terça-feira, 21 de novembro de 2017

Terça-feira 28/11/2017

Terça-feira, 28 de Novembro de 2017



"O êxito é fácil de obter. O difícil é merecê-lo". (Albert Camus).




EVANGELHO DE HOJE
Lc 21,5-11



O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!



Naquele tempo, 5algumas pessoas comentavam a respeito do Templo que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas. Jesus disse: 6“Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído”. 7Mas eles perguntaram: “Mestre, quando acontecerá isto? E qual vai ser o sinal de que estas coisas estão para acontecer?” 8Jesus respondeu: “Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ E ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais essa gente! 9Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim”. 10E Jesus continuou: “Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país. 11Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em muitos lugares; acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no céu”.




Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.







MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Jailson Ferreira


A profecia do fim dos tempos

        Estamos na última semana desse Ano Litúrgico de 2007 da nossa Igreja Católica, às portas do Tempo do Advento, quando iremos nos preparar para o Natal do Senhor e também para a sua segunda vinda. No Evangelho desse domingo Jesus nos traz uma profecia sobre o fim dos tempos.

        O povo cristão passou por uma fase de grande tribulação nos primeiros anos do cristianismo. Muitos foram martirizados por causa de Jesus. E a Igreja só sobreviveu por causa da coragem dessas pessoas, que resistiram e mantiveram a fé, apesar de todas as adversidades. E como Jesus disse... não foi o fim, ainda.

        Estamos aguardando a segunda vinda de Jesus, e essa, de fato, será definitiva. Ele diz que deverão acontecer guerras, países irão guerrear entre si, e em meio a tantas tribulações irão aparecer pessoas dizendo que Jesus está aqui ou ali. Não deveremos segui-los. Só precisamos nos manter fiéis ao que Ele já nos ensinou, e deixarmos que o Espírito Santo nos conduza.

       Quer saber o tamanho da sua fé? Veja o quanto você consegue suportar essas tribulações se mantendo firme no propósito de seguir os ensinamentos de Jesus. Quanto mais você se manter fiel, maior a sua fé. Fé, portanto, não é dom de Deus... é uma decisão pessoal. Na última palestra de Padre Léo, ele disse: "Eu já tinha pena de gente feia, agora eu tenho pena mesmo é de gente que não tem fé... Esse pode ter todos os bens materiais, mas não tem NADA. E aquele que tem a FÉ, pode não ter nenhum bem material... pode perder até a saúde, mas tem TUDO!" E essas foram palavras de um verdadeiro santo, de alma jovem, que estava em fase terminal de câncer e se manteve fiel até o fim. Ele perdeu todos os cabelos da cabeça... mas Deus guardou um por um, para devolvê-los lá no céu...


jailsonfisio@hotmail.com






COMPORTAMENTO



Jogue-me aos lobos e liderarei a matilha


Por Valeria Sabater

Cada um carrega nas suas costas e em seu coração uma batalha própria. Nenhuma pode ser comparada a do vizinho, nem a de seu companheiro, nem a de seu melhor amigo.

Todos nós levamos nossos medos bem escondidos, rastros do passado que ainda não cicatrizaram e labirintos presentes em que, às vezes, não achamos a saída e nos quais vemos mais inimigos que aliados.

Jogue-me aos lobos e liderarei a manada. Esta é a atitude que você deve ter cada manhã para fazer frente às adversidades, às provocações, às dificuldades que a vida nos traz em certas ocasiões.



Existe alguma explicação de por que ocorrem determinadas situações? Há quem diga que nossos problemas são resultado direto dos nossos próprios atos ou más decisões. Não é verdade, essa regra nem sempre é certa.
Em ocasiões, as coisas falham porque a adversidade nos sacode ao azar, sem mais nem menos, porque a pessoa em quem você confiou falhou, porque o que antes era seguro agora já não é mais, porque a saúde nem sempre é de ferro, mas sim de vidro.

Não é fácil, mas a verdade é que quando chegamos a esse mundo, ninguém nos assegura de que nossos dias vão ser calmos. Alguém, em alguma parte, deveria nos advertir que devemos aprender o quanto antes a sermos líderes em matilhas de lobos.

Criaturas fortes diante de todas as adversidades. Então conte-nos… Você também é um bom lutador?



Liderarei a meus adversários, combaterei as dificuldades

Reflita durante uns instantes a respeito desta pergunta: Qual foi o seu primeiro encontro com a adversidade?

Costuma-se dizer que as pessoas perdem a inocência no momento em que aparece a primeira dificuldade, a perda ou a mudança que alterou nosso modo de ver o mundo para sempre.

Pode ser que você pense que ninguém está preparado para confrontar a adversidade, mas não é assim. É algo instintivo, a lei da sobrevivência, e em seu interior, há múltiplas estratégias que o tornarão um grande sobrevivente.
Somos conscientes de que em ocasiões, as grandes palavras ficam em nada, em fumaça que escapa por uma janela aberta através de frases motivacionais que muitos não podem aplicar à realidade.

Apesar disso, e de saber que suas dificuldades são muito especiais, vale a pena pensar nisso, romper algum de seus esquemas internos para vencer inimigos externos.



Tenha em conta esses aspectos:

Não há pior inimigo do que seus próprios pensamentos limitantes. Em algumas ocasiões, chegamos a pensar que o nosso entorno está cheio de lobos, de ameaças constantes que impedem nosso crescimento pessoal, nossa felicidade.
Mude seus pensamentos e você mudará sua realidade. E não, essa não é uma frase feita.
Tire o poder de quem lhe faz mal ou fez isso no passado. Avance sem pesos inúteis. Não aumente seu sofrimento com ressentimentos calados.

No final, chegará um dia em que compreenderemos que o pior inimigo somos nós mesmos. Só então começaremos a ganhar batalhas e liderar nossa própria vida.
Compartilhar
Reflita sobre isso durante um instante. Em vez de focalizar a atenção no exterior para contemplar suas adversidades, olhe para dentro de si e encontre o valor que o sentido da sobrevivência lhe ofereceu.



Como fazer frente às dificuldades

Em ocasiões nos cansamos de que nos digam aquilo de que o maior aprendizado é oferecido pelas adversidades, momentos vitais que nos põem a prova para que, através do sofrimento, adquiramos conhecimento.

Mas realmente há algo que é certo: nenhum de nós quer sofrer, e inclusive há quem nem sequer o tolere. Mas se não tivermos paciência diante das pequenas dificuldades, fracassaremos frente aos grandes problemas.

Todos vivemos no “aqui e agora” lidando com os problemas e esperando que esse conhecimento vital nos caia do céu para melhorar nossa situação. Até quando temos que esperar?

Em que momento liderarei, por fim, minha matilha de lobos, se vivo entre eles durante tanto tempo?

Há quem se acostume a viver com seus inimigos. Aceita, assume e se deixa levar por medo da mudança, por temor do que possa acontecer. Não podemos criticá-los, porque cada um é livre para viver a vida que desejar, embora seja às custas da infelicidade e da frustração.

Lidere sua vida, temos certeza de que o esforço vale a pena. Para isso, reconheça seus inimigos, os exteriores e também os interiores (é o medo? é a indecisão? a insegurança?)
Dê nome ao que acontece com você. Está infeliz ao lado de alguém? A vida que você tem agora não o faz feliz? Do que você tem medo?

É o momento de impor sua voz, mas você começará falando consigo mesmo: O que eu preciso para me sentir melhor? O esforço vai valer a pena? De que modo liderarei meus medos para fazê-los desaparecer? E meus inimigos exteriores?
É possível que você tema o resultado, mas a batalha sempre vai valer a pena porque vai ajudá-lo a se sentir vivo, capaz e valente. Seja você mesmo.





MOMENTO DE REFLEXÃO


Fui ao consultório do Dr. Belt para um check-up apenas algumas semanas depois de minha cirurgia. Isso foi logo depois do primeiro tratamento de quimioterapia.
A cicatriz ainda estava muito sensível. A parte de baixo do meu braço estava dormente. Um conjunto de sensações estranhas e novas parecia compartilhar o espaço anteriormente conhecido como meus seios - agora amorosamente apelidado de "o seio e o tórax".
Como sempre, fui levada a uma sala de exames para que mais uma vez tirassem meu sangue - um processo aterrorizante para mim, que tenho tanto medo de agulhas.
Deitei-me na mesa de exames. Vestia uma camisa larga de flanela xadrez e um corpete por baixo. Era uma roupa estudada cuidadosamente que eu esperava fosse vista pelos outros como uma roupa esporte qualquer. O xadrez da camisa camuflava meu seio, o corpete o protegia e os botões facilitavam o acesso médico.
Ramona entrou na sala. Seu sorriso caloroso e brilhante era familiar e contrastava com meus medos. Eu a tinha visto pela primeira vez no consultório há algumas semanas.
Não foi a enfermeira que me atendeu naquele dia, mas lembrei-me dela porque estava rindo. A risada tinha um timbre profundo, rico, aveludado. Lembro-me de ter pensado no que poderia ser tão engraçado, atrás da porta do consultório.
O que poderia encontrar naquela situação para rir daquele jeito? Deduzi que ela não levava a coisa toda suficientemente a sério e que eu tentaria achar uma enfermeira que levasse. Mas eu estava errada.
Naquele dia foi diferente. Ramona já havia tirado meu sangue antes. Ela conhecia meu medo de agulhas e gentilmente escondeu toda a parafernália embaixo de uma revista com a alegre fotografia da reforma de uma cozinha. Quando abrimos a camisa e tiramos o corpete, o catéter no meu peito ficou exposto e, com ele, a recente cicatriz.
Ela disse:
- Como anda sua cicatrização? Respondi:
- Acho que bastante bem. Lavo em volta com cuidado todos os dias.
A lembrança da água do chuveiro atingindo a carne dormente passou pela minha mente.
Ela se debruçou e passou gentilmente a mão na cicatriz, examinando a textura da pele nova e procurando irregularidades. Comecei a chorar baixinho. Olhou para mim com olhos amigos e disse:

- Você ainda não a tocou, não é? E eu respondi:
- Não.
Então esta mulher maravilhosa e carinhosa colocou a palma de sua mão marrom-dourada em meu peito pálido e permaneceu com ela ali por muito tempo. Continuei a chorar baixinho. Com tom suave, ela disse:
- Isto faz parte do seu corpo. Isto é você. Você pode tocá-la.
Mas eu não podia. Ela a tocou para mim. A cicatriz. O ferimento que estava se curando. E, por baixo, tocou meu coração. Em seguida, Ramona disse:
- Eu seguro a sua mão, enquanto você a toca.
Colocou a mão ao lado da minha e ficamos as duas caladas. Este foi o presente que Ramona me deu.
Naquela noite, quando fui me deitar para dormir, botei delicadamente a mão no peito e a deixei ali até pegar no sono. Eu sabia que não estava sozinha. Estávamos todos juntos na cama, metaforicamente, meu seio, meu tórax, o presente de Ramona e eu.

(Betty Aboussie Ellis)



UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.





Nenhum comentário:

Postar um comentário