Terça-feira, 21 de novembro de 2023
"A
pessoa que concorda com tudo o que você diz, ou é tolo, ou está se preparando
para enganá-lo." (Kin Hubbard )
EVANGELHO DE HOJE
Mt
12,46-50
—
O Senhor esteja convosco.
—
Ele está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus
—
Glória a vós, Senhor!
Naquele
tempo, 46enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos
ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47Alguém disse a Jesus:
“Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar contigo”. 48Jesus
perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?”
49E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus
irmãos. 50Pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus,
esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.
Palavra
da salvação
Glória
a vós Senhor.
MEDITAÇÃO DO EVANGELHO
Alexandre Soledade
Bom dia!
Bem a frente desse
momento, outra situação obrigou a Jesus ter “um mesmo peso”. Todos devem
lembrar quando dois dos seus discípulos pediram para sentar-se um a sua direita
e outro a sua esquerda e o Senhor pacientemente os exortou a respeitar a divina
escolha e ao divino tempo.
“(…) Nisso aproximou-se a mãe dos filhos de
Zebedeu com seus filhos e prostrou-se diante de Jesus para lhe fazer uma
súplica. Perguntou-lhe ele: Que queres? Ela respondeu: Ordena que estes meus
dois filhos se sentem no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda.
Jesus disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu devo
beber? Sim, disseram-lhe. De fato, bebereis meu cálice. QUANTO, PORÉM, AO
SENTAR-VOS À MINHA DIREITA OU À MINHA ESQUERDA, ISTO NÃO DEPENDE DE MIM VO-LO
CONCEDER. ESSES LUGARES CABEM ÀQUELES AOS QUAIS MEU PAI OS RESERVOU”. (Mateus
20, 20-23)
Humano e ao mesmo
divino, Jesus poderia privilegiar os seus, mas deixava claro que sociedade
esperava que nascesse após a divulgação pública da Boa Nova: Uma sociedade
justa e longe das prevaricações. Essa talvez tenha sido uma das “bandeiras”
defendidas por Jesus que mais incomodavam aos doutores da lei: OS PRIVILÉGIOS!
Sem dúvida que o maior
dos privilégios (ou quereres) a ser enfrentado era o individual, pois por
instinto, precisamos antes de tudo pensar primeiro em nós e em seguida nos
outros.
Esse ato humano e
natural vem à tona no sofrimento do Senhor no horto das oliveiras, mas a Sua
missão divina o move a continuar focado no caminho. Quem de nós pensaria
primeiro nos outros em detrimento ao meu querer? Jesus descarta o seu
privilégio divino e se oferece por sua criatura. Estudiosos, inclusive os mais
céticos, afirmam que Jesus era divino visto que andava na “contramão” do
raciocínio lógico, fisiológico e
psicológico que possuímos.
“(…) O olhar de Cristo esconde nas entrelinhas
complexos fenômenos intelectuais e uma delicadeza emocional. Mesmo no extremo
da sua dor ele se preocupava com a angústia dos outros, sendo capaz de romper o
instinto de preservação da vida e acolher e encorajar as pessoas, ainda que
fosse com um olhar… Quem é capaz de se preocupar com a dor dos outros no ápice
da sua própria dor? Se muitas vezes queremos que o mundo gravite em torno de
nossas necessidades quando estamos emocionalmente tranqüilos, imagine quando
estamos sofrendo, ameaçados, desesperados”. (Augusto Cury – Mestre dos mestres)
Nosso raciocínio lógico
também se mostra convincente quando ao sermos perseguidos optamos por desistir.
Sim! Ninguém é obrigado a sofrer, mas de que vale desistir sem lutar? Quais são
os verdadeiros motivos que me fazem continuar? Será que os motivos são tão
pequenos que os tornam pequenos ao ponto de serem descartáveis?
Evidente que existem
coisas que superam nossas forças mas muitos dos que desistem de algo foi por
que entrou na luta pelos motivos errados ou não acreditavam muito no que
queriam. Por exemplo quando luto pra ser chefe, por uma promoção E NÃO TENHO
TER LASTRO, COMPETENCIA OU CONHECIMENTO PARA TAL FUNÇÃO; quando quero ser
reconhecido numa função que fica por “trás das cortinas” e não no palco; quando
quero aplausos pelo meu lindo canto ou tapinhas nas costas por minha linda
pregação, será que estou maduro para entender que na verdade minha verdadeira
função era passar desapercebido para deixar que as pessoas vissem o Cristo e não a mim?
Motivos justos nos
motivam a perseverar, os “quereres” são descartáveis. É claro e repito, que
existe aquilo que esta além das nossas forças, mas isso é um tema para outra
reflexão
Quem por ventura exerce
uma liderança profissional, social ou comunitária, quais os motivos que o
levaram a assumir essa função? Quem há muitos anos “NÃO LARGA O OSSO” e não
treina substitutos, o que desejas com isso? Perpetuar-se? Isso se chama tirania
e não democracia.
Em meio ao sofrimento do
horto, das confusões, dos desentendimentos, optaríamos em continuar? Jesus
certa altura falou do peso dos “fardos” e hoje a reflexão que ninguém terá
tratamento diferenciado ou privilegiado perante os olhos de Deus.
E por falar em
diferenças…
Outra coisa que
precisamos repensar é o tratamento desigual que damos as pessoas em troca de
interesses. Por que temos a triste mania de tratar bem aqueles que tenho algum
interesse e passar desapercebido o simples? Será que a copeira não deve ter o
mesmo tratamento do diretor?
Por estarmos num
ambiente chamado igreja, deveríamos entender que lá seria um dos poucos lugares
no mundo onde não deveriam ter diferenças de tratamento, pois para Deus somos
todos iguais. O que doou cerveja e refrigerante para a festa do padroeiro
deveria ter o mesmo tratamento gentil daquele que doa suas duas moedinhas no
ofertório, pois o motivo que trouxe o simples de coração a aquele local foi
idêntico a mulher que enxugava os pés de Jesus com os cabelos
“(…) Meus irmãos, na vossa fé em nosso
glorioso Senhor Jesus Cristo, guardai-vos de toda consideração de pessoas.
Supondo que entre na vossa reunião um homem com anel de ouro e ricos trajes, e
entre também um pobre com trajes gastos; se atenderdes ao que está
magnificamente trajado, e lhe disserdes: Senta-te aqui, neste lugar de honra, e
disserdes ao pobre: Fica ali de pé, ou: Senta-te aqui junto ao estrado dos meus
pés, não é verdade que fazeis distinção entre vós, e que sois juízes de
pensamentos iníquos? Ouvi, meus caríssimos irmãos: porventura não escolheu Deus
os pobres deste mundo para que fossem ricos na fé e herdeiros do Reino
prometido por Deus aos que o amam? Mas vós desprezastes o pobre! Não são
porventura os ricos os que vos oprimem e vos arrastam aos tribunais? “. (Tiago
2, 1-6)
Deixo ao fim a reflexão
proposta pelo site da CNBB
“(…) Jesus não quer que nós sejamos seus
servos, pois o amor que ele tem por nós não permite isso. O apóstolo São João
nos diz no seu Evangelho que Jesus não chama os seus seguidores de servos, mas
de amigos, porque lhes revelou tudo o que o Pai lhe deu a conhecer. Mas no
Evangelho de hoje, Jesus vai mais além, ele nos mostra que quer que todos os
que ele ama e o amam sejam membros da sua família, participem da sua vida
divina. Para demonstrar o amor que temos por Jesus, não basta apenas afirmar o
amor que se sente por ele, é preciso ir além, é preciso conhecer e realizar a
vontade do Pai. Somente quem faz a vontade do Pai ama verdadeiramente a Jesus,
torna-se membro da sua família e participa da sua vida”.
Hoje é dia de nossa
Senhora do Carmo. Dia legal para reavivar as bênçãos sobre os escapulários. Um
abraço fraterno todo especial ao pessoal do nordeste que usa esse texto toda
segunda feira no terço dos homens.
Viva Maria! Modelo de
pessoa que pouco se importou em ter um local de destaque, mas foi até o fim. Do
anuncio do anjo até a ressurreição passando pela dor do calvário e cruz ao ver
seu filho sofrer, morrer e ser glorificado. Que pena que não entendem a nossa
admiração por essa mulher fantástica.
Um imenso abraço
fraterno.
MOMENTO DE REFLEXÃO
Quando Amy Hagadorn
dobrou a esquina no final do corredor de sua sala de aula, colidiu com um
garoto alto da quinta série correndo na direção oposta.
- Olhe por onde anda,
coisinha - gritou o garoto enquanto se desviava da menina da terceira série.
Então, com um sorriso afetado, o garoto segurou sua perna direita e imitou a
maneira que Amy mancava quando estava andando.
Amy fechou os olhos por
um instante. "Ignore-o", disse para si mesma enquanto se dirigia para
a sala de aula. Mas, no final do dia, Amy ainda estava pensando sobre a
zombaria do garoto.
E ele não era o único.
Desde que Amy entrara para o terceiro ano, alguém zombava dela todo santo dia,
a respeito de sua forma de falar ou de seu andar manco. Às vezes, mesmo em uma
sala cheia de outros alunos, as zombarias a faziam sentir-se sozinha.
À mesa de jantar naquela
noite, Amy ficou calada. Sabendo que as coisas não iam bem na escola, Patty
Hagadorn ficou feliz por ter boas notícias para partilhar com sua filha.
- Há um concurso de
desejos de Natal na estação de rádio local - anunciou. - Escreva uma carta para
Papai Noel e você pode ganhar um prêmio. Acho que alguém de cabelos louros e
cacheados nesta mesa deveria entrar.
Amy riu e um papel e uma
caneta surgiram. - Querido Papai Noel - ela começou.
Enquanto Amy caprichava
na caligrafia, o resto da família tentava descobrir o que ela poderia pedir
para Papai Noel.
Tanto a irmã de Amy,
Jamie, quanto sua mãe pensaram que uma Barbie de um metro de altura estaria no
topo da lista de desejos de Amy. O pai de Amy pensou em um livro com
ilustrações. Mas Amy não revelou seu desejo secreto de Natal.
Na estação de rádio WJLT
em Fort Wayne, Indiana, as cartas para o Concurso de Desejo de Natal jorravam.
Os funcionários se divertiam com todos os diferentes presentes que os meninos e
meninas de toda a cidade queriam para o Natal.
Quando a carta de Amy
chegou à estação de rádio, o diretor Lee Tobin a leu com atenção.
"Querido Papai
Noel.
Meu nome é Amy. Tenho
nove anos de idade. Tenho um problema na escola. Será que você pode me ajudar,
Papai Noel? Os garotos riem de mim por causa da maneira que eu ando, corro e
falo. Tenho paralisia cerebral. Só queria um dia em que ninguém risse ou
zombasse de mim.
Com amor, Amy."
O coração de Lee ficou
apertado quando ele leu a carta. Ele sabia que paralisia cerebral era uma
desordem muscular que podia deixar os colegas de Amy confusos.
Ele pensou que seria bom
para as pessoas de Fort Wayne ouvirem a respeito dessa menininha especial e seu
pedido incomum. O Sr. Tobin ligou para o jornal local.
No dia seguinte, uma
foto de Amy e sua carta para Papai Noel estavam na primeira página do “The News
Sentinel”. A história se espalhou rapidamente. Por todo o país, jornais, rádio
e televisão relatavam a história da garotinha em Fort Wayne, Indiana, que
pedira um presente de Natal tão simples e, ainda assim, notável – apenas um dia
sem zombarias.
De repente, o carteiro
passou a frequentar a casa dos Hagadorn. Envelopes de todos os tamanhos
endereçados a Amy chegavam diariamente, enviados por crianças e adultos do país
inteiro, recheados de desejos de boas festas e palavras de encorajamento.
Durante a época atribulada do Natal, mais de duas mil pessoas do mundo todo
enviaram a Amy cartas de amizade e apoio. Alguns dos remetentes tinham
deficiências, mas cada um enviava uma mensagem especial para Amy.
Através dos cartões e
cartas vindas de estranhos, Amy teve um vislumbre de um mundo cheio de pessoas
que realmente se importavam umas com as outras. Ela percebeu que nenhuma forma
ou quantidade de zombarias poderia fazê-la se sentir solitária novamente.
Muitas pessoas
agradeceram a Amy por ser corajosa o suficiente para se abrir. Outras a
encorajavam a ignorar as provocações e a andar de cabeça erguida. Lynn, uma
menina da sexta série, do Texas, enviou esta mensagem:
"Gostaria de ser
sua amiga e, se você quiser me visitar, poderíamos nos divertir. Ninguém irá
zombar de nós porque, se o fizerem, não iremos nem ouvi-los."
Amy conseguiu seu desejo
de um dia especial sem zombarias na Escola Primária South Wayne. Ademais, todos
na escola receberam um bônus extra. Professores e alunos discutiram sobre como
as zombarias podem fazer os outros se sentirem.
Naquele ano, o prefeito
de Fort Wayne proclamou oficialmente o dia 21 de dezembro como o Dia de Amy Jo
Hagadorn em toda a cidade. O prefeito explicou que, ao ousar fazer um pedido
tão simples como aquele, Amy ensinou uma lição universal.
- Todos - disse o prefeito
- querem e merecem ser tratados com respeito, dignidade e carinho. (Alan D. Schultz)
UM ABENÇOADO DIA PRA VOCÊ...
E até que nos encontremos novamente,
que Deus lhe guarde serenamente
na palma de Suas mãos.
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