quinta-feira, 30 de novembro de 2023

Sexta-feira 01-12-2023

 

Sexta-feira, 01 de dezembro de 2023

 

“Montando a árvore de natal, podemos ver em cada bola um remontar, em cada adereço uma esperança, em cada lâmpada um caminho novo a seguir renovando as esperanças, e na estrela do alto um guia em novos caminhos. Essa árvore, por mais que seja bela, se vista por este ângulo, estará ainda mais bela por sua missão.” (Jean Carlos Sestrem)

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Lc 21-29-33

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.­

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas

— Glória a vós, Senhor!

 

 

E Jesus contou-lhes uma parábola: “Olhai a figueira e todas as árvores. Quando começam a brotar, basta olhá-las para saber que o verão está perto. Vós, do mesmo modo, quando virdes acontecer essas coisas, ficai sabendo que o Reino de Deus está perto. Em verdade vos digo: esta geração não passará antes que tudo aconteça. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão”.

 

 

Palavra da salvação

Glória a vós Senhor.

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Alexandre Soledade

 

Bom dia!

Continuando (…)

Sofremos, lutamos, levantamos e resolvemos continuar, Jesus a nossa frente a nos pedir que ergamos a cabeça que logo seriamos agraciados com a vitória, a conquista. Quem após uma grande turbulência ou adversidade não saiu melhor, mais forte, pronto a superar novos desafios?

O sofrimento trás sim transtornos a nossa vida e daqueles que nos cercam, mas esse duro aprendizado acaba quebrando a dormência de nossa vida. Entenda dormência um processo de “casulo” que toda semente tem, umas mais outras menos.

Uma semente ao cair no solo não germina de imediato, ela esta dormente. Algumas precisam apenas do contato com os nutrientes do solo e um pouco de água para despertar, outras, porém precisam de muito calor. Sementes do nosso cerrado só brotam depois que são queimadas, ou seja, aqueles incêndios que vemos acabam gerando vida após o sofrimento. Entenda nesse exemplo que a natureza, que existe bem antes de qualquer um de nós de certa forma ela consegue ver no sofrimento a própria vida.

Somos suscetíveis a dias bons e dias não tão bons, mas um dia teremos que crescer e ver as folhas brotar (nossos dons, carismas, talentos) e saber que chegou a hora – É verão. O Espírito Santo se revela na primavera, nas flores, na graça, na paz, na alegria (…). Ele nos torna graciosos aos olhos de Deus e dos irmãos. Quem passa por nós sabe que algo mudou. Chega o verão e é hora de revelar o quanto você melhorou, cresceu, mudou…

Sei que é uma canção batida, mas “Então é natal! O que você fez”?

O que mudou? O que vai mudar?

Em um dia, ou seja, 24 horas, podemos ter momentos. Amanhecer cabisbaixo num possível outono; empolgar numa primavera de sorrisos no trabalho; mostrar a tarde todo seu talento de verão e no fim do expediente voltar à realidade, num triste inverno, sozinho num quarto quase depressivo (a) esperando um novo dia amanhecer. Ou então amanhecer sorrindo de orelha a orelha (primavera), trabalhar pensando no intervalo do almoço (outono); passar a tarde reclamando da vida, da falta de oportunidades, de chances (inverno); e a noite, reunido com a família para o jantar (verão)

Durante esses dias, fases, intervalos (…) em que “estação” ou momento ou estado de espírito passamos mais tempo?

Domingo o advento inicia no clamor pelo perdão de nossas faltas, e finda no quarto domingo nos renovando a esperança. O advento, no coração de quem crê, é o fogo que precisávamos para quebrar a dormência do nosso agir. É a oportunidade de voltar a nascer depois de um erro, de uma tragédia, uma perca. É um tempo propício para refletirmos o que fizemos e como fizemos.

Nossa igreja se iniciou no sacrifício pascal de Jesus e continua ano após ano trazendo mensagens de um novo recomeço, de ressurreição, de vida. Se ainda vivemos (ou estamos vivendo) outonos e invernos, em nossa relação comigo mesmo e com os que nos cercam, é porque estou estendendo o sofrimento da cruz deixando “passar batida” a esperança que nasce no presépio.

Quem crê e vigia não precisa temer os evangelhos dessa semana ou tecer, como tantos cientistas, em cálcular o quando e como o mundo viria a acabar. Às vezes levamos 20, 30, 50 ,70 anos pra entender que o verão já chegou, e que esse fim de mundo acontece toda vez que resolvo dar um 180° na minha vida; todo vez que aquele que era torto na vida resolve endireitar, quando um mundo velho acaba e um novo recomeça… Um mundo novo nasce da mudança de atitude de uma única pessoa, pois o reino cabe dentro de um único coração.

 “(…) Os fariseus perguntaram um dia a Jesus quando viria o Reino de Deus. Respondeu-lhes: O Reino de Deus não virá de um modo ostensivo. Nem se dirá: Ei-lo aqui; ou: Ei-lo ali. Pois o Reino de Deus já está no meio de vós”. (Lucas 17, 20-21)

De coração aberto, abra sua vida, sua casa, sua família ao advento.

 “(…) Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo“. (Apocalipse 2, 30)

Um imenso abraço fraterno.

 

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.

A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.

A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.

Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.

 

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.

Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.

A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.

O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.

E será Natal para sempre.

Ah! Seria ótimo se os sonhos do poeta se transformassem em realidade.

Texto extraído do livro "Cadeira de Balanço”- Carlos Drummond de Andrade

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

 

que Deus lhe guarde serenamente

 

na palma de Suas mãos.

 

 

 

 

 

 

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quarta-feira, 29 de novembro de 2023

Quinta-feira 30-11-2023

 

Quinta-feira, 30 de novembro de 2023

 

"Você perde 100% dos tiros que você nunca dá."  (Wayne Gretzky )

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Mt 4,18-22

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.­

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus

— Glória a vós, Senhor!

 

 

Naquele tempo, 18quando Jesus andava à beira do mar da Galiléia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores. 19Jesus disse a eles: “Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens”. 20Eles imediatamente deixaram as redes e o seguiram. 21Caminhando um pouco mais, Jesus viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Estavam na barca com seu pai Zebedeu, consertando as redes. Jesus os chamou. 22Eles imediatamente deixaram a barca e o pai, e o seguiram.

 

 

Palavra da salvação

Glória a vós Senhor.

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Padre Antonio Queiroz

 

 

Imediatamente deixaram as redes e o seguiram.

Hoje é com alegria que nós celebramos a festa do Apóstolo Santo André. Ele nasceu em Betsaida, na Galiléia. A vocação de Santo André está narrada no Evangelho acima, que é próprio da festa dele.

O Evangelho narra Jesus chamando quatro Apóstolos: Simão Pedro, André, João de Tiago.

Como é bom ser chamado por Deus! Nós também somos chamados. Todos sem exceção, porque, se fomos criados por Deus, é porque ele tinha em mente uma vocação para nos dar.

Nós admiramos a resposta pronta dos quatro. Pronta e decidida, porque todos eles perseveraram até a morte. Chama a nossa atenção também as renuncias deles, para poderem seguir a Jesus: deixaram bens materiais como redes, barcos, deixaram a família... e ganharam cem vezes mais.

Outro detalhe importante é que todos estavam trabalhando. Deus gosta de chamar quem está trabalhando, porque vocação é trabalho. Quem não gosta de trabalhar, não vai perseverar no chamado de Deus.

Inclusive, Jesus não os tirou do trabalho; apenas mudou um pouquinho: Pedro e André estavam pescando, tornaram-se pescadores de homens. Tiago e João estavam consertando as redes, continuaram cuidando da grande rede que é a Igreja.

Santo André é citada várias vezes nos Evangelhos. Jo 6,5-12 narra que um dia havia uma grande multidão ouvindo Jesus. Como estava ficando tarde e estavam longe de qualquer povoado, Jesus perguntou a Filipe: “Onde vamos comprar pão para todo este pessoal? Filipe respondeu: Nem duzentos denários de pão bastariam para dar um pedacinho a cada um! André, irmão de Simão Pedro, disse: Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dói peixes. Mas, que é isso para tanta gente?... Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes.” Resultado: todos comeram e ainda sobraram doze cestos.

Veja a grande diferença entre as duas atitudes: a de Filipe e a de André. Filipe disse que não tinha jeito de resolver o problema; André, apesar de ver a desproporção entre o que ele tinha e o necessário, apresentou a Jesus o que ele tinha, e Jesus multiplicou. Deus gosta de multiplicar as coisas, depois que demos o primeiro passo, apresentando-lhe o pouco que temos.

Que Santo André nos ajude a imitá-lo, não só em relação a alimento, mas a tudo. É só apresentar o pouquinho que temos ou que podemos, Deus multiplica. Deus profere que o primeiro passo na solução dos problemas seja dado por nós.

Cada vez que há um problema para resolver em nossas Comunidades, aparecem as duas reações: a de Filipe, negativa, e a de André, positiva.

André apresentou a Jesus aqueles cinco pãezinhos, jogando no escuro, porque ele não sabia o que Jesus ia fazer. A fé consiste exatamente nisso: dar um passo no escuro, caminhar como se visse o invisível.

As nossas famílias, as nossas Comunidades e o nosso bairro estariam bem melhores se nós apresentássemos os nossos cinco pãezinhos. As pastorais costumam fazer isso, e maravilhas acontecem.

Diz a tradição que Santo André foi um Apósstolo zeloso e um grande pregador do Evangelho. Ele pregou em muitas regiões, e finalmente morreu crucificado na Acaia, que é um município da Grécia, localizado na fronteira do País.

Assim como chamou a Santo André, Deus nos chama a todos nós, neste tempo do advento, para darmos um passo à frente na vida cristã. Cada um de nós vai escolher o setor para dar esse passo: a família, a Comunidade, a vida na sociedade...

Havia, certa vez, um rapaz que todos os dias ia para o trabalho de trem. Em determinado lugar, o trem passava por um longo e alto viaduto, onde se podia ver o interior de alguns apartamentos de prédios localizados ao lado da avenida.

Começou a chamar a atenção do rapaz uma senhora idosa que sempre que ele passava, ela estava deitada sobre uma cama. A senhora certamente convalescia de alguma enfermidade, era o que ele pensava.

Em um domingo, o jovem resolver visitar aquela mulher. Comprou um belo presente e levou para ela. Logo ao chegar, contou-lhe que a via todos os dias pela janela do trem. Descobriu que ela morava apenas com uma neta que trabalhava durante o dia.

Para surpresa sua, na segunda-feira, quando ele passou ela estava sorrindo e acenando para ele, apesar de não o distinguir, devido à sua vista fraca.

O gesto de amor do moço deu ânimo àquela senhora e jogou mais luz na sua vida. Este rapaz teve um gesta parecido com o de Santo André, tanto ao respondeu ao chamado de Jesus, como na cena da multiplicação dos pães.

Maria Santíssima era também uma mulher de muita fé, o que a levava a tomar iniciativas. Uma cena parecida com esta da multiplicação dos pães é a das Bodas de Cana. Santa Maria e Santo André, rogai por nós.

Imediatamente deixaram as redes e o seguiram.

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Quando perguntada sobre como mantém a aparência jovem a despeito de seu duro estilo de vida, Madre Teresa respondeu: “Às vezes, um bom sentimento interior vale muito mais do que um esteticista”.

Para o Dia das Mães, Jeannie tinha feito um esforço considerável e planejado tudo para comprar algo muito especial para sua mãe, Bess. Dos primeiros salários que havia recebido economizara cuidadosamente o custo de um consultor de estilo. No dia marcado, essa jovem filha levou sua mãe tímida e despretensiosa ao meu estúdio.

Durante a consulta cromática e a transformação, Bess confessou que havia se concentrado na família durante anos, ignorando a si mesma. Como consequência, nunca parava para pensar quais as roupas que lhe ficavam bem, ou como usar maquiagem.

Enquanto eu colocava cores bonitas perto de seu rosto, ela começou a desabrochar, ainda que não parecesse ter se dado conta. Depois de aplicar as últimas pinceladas de blush e batom para destacar seu colorido, convidei-a a se olhar no grande espelho de pé.Ela olhou demoradamente, como se estivesse observando um estranho, então se aproximou cada vez mais da imagem. Finalmente, olhando de boca aberta, tocou de leve no espelho.

- Jeannie - fez um sinal -, venha cá.

Colocando a filha a seu lado, apontou para a imagem:

- Jeannie, olhe para mim. Eu estou linda!

A jovem sorriu para a mulher mais velha no espelho com lágrimas nos olhos.

- Sim, mamãe, você sempre foi linda.

 (Charlotte Ward)

 

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

 

que Deus lhe guarde serenamente

 

na palma de Suas mãos.

 

 

 

 

 

 

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terça-feira, 28 de novembro de 2023

Quarta-feira 29-11-2023

 

Quarta-feira, 29 de novembro de 2023

 

“Um bebê é a opinião de Deus de que o mundo deve continuar.” (Carl Sandberg).

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Lc 21,12-19

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.­

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas

— Glória a vós, Senhor!

 

 

Antes disso tudo, porém, sereis presos e perseguidos; sereis entregues às sinagogas e jogados na prisão; sereis levados diante de reis e governadores por causa do meu nome. Será uma ocasião para dardes testemunho. Determinai não preparar vossa defesa, porque eu vos darei palavras tão acertadas que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater. Sereis entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos. A alguns de vós matarão. Sereis odiados por todos, por causa de meu nome. Mas nem um só fio de cabelo cairá da vossa cabeça. É pela vossa perseverança que conseguireis salvar a vossa vida!

 

 

Palavra da salvação

Glória a vós Senhor.

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Alexandre Soledade

 

Bom dia!

Todo bom cristão sabe que muitos dos santos que conhecemos sofreram o martírio ao fim da caminhada; sabemos também que alguns foram crucificados, decapitados, mutilados, queimados, (…) Muita coisa mudou mas algumas ainda são as mesmas…

Quem por ventura, mesmo andando corretamente, não se sentiu alvo da maldade e da inveja dos que se acham reis desse mundo? Quantos de nós já se perguntou o porquê de tantos olhares invejosos, discordâncias sem motivo, brigas sem razão, disse-me-disse, intrigas, partidarismos ao nosso redor? Quantas vezes nos sentimos atacados sem saber o motivo? Quantas pontas ou pedaços de flechas ainda existem em nosso coração nos fazendo remoer dores do passado?

Apesar de tudo algo precisa ficar  ressoando no nosso pensamento: a vontade irrevogável de LEVANTAR e CONTINUAR!

Sou fã da série Rocky Balboa, mas não pela violência das cenas, mas pelo que é dito nas entrelinhas da vida daquele personagem que aprendeu apanhando da vida. O protagonista, em seu sexto filme, diz ao seu filho em uma cena, uma frase que cai bem para essa reflexão: “Não importa o quanto você bate, mas sim o quanto aguenta apanhar e continuar. O quanto pode suportar e seguir em frente. É assim que se ganha”

Todos aqueles que não desistem de LEVANTAR e CONTINUAR podem até ser premiados com cabelos brancos, com o sofrimento estampado no rosto cansado e abatido, mas ninguém que tem fé se abate ao sofrimento; ninguém que persevera na esperança fica sem o conforto; ninguém que respondeu com sabedoria a maior das perseguições deixou de ser valorizado por Deus.

 “(…) Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!“. (Mateus 5, 3-5)

Quedas e desânimos serão inevitáveis, mas a cada fraquejada devemos voltar ainda mais convicto do que queremos para nós. De certa forma os sofrimentos, as angustias, nos tornam mais fortes e preparados. O aprendizado de CONTINUAR ANDANDO gera em nós O DESTEMOR. Mas quando não conseguimos superar as adversidades, seja pela fraqueza ou pela falta das forças, entramos num processo que nos levarão, paulatinamente sempre a fugir, a reclusão, ao pânico, e patologicamente a depressão.

 

Costumo dizer que Jesus sempre quer nos ver de pé, pois é através de nossos olhos que Ele vê a nossa sinceridade, a nossa força, nossa gana. Pedras SEMPRE existirão no meio do caminho como diria Carlos Drummond de Andrade, mas as pedras escondem um prêmio para quem teve coragem de levantar após cada dificuldade enfrentada.

Não tenhamos medo.

Um imenso abraço fraterno.

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

“Um bebê é a opinião de Deus de que o mundo deve continuar.” (Carl Sandberg).

 

Ben nasceu no dia 20 de setembro de 1989. Pouco depois de seu nascimento, soubemos de sua cegueira e surdez. Quando estava com três anos, soubemos também que nunca andaria.

A partir do segundo dia de vida de Ben, nossa família percorreu um caminho que nunca havíamos imaginado. Centenas e centenas de quilômetros até os melhores médicos e os melhores hospitais. Centenas de agulhas e raios-X, tomografias computadorizadas e ressonâncias magnéticas.

Depois disso vieram as lentes de contato, o aparelho nos dentes, aparelhos auditivos, cadeiras de rodas, andadores e macacões para engatinhar - junto com todos os terapeutas para nos mostrar como usar todas essas coisas.

As operações nunca pararam.

A vida de Ben hoje em dia consiste de seu professor habitual, um professor para pessoas com deficiência visual, um professor para pessoas com deficiência auditiva, um terapeuta ocupacional, um fisioterapeuta, um patologista de fala e linguagem, um pediatra, um neurologista, ortopedistas, um oftalmologista pediátrico, um otorrino, um fonoaudiólogo, um dentista, um cirurgião-dentista e um ortodontista - e ele só tem oito anos de idade.

Ainda assim, todas as manhãs meu homenzinho acorda com o maior sorriso no rosto, como se dissesse: "Ei, vocês, estou aqui para mais um dia, e estou tão feliz!"

Nossa filha nasceu três anos antes de Ben. Lembro-me de seu pai e eu olhando para ela durante enormes períodos de tempo quando ela tinha cerca de dois anos, esperando que a próxima palavra ou som escapulisse.

Sempre que isso acontecia era um momento marcante na história - um tópico de orgulhosas conversas com quem quer que tivesse a paciência de escutar. Realmente tínhamos uma criança brilhante e notável. Ainda temos.

Depois que Ben nasceu, nosso amor por ele mudou nossa visão sobre o que era realmente importante a respeito de nossos filhos. Não tinha mais importância quantas palavras falavam com quantos anos, ou que desenvolvimento fenomenal acontecia antes da previsão feita em qualquer livro sobre bebês.

Nossos filhos se tornaram indivíduos, cada um possuindo qualidades maravilhosas, que não devem ser comparadas. Suas vidas não devem ser medidas pela falta de habilidade ou pela habilidade excepcional, mas pela força da perseverança.

Quando Ben estava com cerca de quatro anos, dirigia com bastante domínio sua cadeira de rodas, mas nunca havia dito uma palavra - apenas sons abertos de vogais. Então nossa família começou a botar um gravador na mesa durante o jantar para gravar os sons que Ben estava fazendo porque ele demonstrava claramente que queria participar das conversas. Pensamos que, talvez, se ele ouvisse sua voz gravada e as nossas, isso estimularia algo dentro dele.

Um dia, em setembro de 1993, a fita estava rodando enquanto eu alimentava Ben e fazia alguns sons, tentando estimular algum interesse nele. De repente, o tempo parou. Nunca esquecerei a expressão dos olhos de Ben, a concentração em seu rosto, a forma de sua boca, como ele olhava para mim de sua cadeira de rodas quando falou suas primeiras três palavras:

- Eu te amo.

Virei-me para meu marido e ele olhou para mim com os olhos cheios d'água e disse:

- Terry, eu o ouvi!

Ben disse aquelas palavras para mim, e eu as tenho gravadas para ouvir sempre que precisar.

Também fico grata, pois ele não disse outra palavra desde então!

Mas, vocês sabem, eu não ouço a fita com tanta freqüência. Não preciso. Sempre irei reconhecer a expressão de seus olhos – mesmo que sejam cegos - quando ele procura o meu rosto para me dar um beijo. Isso é tudo o que eu preciso.

 (Terry Boisot)

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

 

que Deus lhe guarde serenamente

 

na palma de Suas mãos.

 

 

 

 

 

 

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segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Terça-feira 28-11-2023

 

Terça-feira, 28 de novembro de 2023

 

"O êxito é fácil de obter. O difícil é merecê-lo". (Albert Camus).

 

 

EVANGELHO DE HOJE

Lc 21,5-11

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.­

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas

— Glória a vós, Senhor!

 

 

Algumas pessoas comentavam a respeito do templo, que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas. Jesus disse: “Admirais essas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído”. Mas eles perguntaram: “Mestre, quando será, e qual o sinal de que isso está para acontecer?”. Ele respondeu: "Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: 'Sou eu!', e ainda: 'O tempo está próximo'. Não andeis atrás dessa gente! Quando ouvirdes falar em guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que essas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim". E Jesus continuou: “Há de se levantar povo contra povo e reino contra reino. Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em vários lugares; acontecerão coisas pavorosas, e haverá grandes sinais no céu”.

 

Palavra da salvação

Glória a vós Senhor.

 

 

 

MEDITAÇÃO DO EVANGELHO

Alexandre Soledade

 

Bom dia!

Quantas pessoas que conhecemos vivem uma visão apocalíptica da vida? Quantos parecem ter desistido de lutar em vida e passado a esperar o fim como salvação. Sim! Parece que seja esse o grande motivo de se desejar tanto o fim do mundo – um fruto amargo chamado insatisfação pessoal.

Estranhamente, vemos nessas pessoas, irmãos e irmãos de longa caminhada, a descrença quanto ao futuro em vista do seu ATUAL presente. Sei que é duro de falar nisso, mas todo aquele que se apega ao apocalipse esquece-se de viver a Páscoa. Como pode alguém convencer outro sobre a vida, a cura, de um milagre se no fundo deseja fugir?

Pensar no fim pode ser sim uma fuga da realidade. É querer como os apóstolos no monte Tabor, esquecer de voltar à realidade e ali montar suas tendas. É tentar “apressar” a volta de Jesus para enfim morar no paraíso. Todos queremos um dia sermos dignos do paraíso, mas creio que não é fugindo que o alcança.

Jeremias vivia exilado na Babilônia, Deus se fez revelar assim:

 “(…) Sei muito bem do projeto que tenho em relação a vós — oráculo do SENHOR! É um projeto de felicidade, não de sofrimento: dar-vos um futuro, uma esperança! Quando me invocardes, ireis em frente, quando orardes a mim, eu vos ouvirei. Quando me procurardes, vós me encontrareis, quando me seguirdes de todo coração, eu me deixarei encontrar por vós — oráculo do SENHOR. Mudarei vosso destino, vou reunir-vos de todos as terras e lugares por onde vos dispersei — oráculo do SENHOR —, e trazer de volta para este lugar do qual vos exilei”. (Jeremias 29, 11-14)

Esse pensamento apocalíptico é tão evidente em algumas pessoas que até se dão ao luxo de escolher datas como 2000, 2012, 2023, (…) ou quando vêem doenças novas surgir a anunciar o fim dos tempos. Lembro recentemente da gripe suína, conheço gente que não saia de casa esperando o fim do mundo (hunf). Isso não é brincadeira e sim fanatismo religioso baseado na imaturidade pessoal.

Não vejo Deus preocupado em destruir aquilo que pacientemente edificou. Jesus nesse evangelho profetisa o que realmente veio acontecer com Jerusalém e fatalmente aconteceria a todas as nações que assim se comportassem. Se cada um de nós não levantar a bandeira de defesa do meio ambiente, com certeza, um dia teremos problemas, pois isso é um fato; se não levantarmos a bandeira da defesa das famílias, do emprego, da dignidade humana, (…) também teremos problemas, mas as nossas dificuldades atuais não podem nos impor um regime de medo e tão pouco o direito de amedrontar as pessoas.

Deus anda conosco e sempre andará. Atitudes mudadas no presente podem nos garantir um futuro melhor. Não nos exilemos ou nos encarceremos pelo medo. “(…) Pois Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de força, de amor e de moderação”. (II Timóteo 1, 7)

Como nosso frei Alceu diz: “fuja desse povo que vê o fim do mundo toda hora”.

Um imenso abraço fraterno.

 

 

 

MOMENTO DE REFLEXÃO

 

Fui ao consultório do Dr. Belt para um check-up apenas algumas semanas depois de minha cirurgia. Isso foi logo depois do primeiro tratamento de quimioterapia.

A cicatriz ainda estava muito sensível. A parte de baixo do meu braço estava dormente. Um conjunto de sensações estranhas e novas parecia compartilhar o espaço anteriormente conhecido como meus seios - agora amorosamente apelidado de "o seio e o tórax".

Como sempre, fui levada a uma sala de exames para que mais uma vez tirassem meu sangue - um processo aterrorizante para mim, que tenho tanto medo de agulhas.

Deitei-me na mesa de exames. Vestia uma camisa larga de flanela xadrez e um corpete por baixo. Era uma roupa estudada cuidadosamente que eu esperava fosse vista pelos outros como uma roupa esporte qualquer. O xadrez da camisa camuflava meu seio, o corpete o protegia e os botões facilitavam o acesso médico.

Ramona entrou na sala. Seu sorriso caloroso e brilhante era familiar e contrastava com meus medos. Eu a tinha visto pela primeira vez no consultório há algumas semanas.

Não foi a enfermeira que me atendeu naquele dia, mas lembrei-me dela porque estava rindo. A risada tinha um timbre profundo, rico, aveludado. Lembro-me de ter pensado no que poderia ser tão engraçado, atrás da porta do consultório.

O que poderia encontrar naquela situação para rir daquele jeito? Deduzi que ela não levava a coisa toda suficientemente a sério e que eu tentaria achar uma enfermeira que levasse. Mas eu estava errada.

Naquele dia foi diferente. Ramona já havia tirado meu sangue antes. Ela conhecia meu medo de agulhas e gentilmente escondeu toda a parafernália embaixo de uma revista com a alegre fotografia da reforma de uma cozinha. Quando abrimos a camisa e tiramos o corpete, o catéter no meu peito ficou exposto e, com ele, a recente cicatriz.

Ela disse:

- Como anda sua cicatrização? Respondi:

- Acho que bastante bem. Lavo em volta com cuidado todos os dias.

A lembrança da água do chuveiro atingindo a carne dormente passou pela minha mente.

Ela se debruçou e passou gentilmente a mão na cicatriz, examinando a textura da pele nova e procurando irregularidades. Comecei a chorar baixinho. Olhou para mim com olhos amigos e disse:

 

- Você ainda não a tocou, não é? E eu respondi:

- Não.

Então esta mulher maravilhosa e carinhosa colocou a palma de sua mão marrom-dourada em meu peito pálido e permaneceu com ela ali por muito tempo. Continuei a chorar baixinho. Com tom suave, ela disse:

- Isto faz parte do seu corpo. Isto é você. Você pode tocá-la.

Mas eu não podia. Ela a tocou para mim. A cicatriz. O ferimento que estava se curando. E, por baixo, tocou meu coração. Em seguida, Ramona disse:

- Eu seguro a sua mão, enquanto você a toca.

Colocou a mão ao lado da minha e ficamos as duas caladas. Este foi o presente que Ramona me deu.

Naquela noite, quando fui me deitar para dormir, botei delicadamente a mão no peito e a deixei ali até pegar no sono. Eu sabia que não estava sozinha. Estávamos todos juntos na cama, metaforicamente, meu seio, meu tórax, o presente de Ramona e eu.

 

(Betty Aboussie Ellis)

 

 

 

 

 

UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...

 

 

 

E até que nos encontremos novamente,

 

que Deus lhe guarde serenamente

 

na palma de Suas mãos.

 

 

 

 

 

 

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