Quarta-feira, 08
de novembro de 2017
“Ser íntegro é
fazer aquilo que considera correto. Sem necessidade de ter especialidades.”
EVANGELHO DE HOJE
Lc 14,25-33
— O Senhor esteja
convosco.
— Ele está no meio
de nós.
— PROCLAMAÇÃO do
Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas
— Glória a vós,
Senhor!
Ora, ia com ele
uma grande multidão; e, voltando-se, disse-lhe:
Se alguém vier a
mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e
ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.
E qualquer que não
levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo.
Pois qual de vós,
querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos
gastos, para ver se tem com que a acabar?
Para que não
aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos
os que a virem comecem a escarnecer dele,
Dizendo: Este
homem começou a edificar e não pôde acabar.
Ou qual é o rei
que, indo à guerra a pelejar contra outro rei, não se assenta primeiro a tomar
conselho sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com
vinte mil?
De outra maneira,
estando o outro ainda longe, manda embaixadores, e pede condições de paz.
Assim, pois,
qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu
discípulo.
Palavra da
Salvação
Glória a vós
Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
“(…) Bendizemos ao Pai porque, mesmo entre dificuldades e incertezas,
todo homem aberto sinceramente à verdade e ao bem comum, pode chegar a
descobrir na lei natural escrita em seu coração”. ( (Doc. de Aparecida §123)
Temos colocado durante essa semana que a santidade é uma longa estrada
a ser percorrida e como tal, nem sempre tem um percurso fácil ou acessível.
Olhando sob esse ângulo, ou seja, pelas dificuldades naturais de se realizar o
trajeto, como então não perceber que quanto mais peso levo mais difícil será
terminar o caminho? “(…) Se um de vocês quer construir uma torre, primeiro
senta e calcula quanto vai custar, para ver se o dinheiro dá. Se não fizer
isso, ele consegue colocar os alicerces, mas não pode terminar a construção. Aí
todos os que virem o que aconteceu vão caçoar dele, dizendo: “Este homem
começou a construir, mas não pôde terminar”.
Precisamos com todas as forças e atenção lutar para que não levemos
nada que não nos pertence, pois o mal tem a estranha mania de se agarrar em nós
como carrapichos. Quem já andou por uma mata ou terreno baldio deve entender
essa situação. Mas que carrapichos são esses?
A vaidade, o medo, a soberba, o orgulho, a arrogância, a prepotência, a
indiferença, o ciúme, a inveja, (…) todos eles tem a propriedade de furar as
nossas defesas mais sólidas e no nosso coração depositar sua semente. É bem
comum vermos capim nascendo em meio a fendas no concreto. Não precisam de muita
coisa; precisam apenas de uma fresta.
A bem da verdade me parece que Jesus queria nos alertar é desses apegos
indesejáveis que acabam nos acometendo. Não vejo Jesus de fato querendo que
famílias se desfizessem, mas que os filhos não decretassem sua permanência no
pecado individual e social pela ignorância dos seus pais e de suas tradições.
Jesus queria ofertar um bem maior, mas os medos impregnados pelos anos
de violência a aquele povo tampavam os olhos dos mais velhos, que nitidamente,
já haviam sofrido muito. A descrença é, portanto comum naquele que muito sofreu
e que mesmo hoje vivendo um período de paz, teme revoltar-se (ou mudar).
A revolta proposta por Jesus com o “VEM E SEGUE-ME”; ela era (e é) uma
revolução de dentro para fora. O chamado não permitia (ou permite) que outra
pessoa responda por ele , recorde então a passagem de Zaqueu, quando Jesus
olhando para aquele franzino em cima de uma árvore (Zaqueu), requer uma tomada
de decisão pessoal e intransferível.
“(…) Jesus entrou em Jericó e ia atravessando a cidade. Havia aí um
homem muito rico chamado Zaqueu, chefe dos recebedores de impostos. Ele
procurava ver quem era Jesus, mas não o conseguia por causa da multidão, porque
era de baixa estatura. Ele correu adiande, subiu a um sicômoro para o ver,
quando ele passasse por ali. Chegando Jesus àquele lugar e levantando os olhos,
viu-o e disse-lhe: ZAQUEU, DESCE DEPRESSA, PORQUE É PRECISO QUE EU FIQUE HOJE
EM TUA CASA. ELE DESCEU A TODA A PRESSA E RECEBEU-O ALEGREMENTE “. (Lucas 19,
1-6)
Se a caminhada, como já enfatizamos, será longa, quanto mais peso levo
mais complicada será para me manter nela. O peso das coisas que carrego
fatalmente ou me farão parar mais vezes ou nos motivará a desistir. Zaqueu
tinha tanto por “perder”, mas preferiu perder para ganhar.
Quando éramos jovens nossos pais sabiam por onde andávamos pela cor da
roupa que chegávamos em casa e quantas vezes tentamos mentir mas os sinais no
corpo denunciavam, inclusive os carrapichos. Mais que nossos pais, Deus sabe
por onde andamos e conhece cada um dos carrapichos que tememos retirar. Quem nunca
espetou o dedo tentando arrancá-los?
Deixa hoje Deus tirar o que não é necessário.
Receba essa mensagem de Deus em seu coração.
Um imenso abraço fraterno.
CURIOSIDADES
Maçonaria
A origem do nome Maçonaria vem do
francês “maçon” (pedreiro). Aqui no Brasil, a Maçonaria foi uma Sociedade
Secreta até o século 19, e mesmo assim, mistérios e segredos ainda rondam a
organização, que teve seu primeiro registro oficial em 1717. Pelo fato da
organização ter alguns costumes e perseguições do passado, existem algumas
histórias curiosas sobre a irmandade, mas a maioria delas não passam de lendas.
Como em toda organização, a
Maçonaria também teve suas mudanças conforme o tempo foi passando,
principalmente sobre o anonimato dos integrantes. No mundo existem cerca de 2,3
milhões de maçons, e segundo um artigo do maçom Fabio Pedro-Cyrino (secretário
estadual de orientação ritualística de uma das maiores organizações maçônicas
do Brasil), o GOSP (Grande Oriente de São Paulo) tem cerca de 214 mil maçons
brasileiros.
Mas como a Maçonaria se mantém
secreta até hoje?
Na verdade, eles nem são tão
secretos assim. E entrevista ao site Vix, o historiador Pilar Gomez, da USP,
que estuda a Maçonaria a quatro anos, Pilar afirmou o seguinte: “Hoje várias
informações são públicas. Se você perguntar para um maçom, ele não vai dizer
que é secreto, mas que é discreto”.
Uma pesquisa feita por Tania Andrade
Lima e Marília Nogueira da Silva do departamento de antropologia do Museu
Nacional, e publicada pela USP, diz que as bases da Maçonaria moderna foram
fundadas ainda em 1717. Nesse tempo, os pedreiros da época formaram a ordem, e
por terem conhecimento da construção de edifícios de igrejas e castelos, eles
eram os arquitetos e e engenheiros. Por
isso, seus segredos sobre o trabalho eram transmitidos apenas para os
aprendizes, pois assim evitava que qualquer pessoa roubasse as técnicas.
Mas corporações de ofício, eles se
reuniam e guardavam suas técnicas. Após o final da Idade Média, a irmandade
começou a aceitar outras pessoas, além de pedreiros. Depois disso, a Maçonaria
se tornou uma organização que se dedica a liberdade de pensamento e expressão,
religiosa, política, e contra qualquer tipo de absolutismo.
Inclusive, a irmandade teve muita
influência na Revolução Francesa e na Independência dos EUA. Aqui no Brasil, a
Maçonaria teve uma forte participação na abolição da escravatura, da
Independência e da proclamação da República.
O fato da Maçonaria não ser mais
secreta vai de encontro com o livro de Martin Short, “Inside the Brotherhood”,
que diz que os maçons já foram secretos, mas que ao longo do século 20,
redefiniram como discretos. Pilar Gomez destaca que não internet existem
informações oficiais sobre as reuniões da irmandade. “As lojas do Rio de
Janeiro informam os horários de todas as reuniões, a própria maçonaria divulga
essas informações”, afirma Pilar.
Fazer parte da Maçonaria no século
18 é completamente diferente da Maçonaria do século 21. Para vocês terem uma
ideia no século 18, a prática era vista como sociedade secreta, e sendo assim,
nem podia existir. Na época, todas as organizações eram obrigadas a entregar
listas com os nomes dos participantes. E como a Maçonaria não entregava a lista
par as autoridades, foi considerada secreta, e consequentemente, proibida.
Talvez isso também tenha aumentado o mistério em volta da irmandade.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Tinha sido outra longa semana
coordenando sessões de treinamento através do país. Geralmente gosto de relaxar
no vôo para casa, ler alguma coisa fácil, talvez até mesmo fechar os olhos por
alguns minutos. Entretanto, tento ficar aberta para o que quer que aconteça.
Normalmente faço uma pequena prece: "Quem quer que se sente a meu lado,
deixe que aconteça e ajude-me a estar aberta para isto."
Neste dia em particular, embarquei
no avião e notei um garoto pequeno, com cerca de oito anos de idade, sentado na
cadeira da janela ao meu lado. Adoro crianças.
No entanto, estava cansada. Meu
primeiro instinto foi: "Ah, meu Deus, não tenho certeza se isso vai ser
bom." Tentando ser o mais amigável possível, eu disse "Oi" e me
apresentei. Ele me falou que seu nome era Bradley. Começamos a conversar e, em
alguns minutos, ele me confidenciou:
- É a primeira vez que ando de
avião. Estou um pouco nervoso.
Contou-me que ele e sua família
visitaram seus primos e que acabou ficando mais algum tempo depois que sua
família voltara para casa. Agora estava voando para casa, sozinho.
- Voar é muito fácil - tentei lhe
assegurar - É uma das coisas mais fáceis que você irá fazer na vida. - Fiz uma
pausa, pensando por um momento, e então lhe perguntei:
- Você já andou de montanha-russa?
- Adoro montanhas-russas!
- Você anda sem se segurar com as
mãos?
- Claro, eu adoro - ele riu. Agi
como se estivesse horrorizada. - Alguma vez você já andou na frente? -
perguntei, fazendo cara de medo.
- Sim, tento pegar o assento da
frente todas as vezes! - E você não tem medo disso?
Ele fez que não com a cabeça,
sentindo claramente que tinha uma vantagem sobre mim.
- Bem, este vôo não vai ser nada
comparado com isso. Eu nem ando em montanha-russa e não tenho o menor medo de
voar. Um sorriso abriu caminho em seu rosto.
- Verdade?
Eu podia ver que ele estava
começando a achar que talvez fosse corajoso afinal de contas.
O avião começou a taxiar pela pista.
Quando decolamos, ele olhou pela janela e começou a descrever com muita
animação tudo o que estava acontecendo.
Comentou sobre a formação das nuvens
e sobre as figuras que pareciam pintar no céu.
- Esta nuvem parece uma borboleta e
aquela, um cavalo! De repente, vi aquele vôo através dos olhos de um menino de
oito anos. Era como se fosse a primeira vez que voava.
Mais tarde, Bradley me perguntou o
que eu fazia. Contei-lhe sobre os treinamentos que coordenava e mencionei que
também faço comerciais para televisão e rádio.
Seus olhos se iluminaram.
- Minha irmã e eu fizemos um
comercial de televisão uma vez.
- Você fez? E como foi?
Ele falou que tinha sido muito
divertido para eles. Então me disse que precisava ir ao banheiro.
Levantei-me para que ele pudesse
passar para o corredor. Foi então que percebi o aparelho em suas pernas.
Bradley foi e voltou do banheiro lentamente. Quando se sentou novamente, explicou:
- Tenho distrofia muscular. Minha
irmã também tem - ela está de cadeira de rodas agora. Foi por isso que fizemos
o comercial. Somos crianças-propaganda para distrofia muscular.
Quando começamos a aterrissar, ele
me olhou, sorriu e falou sussurrando, quase como se estivesse envergonhado:
- Sabe, eu estava realmente
preocupado com quem ia sentar a meu lado no avião. Fiquei com medo que fosse
alguém rabugento que não quisesse conversar comigo. Estou muito feliz de ter
sentado ao seu lado.
Pensando a respeito de toda a
experiência mais tarde, naquela noite, lembrei-me do valor de ficar aberta para
o momento. Uma semana que começara sendo a treinadora terminara como a aluna.
Agora, quando as coisas ficam
difíceis - e ficam, inevitavelmente -, olho pela janela e tento ver que imagens
as nuvens estão formando no céu. E me lembro de Bradley, a linda criança que me
ensinou esta lição.
(Joyce A. Harvey)
UM ABENÇOADO DIA
PRA VOCÊ...
E até que nos
encontremos novamente,
que Deus lhe
guarde serenamente
na palma de Suas
mãos.
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