matemática, homens ou mulheres, nenhum trabalho para mulheres.
Todas as noites ela voltava para a Associação, lavava a roupa de baixo e a blusa branca, colocava-as para secar e de manhã usava o ferro e a tábua de passar da Associação para tirar as marcas da blusa.
Esses itens, junto com uma saia de flanela cinza, constituíam todo o seu guarda-roupa. Cuidar deles ocupava uma parte das longas noites que enfrentava sozinha na Associação. Sem livros, nem uma moedinha a mais para comprar jornal, sem telefone (e ninguém para quem ligar, se tivesse um) e sem rádio, a não ser no andar de baixo (onde a lista dos convidados da Associação era de certa forma assustadora), as noites devem ter sido realmente horríveis.
Previsivelmente, seu dinheiro minguou, assim como a lista de agências de emprego. Finalmente, em uma quinta-feira, chegou a vez da última agência de empregos da cidade, com menos no bolso do que precisava para pagar o abrigo naquela noite. Ela fez muito esforço para não pensar em passar a noite nas ruas.
Subiu penosamente vários lances de escada para chegar à agência, preencheu os formulários obrigatórios e, quando chegou sua vez de ser entrevistada, preparou-se para as más notícias. "Sentimos muito, mas não temos nada para a senhora. Quase não temos empregos suficientes para os homens que temos que colocar." Pois é claro que os homens tinham prioridade em relação a qualquer emprego disponível.
Minha mãe não sentiu nada quando se levantou da cadeira e se dirigiu para a porta. Entorpecida como estava, havia quase atravessado a porta quando percebeu que a mulher resmungara alguma outra coisa.
- Desculpe, não ouvi. O que a senhora disse? - perguntou. - Bem, sempre há George B. Buck, mas ninguém quer esse emprego. Ninguém fica muito tempo - a mulher repetiu, apontando com a cabeça para uma caixa de fichas em cima de um arquivo próximo.
- O que é? Conte-me a respeito - disse minha mãe ansiosamente, sentando-se com as costas apoiadas no encosto da cadeira de madeira. - Faço qualquer coisa.
Quando começo? Bem, é um emprego de contador, para o qual a senhora está qualificada, mas o salário não é bom e tenho certeza de que não gostaria - disse a agente, retirando a ficha relevante do fichário. Vamos ver, diz aqui que a senhora pode começar quando quiser. Suponho que isto signifique que poderá ir lá agora. Ainda é cedo.
Minha mãe contou que literalmente arrancou o cartão das mãos da agente e correu escada abaixo. Nem mesmo parou para tomar fôlego enquanto corria os vários quarteirões até o endereço escrito no cartão.
Quando se apresentou para o surpreso gerente de pessoal, ele decidiu que, sem dúvida, ela podia começar a trabalhar naquela manhã mesmo se quisesse, pois havia muito trabalho a ser feito. E era quinta-feira, dia de pagamento.
Naquele tempo, a maioria das empresas pagava seus empregados em dinheiro vivo pelo tempo trabalhado, incluindo o próprio dia de pagamento - portanto, miraculosamente, quando eram cinco horas, ela recebeu dinheiro vivo pelas cinco horas que trabalhara naquele dia. Não era muito, mas deu para que ela chegasse até a quinta-feira seguinte, depois à outra e assim por diante.
Mary Silver Johnson permaneceu em George B. Buck & Companhia por 38 anos, subindo para um cargo de grande respeito dentro da firma. Lembro-me de que ela tinha um escritório de esquina - o que não é pouca coisa no centro de Manhattan.

Depois de trabalhar lá por dez anos, ela foi capaz de nos comprar uma casa no subúrbio de Nova Jersey, a meia quadra de distância do ônibus para a cidade.
Hoje em dia, uma em cada duas casas parece ser comandada por uma mãe solteira e é fácil esquecer que já houve um tempo em que este tipo de vida era impensável.
Sinto-me tão humilde ao refletir sobre as realizações de minha mãe quanto orgulhosa o suficiente para estourar os botões da camisa!
Se cheguei até aqui, meu bem, foi porque fui carregada em grande parte pelos esforços de muitas, muitas outras mulheres antes de mim - com esta mulher admirável, minha mãe, liderando o caminho.


(Pat Bonney Sheperd)




UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.






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