Sábado, 11 de novembro
de 2017
“Nosso problema é que
precisamos muito pouco para ser felizes, mas muita experiência para compreender
isso (Rafael Vidac)”
EVANGELHO DE HOJE
Lc 16,9-15
— O Senhor esteja
convosco.
— Ele está no meio
de nós.
— PROCLAMAÇÃO do
Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a vós,
Senhor!
9 E eu vos digo:
Granjeai amigos com as riquezas da injustiça; para que, quando estas vos
faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos eternos.
10 Quem é fiel no
mínimo, também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo, também é injusto no
muito.
11 Pois, se nas
riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras?
12 E, se no alheio
não fostes fiéis, quem vos dará o que é vosso?
13 Nenhum servo
pode servir dois senhores; porque, ou há de odiar um e amar o outro, ou se há
de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.
14 E os fariseus,
que eram avarentos, ouviam todas estas coisas, e zombavam dele.
15 E disse-lhes:
Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus
conhece os vossos corações, porque o que entre os homens é elevado, perante
Deus é abominação.
Palavra da
Salvação
Glória a vós
Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Padre Antonio Queiroz
O evangelho de Marcos terminava com as mulheres junto ao túmulo vazio e
o anúncio da ressurreição pelos anjos. Jesus presente pede que os discípulos
partam para a Galiléia. Hoje Jesus aparece aos onze discípulos e os envia em
missão a fim de anunciarem o Seu Reino de amor e de paz, fazendo todos os
homens e mulheres discípulos. Oito dias depois Ele aparece de novo. Quero de
modo muito especial destacar o o dia em que acontece a missão: Domingo bem
cedo. É o primeiro dia da semana, e portanto dia do trabalho. Mas que tipo de
trabalho? É o dia que para nós Deus refez tudo de novo. Nova terra e novos céus
iniciaram com a vitória do Mestre sobre a morte. Dia do poder salvador de Deus.
O domingo tem de ser para nós o dia de Jesus ressuscitado, que nos
enche de esperança e de coragem para enfrentar os trabalhos e amarguras da
semana. É o dia de retemperar as forças. Ou seja recarregar as baterias para
que produzam mais luz já que nos faz participar da celebração em ponto maior da
Paixão-Morte-Ressurreição de Jesus. E é
festa tão grande que celebramos todas as semanas. Cada domingo é dia de Páscoa,
é dia de Jesus ressuscitado. É o dia do Senhor, como exprime a palavra domingo.
É passagem e a festa da alegria. É a vitória de Jesus sobre o pecado, sobre o demônio.
Nos tempos que vivemos o dia do Senhor é profanado por trabalhos
indevidos. É profanado pelas faltas à missa por parte de tantos cristãos. Por
muitos que se divertem à maneira dos pagãos ou que se encharcam de álcool nesse
dia. À Você me dirijo! como você e os
seus vivem o domingo, dia do Senhor? Como Pagão ou Cristão?
As pessoas se esquecem que é o dia do Senhor e que Ele está aqui,
agora, no meio de nós como há dois mil anos. Está vivo e ressuscitado.
Ele há-de ser dia de caridade, visitando os doentes, os idosos, os
familiares. Dando mais atenção aos filhos ou aos pais. Ele é o dia de viver na
íntegra as palavras do Mestre: Ide ao mundo inteiro e pregai o Evangelho a
todos os povos, cabe também a nós este anúncio e testemunho do Reino de Deus
presente no nosso meio ao longo dos séculos.
CASA, LAR E FAMÍLIA
O Futuro é Ilusão?
Mara de São José
Perdi minha audição tem pouco
tempo... Vou na separação pelo estado emocional, detalhes com o tempo. Hoje fiz
teste e tirei molde pra adaptar um aparelho, mas estamos vendo se possível.
Tenho muitos sons ainda, falta a compreensão. Estou buscando alternativas...
Difícil, mas estou indo. Espero contar com você e com todos.
Me fechei pra tudo , fiquei
deprimida, mas tenho um filho MARAvilhoso. Ele fez ontem 11 anos e me ajuda, me
apóia. A gente acha que sempre vai acontecer com o vizinho, mas com você nunca...
Tá aí um grande aprendizado. Já fui revoltada, hoje estou mais tranqüila. Tenho
a segurança da minha casa e do meu filho. Estou aprendendo muita coisa,
principalmente a ter "paciência", quero merecer a amizade de todos.
Marco Antonio de Queiroz - MAQ.
Estou com vontade de te dizer algo
que não sei se já te disseram, Mara. Todos nós deficientes passamos um momento
na vida em que questionamos nossa deficiência: porque foi que tudo aconteceu?
Porque teve de acontecer conosco? Quando nossa deficiência é adquirida durante
ou depois da adolescência, ainda nos perguntamos porque nossos amigos
"fugiram" de nós, que relacionamento teremos com as pessoas, conosco,
com o mundo, com a vida?
O desconhecido aparece diante de nós
com futuros desiguais antecedendo mil destinos diferentes. A dor junta-se às
pequenas vitórias, alegrias às frustrações e tudo parece estar incompleto!
Você pode até pensar que é engraçada
essa comparação, mas foi justamente o que senti quando perdi minha visão e
tornei-me cego. Lembro-me quando aos 11 anos fiz operação de fimose, depois de
pronta - eu ainda enxergava pois só perdi a visão aos 21 anos - eu olhava para
o meu pênis e achava tudo estranho. Não era mais ele, era outro!!! Cheguei a
falar com meu pai chorando que queria o meu antigo de volta, aquele era um
"diferente". Aos poucos fui me acostumando ao novo companheiro e,
graças à vida, até utilizando bem o danado.
O tempo passa e acostumamo-nos a nós
mesmos com a nova diferença. Aos poucos recomeçamos a nos amar e a nos mostrar
para que reconheçam o porque nos amamos, apesar dos defeitos pessoais que
temos. Hoje em dia eu me sinto diferente, não só porque sou diabético, cego ou
transplantado renal. Não sou diferente também só porque tenha passado por
grandes dores e lutas mas porque soube transformá-las em crescimento, em
experiência aproveitável para mim e para outros.
Passei por muitas, tive que
descobrir e redescobrir muitas verdades, fazer e desfazer conceitos e
sentimentos. Acabamos por entender, sem querer repetir alguma frase feita mas
simplesmente minha vivência ao adquirir à cegueira: que chegamos ao nosso fundo
de poço quando paramos de cavar! Mas, existe a hora que cavar é o caminho até
que reconheçamos que é hora de começar a reconstrução.
Sei perfeitamente o que foi dar meus
primeiros passos com minha bengala no mesmo quarteirão em que passei o final de
minha infância brincando, minha adolescência crescendo a enxergar, onde todos
passaram a me olhar com pena e admiração por minha coragem e ousadia de estar
andando agora ali enfrentando aquele meu novo "eu de bengala". Sei de
todos os medos que senti, de todas as dores que me sangravam o futuro e de como
ele parecia misterioso e negativo...
Mas o futuro é ilusão e hoje vivo
apaixonado pela vida. Gozo a vida porque ela é deliciosa e sei disso porque
estive algumas vezes acompanhado da morte em hospitais sem fim, nas poltronas
de hemodiálise, em minha casa dormindo comigo e me acompanhando ao trabalho.
Isso não é um texto lírico, foi real. É forte, é vida, é confusão, é carnaval e
é o ano que passa após outro ano nos dizendo que continuamos e, se continuamos,
temos de fazer o melhor sem sacrifícios nem exigências extremas para termos
prazer, amarmos, sentirmos o sorriso brotar porque estamos felizes nessa troca
sincera com a vida.
Hoje sou um homem casado, pai, ajudo
no sustento de minha família com o fruto de meu trabalho, tenho amigos e
divirto-me. Tenho também problemas e tristezas como qualquer pessoa, apesar de
alguns problemas a mais trazidos pelas limitações da deficiência. Nunca
imaginei ser o que sou nem ter o que tenho, mas aquele futuro chegou e outros
virão. Só sei que gosto do meu presente, do meu agora.
Não penso em nada disso em meu dia a
dia, mas esse foi o resultado de tudo: gosto de mim, da vida, de existir, de
amar e se vivo não é porque penso tudo isso, mas porque o sinto. Todos esses
afetos inconscientes me fazem olhar para trás, para aquele passado de um futuro
incerto, apenas como uma lição para mim mesmo, como base de minha força, meu
querer e muito do meu viver.
Beijos cheios de emoção para ti
Mara. MAQ.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Benny tinha setenta anos quando
morreu subitamente de câncer, em Wilmette, Illinois. Como sua neta de dez anos,
Rachel, nunca teve a oportunidade de dizer adeus, ela chorou durante vários
dias. Mas depois de receber um grande balão vermelho em uma festa de
aniversário, voltou para casa com uma idéia - uma carta para o vovô Benny,
enviada para o Céu em seu balão.
A mãe de Rachel não teve coragem de
dizer não e observou com lágrimas nos olhos o frágil balão subir por entre as
árvores que cercavam o jardim e desaparecer.
Dois meses depois, Rachel recebeu
esta carta com carimbo do correio de uma cidade a 900 quilômetros de distância,
na Pensilvânia:
"Querida Rachel, Vovô Benny
recebeu a sua carta. Ele realmente a adorou. Por favor, entenda que coisas
materiais não podem ficar no Céu, por isso tiveram que mandar o balão de volta
para a Terra - eles só guardam os pensamentos, as lembranças, o amor e coisas
desse tipo no Céu.
Rachel, sempre que você pensar no
vovô Benny, ele saberá e estará muito perto, com um amor enorme por você.
Sinceramente, Bob Anderson (também
um vovô)."
(Michael Cody)
UM ABENÇOADO DIA
PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos
novamente,
que Deus lhe
guarde serenamente
na palma de Suas
mãos.
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