Domingo, 12 de novembro
de 2017
“O amor que damos
é o único amor que guardamos.” (Elbert Hubbard)
EVANGELHO DE HOJE
Mt 25,1-13
— O Senhor esteja
convosco.
— Ele está no meio
de nós.
— PROCLAMAÇÃO do
Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
— Glória a vós,
Senhor!
Então o reino dos
céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao
encontro do esposo.
E cinco delas eram
prudentes, e cinco loucas.
As loucas, tomando
as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo.
Mas as prudentes
levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas.
E, tardando o
esposo, tosquenejaram todas, e adormeceram.
Mas à meia-noite
ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro.
Então todas
aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas.
E as loucas
disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se
apagam.
Mas as prudentes
responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós, ide antes aos
que o vendem, e comprai-o para vós.
E, tendo elas ido
comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para
as bodas, e fechou-se a porta.
E depois chegaram
também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos.
E ele,
respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço.
Vigiai, pois, porque
não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir.
Palavra da
Salvação
Glória a vós
Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia! Contei uma história no ano passado que serve bem para iniciar
essa reflexão.
Era uma vez (…)
Certa vez uma jovem moça cansou de acreditar. Preferia a racionalidade
a viver da fé naquilo que não podia entender ou ver. Dedicou-se, portanto a
focar nas coisas palpáveis e que considerava segura (carreira, financeiro, bens
imóveis e moveis) e de certa forma era feliz. Tinha amigos, colegas,
reconhecimento, prestigio, (…). Aos seus olhos, nada faltava.
Analisava sua vida como forma de revide para as dificuldades que teve
na infância e adolescência. Uma família difícil, pais imaturos e ausentes,
dificuldades financeiras, (…); para ela era difícil ver a pessoa de Deus em meio
a tamanho sofrimento. Sonhava acordada vendo a vida boa de seus colegas e dessa
forma disfarçava a inveja que corria no seu peito e no seu olhar. “Serei grande
e rica”! – pensava ela. Não quis casar. Preferiu manter a individualidade e
rédeas da sua vida a ter que dividir com alguém suas alegrias, suas memórias,
suas dúvidas, (…); não desejava alguém que lhe ajudasse a conduzir sua vida ou
a aconselhá-la.
A vida, depois de estabilizada, não mais deu reviravoltas para essa
moça. Nunca mais passou por tribulações que não pudessem ser superadas.
Progrediu profissionalmente, cresceu, ganhou status e uma promoção. Um dia
então, saiu para comemorar com seu carro importado e recém comprado, parou num
semáforo e de súbito uma menina bateu-lhe o vidro chamando sua atenção. Algo
naquela garota lhe incomodava. Perguntou-lhe então seu nome e
surpreendentemente era o mesmo que o seu.
Foi um flashback! Um rio de lágrimas lhe descia aos olhos, imaginava-se
naquela criança. Lembrou das dificuldades de criança. O clima nostálgico tomou
conta daquele carro ao ponto de desistir de comemorar, preferindo voltar para
casa. Lá, abriu a gaveta do armário e escondida entre meias, estava um livro
empoeirado e de folhas amareladas. Suas mãos tremiam e por mais que tentasse
não conseguia fazê-las parar.
- Quanto tempo não te leio! – Disse ela chorando. Abriu, pois a bíblia
e lá numa pagina marcada leu:
“(…) Neste momento os discípulos aproximaram-se de Jesus e
perguntaram-lhe: Quem é o maior no Reino dos céus? Jesus chamou uma criancinha,
colocou-a no meio deles e disse: Em verdade vos declaro: se não vos
transformardes e vos tornardes como criancinhas, não entrareis no Reino dos
céus. Aquele que se fizer humilde como esta criança será maior no Reino dos
céus. E o que recebe em meu nome a um menino como este, é a mim que recebe”.
(Mateus 18, 1-5)
Descobriu então o quanto era preciosa desde a sua infância.
Questionou-se imediatamente o que fizera para mudar a realidade de outras
tantas crianças que não tiveram a mesma sorte ou competência que ela. Não sabia
ela que acabava de entender o que é compromisso social.
Saibam que de fato tememos também em conflitar o que fizemos para mudar
o nosso redor. Vivemos então uma vida fracionada e não como um todo, O mundo
que de fato me preocupo é o que gravita ao redor do meu umbigo. Quem já
trabalhou como voluntário em um asilo, num hospital, numa ação social ou para
os outros em sua pastoral tem a real noção que NÃO TEMOS PROBLEMA ALGUM se
compararmos com esses que REALMENTE precisam de ajuda.
É preciso refletir também um outro lado dessa parábola: “(…) O óleo que
nós temos não dá para nós e para vocês. Se vocês querem óleo, vão comprar!”
É obvio que Jesus aqui não apregoava a individualidade ou a famosa
frase “o problema não é meu”, mas faço a seguinte pergunta: O que eu tenho
haver com aquele que prefere errar a acertar? O que fiz de concreto para mudar
a realidade ao meu redor? De que vale ganhar o mundo inteiro e perder a vida
eterna? Claro que não temos como por juízo na cabeça de tantos desajuizados por
ai, mas o que posso fazer além de fechar os olhos a eles?
Não somente os alcoolizados, viciados, mas todos aqueles que partem
para o mundo sem medir as conseqüências de seus atos, aqui incluímos os que
fazem barbeiragens no trânsito, que vão brigar nos estádios, que acham “lindo”
filmar duas colegas brigando na escola e postar no facebook, Orkut, (…). Essa
“noiva” que não pensa o que faz podemos dizer que também se apegou ao imediato,
ao fútil, ao prazer temporário, mas agora, ou podemos chamar de hedonismo.
“(…) É complicado competir com o
hedonismo, ou seja, pela busca desenfreada por algo que nos dê prazer. Como o
encarregado da propriedade do evangelho de hoje passamos pouco a pouco a
esfriar na crença ou na esperança do que acreditamos. Vendemo-nos ou nos
permitimos conquistar facilmente pelas coisas que me façam feliz hoje,
agora,…”.
Tudo bem que a história que contamos no começo é um conto criado e não
um testemunho, mas por que não aprender com a mensagem que transmite o conto?
Até quando seremos noivas que apenas esperam e não planejam ou tem ações
proativas para melhor recebê-lo?
No mês de Setembro provavelmente refletiremos muito sobre compromisso,
ação e omissão quanto ao anúncio da Boa Nova e quanto estou conservando-a
dentro de mim através da fé, da esperança e da caridade.
Um imenso abraço fraterno.
VÍDEO DA SEMANA
Não seja cristão de
vitrine - Pe. Fábio de Melo
https://www.youtube.com/watch?v=xxuh-0uWFso&list=TLGGRPbR_Rhm6dMxMzA5MjAxNw
MOMENTO DE REFLEXÃO
“O amor que damos é o único amor que
guardamos.” (Elbert Hubbard)
Neste mundo agitado em que vivemos é
tão mais fácil pagar alguma coisa com cartão de crédito do que dar um presente
vindo do coração.
E presentes do coração são
especialmente necessários na época de Natal.
Há alguns anos, comecei a preparar
meus filhos para o fato de que o Natal daquele ano seria modesto. A resposta
deles foi: "Tá, mãe, já ouvimos isso antes!"
Eu havia perdido a credibilidade
porque dissera a mesma coisa a eles no ano anterior, quando estava passando
pelo divórcio. Mas daquela vez eu saíra e usara o limite de todos os cartões de
crédito. Havia encontrado até mesmo algumas formas de financiamento criativas
para pagar os presentes de Natal. Este ano, com certeza, seria diferente, mas
eles não estavam acreditando.
Uma semana antes do Natal, perguntei
a mim mesma: "O que eu tenho que pode tornar este Natal especial?" Em
todas as casas em que havíamos morado antes do divórcio eu tinha arrumado tempo
para ser decoradora. Tinha aprendido a colocar papel de parede, azulejos e
placas de madeira, fazer cortinas a partir de lençóis e muito mais. Mas nesta
casa alugada eu tinha pouco tempo para decorar e muito menos dinheiro.
Além do mais, estava zangada com
esse lugar feio, com seus carpetes vermelhos e abóbora e paredes verdes e
azul-turquesa. Recusava-me a gastar dinheiro com ele. Dentro de mim a voz do
orgulho ferido gritava: "Nós não vamos ficar aqui tanto tempo assim!"
Ninguém mais parecia se incomodar
com a casa a não ser minha filha Lisa, que sempre havia tentado transformar seu
quarto em seu lugar especial.
Era hora de mostrar meus talentos.
Liguei para meu ex-marido e pedi que comprasse uma colcha específica para a
cama de Lisa. Em seguida, comprei os lençóis combinando. Na véspera de Natal,
gastei quinze dólares com um galão de tinta. Também comprei papel de carta, o
mais bonito que jamais tinha visto. Meu objetivo era simples: iria pintar e
costurar e me manter ocupada até a manhã de Natal, para não ter tempo de sentir
pena de mim mesma em um feriado familiar tão especial.
Naquela noite, dei a cada uma das
crianças três folhas de papel de carta com envelopes. No alto de cada página
estavam as palavras: "O que eu amo a respeito de minha irmã Mia",
"O que eu amo a respeito de meu irmão Kris", "O que eu amo a
respeito de minha irmã Lisa", "O que eu amo a respeito de meu irmão
Erik".
As crianças estavam com idades entre
oito e dezesseis anos e tive que convencê-las de que bastava encontrar uma
coisa só de que gostassem a respeito uns dos outros. Enquanto escreviam cada
uma no seu canto, fui para o meu quarto e embrulhei os poucos presentes que
havia comprado.
Quando voltei para a cozinha, meus
filhos haviam terminado suas cartas uns para os outros. Cada nome estava
escrito do lado de fora do envelope. Trocamos abraços e beijos de boa-noite e
eles foram para a cama. Lisa recebeu permissão especial para dormir na minha
cama, prometendo não espiar até a manhã de Natal.
Então comecei. Nas primeiras horas
da manhã de Natal terminei as cortinas, pintei as paredes e dei um passo atrás
para admirar minha obra-prima. "Espere, por que não colocar um arco-íris e
nuvens nas paredes para combinar com os lençóis?" Aí entraram em ação
minhas esponjas e pincéis de maquiagem e, às 5 horas da manhã, eu havia
terminado.
Exausta demais para pensar que o meu
era "um lar desfeito", como diziam as estatísticas, fui para o quarto
e encontrei Lisa esparramada na minha cama. Decidi que não podia dormir com
braços e pernas em cima de mim, então levantei-a delicadamente e levei-a, pé
ante pé, até seu quarto. Enquanto colocava sua cabeça no travesseiro, ela
disse:
- Mamãe, já é de manhã?
- Não, querida, fique de olhos
fechados até o Papai Noel chegar.
Acordei naquela manhã com um alegre
sussurro no meu ouvido.
- Uau, mamãe, é lindo!
Mais tarde, todos nós levantamos e
sentamos em volta da árvore e abrimos os poucos presentes que eu havia
comprado. Depois, as crianças receberam seus três envelopes.
Lemos as palavras com os olhos
marejados e os narizes vermelhos. Até chegarmos aos bilhetes para o "bebê
da família". Erik, com oito anos, não esperava ouvir nada de bom. Seu
irmão havia escrito: O que eu gosto do meu irmão Erik é que ele não tem medo de
nada." Mia havia escrito: "O que eu gosto do meu irmão Erik é que ele
consegue falar com qualquer pessoa!" Lisa havia escrito: "O que eu
gosto do meu irmão Erik é que ele pode subir em árvores mais alto do que
qualquer um!"
Senti um leve puxão na manga da camisa,
uma mãozinha fez uma concha em volta da minha orelha e Erik sussurrou:
- Puxa, mamãe, eu nem sabia que eles
gostavam de mim!
Nos piores momentos, a criatividade
e o engenho nos deram o melhor momento. Hoje estou recuperada financeiramente e
já tivemos vários Natais "grandes", com muitos presentes embaixo da
árvore. Mas quando nos perguntam qual é o nosso Natal favorito, todos nos
lembramos daquele.
(Sheryl Nicholson)
UM ABENÇOADO DIA
PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos
novamente,
que Deus lhe
guarde serenamente
na palma de Suas
mãos.
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