terça-feira, 7 de novembro de 2017

Quarta-feira 08/11/2017

Quarta-feira, 08 de novembro de 2017





“Ser íntegro é fazer aquilo que considera correto. Sem necessidade de ter especialidades.”





EVANGELHO DE HOJE
Lc 14,25-33



— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor!



Ora, ia com ele uma grande multidão; e, voltando-se, disse-lhe:
Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.
E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo.
Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?
Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele,
Dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar.
Ou qual é o rei que, indo à guerra a pelejar contra outro rei, não se assenta primeiro a tomar conselho sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil?
De outra maneira, estando o outro ainda longe, manda embaixadores, e pede condições de paz.
Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo.




Palavra da Salvação
Glória a vós Senhor.







MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade



Bom dia!
“(…) Bendizemos ao Pai porque, mesmo entre dificuldades e incertezas, todo homem aberto sinceramente à verdade e ao bem comum, pode chegar a descobrir na lei natural escrita em seu coração”. ( (Doc. de Aparecida §123)
Temos colocado durante essa semana que a santidade é uma longa estrada a ser percorrida e como tal, nem sempre tem um percurso fácil ou acessível. Olhando sob esse ângulo, ou seja, pelas dificuldades naturais de se realizar o trajeto, como então não perceber que quanto mais peso levo mais difícil será terminar o caminho? “(…) Se um de vocês quer construir uma torre, primeiro senta e calcula quanto vai custar, para ver se o dinheiro dá. Se não fizer isso, ele consegue colocar os alicerces, mas não pode terminar a construção. Aí todos os que virem o que aconteceu vão caçoar dele, dizendo: “Este homem começou a construir, mas não pôde terminar”.
Precisamos com todas as forças e atenção lutar para que não levemos nada que não nos pertence, pois o mal tem a estranha mania de se agarrar em nós como carrapichos. Quem já andou por uma mata ou terreno baldio deve entender essa situação. Mas que carrapichos são esses?
A vaidade, o medo, a soberba, o orgulho, a arrogância, a prepotência, a indiferença, o ciúme, a inveja, (…) todos eles tem a propriedade de furar as nossas defesas mais sólidas e no nosso coração depositar sua semente. É bem comum vermos capim nascendo em meio a fendas no concreto. Não precisam de muita coisa; precisam apenas de uma fresta.
A bem da verdade me parece que Jesus queria nos alertar é desses apegos indesejáveis que acabam nos acometendo. Não vejo Jesus de fato querendo que famílias se desfizessem, mas que os filhos não decretassem sua permanência no pecado individual e social pela ignorância dos seus pais e de suas tradições.
Jesus queria ofertar um bem maior, mas os medos impregnados pelos anos de violência a aquele povo tampavam os olhos dos mais velhos, que nitidamente, já haviam sofrido muito. A descrença é, portanto comum naquele que muito sofreu e que mesmo hoje vivendo um período de paz, teme revoltar-se (ou mudar).
A revolta proposta por Jesus com o “VEM E SEGUE-ME”; ela era (e é) uma revolução de dentro para fora. O chamado não permitia (ou permite) que outra pessoa responda por ele , recorde então a passagem de Zaqueu, quando Jesus olhando para aquele franzino em cima de uma árvore (Zaqueu), requer uma tomada de decisão pessoal e intransferível.
“(…) Jesus entrou em Jericó e ia atravessando a cidade. Havia aí um homem muito rico chamado Zaqueu, chefe dos recebedores de impostos. Ele procurava ver quem era Jesus, mas não o conseguia por causa da multidão, porque era de baixa estatura. Ele correu adiande, subiu a um sicômoro para o ver, quando ele passasse por ali. Chegando Jesus àquele lugar e levantando os olhos, viu-o e disse-lhe: ZAQUEU, DESCE DEPRESSA, PORQUE É PRECISO QUE EU FIQUE HOJE EM TUA CASA. ELE DESCEU A TODA A PRESSA E RECEBEU-O ALEGREMENTE “. (Lucas 19, 1-6)
Se a caminhada, como já enfatizamos, será longa, quanto mais peso levo mais complicada será para me manter nela. O peso das coisas que carrego fatalmente ou me farão parar mais vezes ou nos motivará a desistir. Zaqueu tinha tanto por “perder”, mas preferiu perder para ganhar.
Quando éramos jovens nossos pais sabiam por onde andávamos pela cor da roupa que chegávamos em casa e quantas vezes tentamos mentir mas os sinais no corpo denunciavam, inclusive os carrapichos. Mais que nossos pais, Deus sabe por onde andamos e conhece cada um dos carrapichos que tememos retirar. Quem nunca espetou o dedo tentando arrancá-los?
Deixa hoje Deus tirar o que não é necessário.
Receba essa mensagem de Deus em seu coração.
Um imenso abraço fraterno.





CURIOSIDADES



Maçonaria



A origem do nome Maçonaria vem do francês “maçon” (pedreiro). Aqui no Brasil, a Maçonaria foi uma Sociedade Secreta até o século 19, e mesmo assim, mistérios e segredos ainda rondam a organização, que teve seu primeiro registro oficial em 1717. Pelo fato da organização ter alguns costumes e perseguições do passado, existem algumas histórias curiosas sobre a irmandade, mas a maioria delas não passam de lendas.
Como em toda organização, a Maçonaria também teve suas mudanças conforme o tempo foi passando, principalmente sobre o anonimato dos integrantes. No mundo existem cerca de 2,3 milhões de maçons, e segundo um artigo do maçom Fabio Pedro-Cyrino (secretário estadual de orientação ritualística de uma das maiores organizações maçônicas do Brasil), o GOSP (Grande Oriente de São Paulo) tem cerca de 214 mil maçons brasileiros.

Mas como a Maçonaria se mantém secreta até hoje?
Na verdade, eles nem são tão secretos assim. E entrevista ao site Vix, o historiador Pilar Gomez, da USP, que estuda a Maçonaria a quatro anos, Pilar afirmou o seguinte: “Hoje várias informações são públicas. Se você perguntar para um maçom, ele não vai dizer que é secreto, mas que é discreto”.
Uma pesquisa feita por Tania Andrade Lima e Marília Nogueira da Silva do departamento de antropologia do Museu Nacional, e publicada pela USP, diz que as bases da Maçonaria moderna foram fundadas ainda em 1717. Nesse tempo, os pedreiros da época formaram a ordem, e por terem conhecimento da construção de edifícios de igrejas e castelos, eles eram  os arquitetos e e engenheiros. Por isso, seus segredos sobre o trabalho eram transmitidos apenas para os aprendizes, pois assim evitava que qualquer pessoa roubasse as técnicas.

Mas corporações de ofício, eles se reuniam e guardavam suas técnicas. Após o final da Idade Média, a irmandade começou a aceitar outras pessoas, além de pedreiros. Depois disso, a Maçonaria se tornou uma organização que se dedica a liberdade de pensamento e expressão, religiosa, política, e contra qualquer tipo de absolutismo.
Inclusive, a irmandade teve muita influência na Revolução Francesa e na Independência dos EUA. Aqui no Brasil, a Maçonaria teve uma forte participação na abolição da escravatura, da Independência e da proclamação da República.

O fato da Maçonaria não ser mais secreta vai de encontro com o livro de Martin Short, “Inside the Brotherhood”, que diz que os maçons já foram secretos, mas que ao longo do século 20, redefiniram como discretos. Pilar Gomez destaca que não internet existem informações oficiais sobre as reuniões da irmandade. “As lojas do Rio de Janeiro informam os horários de todas as reuniões, a própria maçonaria divulga essas informações”, afirma Pilar.
Fazer parte da Maçonaria no século 18 é completamente diferente da Maçonaria do século 21. Para vocês terem uma ideia no século 18, a prática era vista como sociedade secreta, e sendo assim, nem podia existir. Na época, todas as organizações eram obrigadas a entregar listas com os nomes dos participantes. E como a Maçonaria não entregava a lista par as autoridades, foi considerada secreta, e consequentemente, proibida. Talvez isso também tenha aumentado o mistério em volta da irmandade.







MOMENTO DE REFLEXÃO



Tinha sido outra longa semana coordenando sessões de treinamento através do país. Geralmente gosto de relaxar no vôo para casa, ler alguma coisa fácil, talvez até mesmo fechar os olhos por alguns minutos. Entretanto, tento ficar aberta para o que quer que aconteça. Normalmente faço uma pequena prece: "Quem quer que se sente a meu lado, deixe que aconteça e ajude-me a estar aberta para isto."
Neste dia em particular, embarquei no avião e notei um garoto pequeno, com cerca de oito anos de idade, sentado na cadeira da janela ao meu lado. Adoro crianças.
No entanto, estava cansada. Meu primeiro instinto foi: "Ah, meu Deus, não tenho certeza se isso vai ser bom." Tentando ser o mais amigável possível, eu disse "Oi" e me apresentei. Ele me falou que seu nome era Bradley. Começamos a conversar e, em alguns minutos, ele me confidenciou:
- É a primeira vez que ando de avião. Estou um pouco nervoso.
Contou-me que ele e sua família visitaram seus primos e que acabou ficando mais algum tempo depois que sua família voltara para casa. Agora estava voando para casa, sozinho.
- Voar é muito fácil - tentei lhe assegurar - É uma das coisas mais fáceis que você irá fazer na vida. - Fiz uma pausa, pensando por um momento, e então lhe perguntei:
- Você já andou de montanha-russa?
- Adoro montanhas-russas!
- Você anda sem se segurar com as mãos?
- Claro, eu adoro - ele riu. Agi como se estivesse horrorizada. - Alguma vez você já andou na frente? - perguntei, fazendo cara de medo.
- Sim, tento pegar o assento da frente todas as vezes! - E você não tem medo disso?
Ele fez que não com a cabeça, sentindo claramente que tinha uma vantagem sobre mim.
- Bem, este vôo não vai ser nada comparado com isso. Eu nem ando em montanha-russa e não tenho o menor medo de voar. Um sorriso abriu caminho em seu rosto.
- Verdade?
Eu podia ver que ele estava começando a achar que talvez fosse corajoso afinal de contas.
O avião começou a taxiar pela pista. Quando decolamos, ele olhou pela janela e começou a descrever com muita animação tudo o que estava acontecendo.
Comentou sobre a formação das nuvens e sobre as figuras que pareciam pintar no céu.
- Esta nuvem parece uma borboleta e aquela, um cavalo! De repente, vi aquele vôo através dos olhos de um menino de oito anos. Era como se fosse a primeira vez que voava.
Mais tarde, Bradley me perguntou o que eu fazia. Contei-lhe sobre os treinamentos que coordenava e mencionei que também faço comerciais para televisão e rádio.
Seus olhos se iluminaram.
- Minha irmã e eu fizemos um comercial de televisão uma vez.
- Você fez? E como foi?
Ele falou que tinha sido muito divertido para eles. Então me disse que precisava ir ao banheiro.
Levantei-me para que ele pudesse passar para o corredor. Foi então que percebi o aparelho em suas pernas. Bradley foi e voltou do banheiro lentamente. Quando se sentou novamente, explicou:
- Tenho distrofia muscular. Minha irmã também tem - ela está de cadeira de rodas agora. Foi por isso que fizemos o comercial. Somos crianças-propaganda para distrofia muscular.
Quando começamos a aterrissar, ele me olhou, sorriu e falou sussurrando, quase como se estivesse envergonhado:

- Sabe, eu estava realmente preocupado com quem ia sentar a meu lado no avião. Fiquei com medo que fosse alguém rabugento que não quisesse conversar comigo. Estou muito feliz de ter sentado ao seu lado.
Pensando a respeito de toda a experiência mais tarde, naquela noite, lembrei-me do valor de ficar aberta para o momento. Uma semana que começara sendo a treinadora terminara como a aluna.
Agora, quando as coisas ficam difíceis - e ficam, inevitavelmente -, olho pela janela e tento ver que imagens as nuvens estão formando no céu. E me lembro de Bradley, a linda criança que me ensinou esta lição.


(Joyce A. Harvey)        





UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...


E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.






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